Defesa & Geopolítica

Jobim na gangorra?

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Dilma decide que vai demitir Jobim quando ele voltar da Colômbia

RIO – A presidente Dilma Rousseff já decidiu demitir o ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois das declarações dele à revista “Piauí” , que chegará às bancas nesta sexta-feira. Na entrevista, afirmou que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é “muito fraquinha” e que Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, “nem sequer conhece Brasília”.

A decisão foi tomada hoje de manhã em reunião de Dilma com Ideli, Gleisi, a ministra de Comunicação Social, Helena Chagas, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e Gilles Azevedo, assessor pessoal de Dilma. No entanto, a presidente vai esperar Jobim voltar de Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a Colômbia, para informá-lo da decisão. Dilma considera deselegante demiti-lo hoje, quando ele participa de viagem oficial em companhia do vice-presidente colombiano, do vice brasileiro, Michel Temer, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O trecho da entrevista à “Piauí” em que Jobim critica as ministras foi antecipado pela colunista Monica Bergamo, na “Folha de S. Paulo” . Segundo o jornal, o ministro da Defesa também atacou o governo no debate sobre o fim do sigilo eterno de documentos. “É muita trapalhada”, disse.

Embora já tenha decidido demitir Jobim, Dilma lerá só hoje à noite a entrevista dele à “Piauí”. Segundo assessores, a presidente ficou especialmente incomodada com a informação sobre a conversa que ambos tiveram quando Jobim decidiu convidar José Genoino para assessorá-lo na Defesa. Dilma teria perguntado se Genoino seria útil no ministério e, segundo a entrevista, Jobim respondeu: “Quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu”.

Eu acho até que não combina com a ministra Ideli, porque a Ideli é até bem gordinha, não é bem fraquinha

A presidente também considerou uma agressão gratuita o comentário de Jobim sobre as ministras Ideli e Gleisi. Em entrevista a um programa da “Folha” e do UOL, Ideli considerou “desnecessárias” as declarações do colega e disse que ele “deveria se conter um pouquinho”.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não criticou abertamente as declarações de Jobim. Na tentativa de consertar o estrago do ministro, Sarney acabou piorando a situação.

– Eu não li ainda essas declarações, mas o que posso dizer é que o ministro Jobim é um homem muito experiente, muito equilibrado. Jamais faria comentário qualquer que pudesse atingir as pessoas ou pudesse atingir o governo. Eu acho até que esta [declaração] não combina com a ministra Ideli porque a Ideli é até bem gordinha, não é bem fraquinha – afirmou Sarney.

Petistas consideram que ministro quer sair do governo

As declarações irritaram os petistas reunidos nesta quainta-feira no Rio para o encontro da executiva nacional do partido. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, afirmou que Jobim deu mostras de que quer deixar o governo.

– Foi uma declaração infeliz gerando constrangimento para o governo e para a base de apoio. A impressão que dá é que ele está querendo sair – disse o senador, ex-ministro do governo Lula.

Já o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR) disse que os petistas não “perderiam tempo” discutindo a situação do ministro.

– Ele não é dirigente do PMDB, aliás, ele acaba constrangendo seu partido. Essa é uma questão (as declarações do ministro) está mais para o PMDB do que para o PT responder.

No Senado, a entrevista de Jobim não foi bem recebida . Para o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o ministro externou seu lado machista:

– As declarações do ministro se excederam e trazem um eco de machismo que não cabe nem no momento da nossa evolução social. A ministra Dilma foi eleita presidente por um público majoritariamente feminino. E ela repersenta não só as delicadezas da alma feminina, mas também as resistências morais e de caráter da mulher brasileira.

Na avaliação do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Jobim estaria fazendo provocações.

– A sensação que fico é a de que o ministro está fazendo provocações. E isso é péssimo – afirmou.

Jobim viajou para Tabatinga, no Amazonas, para a assinatura de um acordo para a criação da Comissão Binacional Fronteiriça (Combifron) e a adoção do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça. Segundo a agenda, o ministro deixará a base do Caximbo, no Amazonas, às 20h30m. No avião que o levou de São Gabriel da Cachoeira, também no Amazonas, a Tabatinga, Jobim leu a nota da colunista da “Folha” e teria comentado com assessores que nem se lembrava mais disso, já que a entrevista à “Piauí” ocorreu um mês atrás.

Na semana passada, o ministro da defesa também provocou polêmica após dizer que tinha votado em Serra em 2010. A declaração provocou reação dos petistas e desconforto com Dilma. O ex-presidente Lula defendeu Jobim ,cuja situação no governo se complica a cada dia. O ministro da Defesa será o segundo apoiado expressamente pelo ex-presidente a ser demitido por Dilma. O primeiro foi Alfredo Nascimento, que deixou o Ministério dos Transportes no fim de julho.

Fonte: O Globo


Dilma avalia saída de Jobim após declarações polêmicas

A presidente Dilma Rousseff vai avaliar ao longo desta manhã se mantém ou não Nelson Jobim no cargo de ministro da Defesa. Em uma entrevista à Revista Piauí, Jobim chama o governo Dilma de “atrapalhado”, diz que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é “fraquinha”, e que Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, “não conhece Brasília”. Se a presidente decidir mesmo antecipar a demissão de Jobim, um dos nomes cotados é o do atual ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.

Por conta de outras declarações, Jobim já estava na lista dos auxiliares de Dilma que ela deve tirar do governo na primeira reforma ministerial, no final deste ano ou no início de 2012. Agora, com a entrevista à Piauí, que chega amanhã às bancas, a presidente pode decidir pela demissão imediata de Jobim, desistindo da ideia de não mexer no governo enquanto não assentar a poeira da base aliada levantada pela crise política no Ministério dos Transportes, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal Valec.

O ministro viajou ontem à noite para São Gabriel da Cachoeira (AM). Hoje de manhã, ele partiu para Tabatinga (AM), onde, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, assina um plano de vigilância de fronteiras entre Brasil e Colômbia. Pela agenda oficial, Jobim deixa a base do Cachimbo (AM) às 20h30, devendo chegar a Brasília perto da meia-noite.

Em recente entrevista concedida ao programa “Poder e Política”, da Folha de S. Paulo e UOL, Jobim criou incomodo no Planalto ao fazer questão de revelar que, nas eleições do ano passado, votou no candidato tucano José Serra, o adversário da candidata vencedora, Dilma Rousseff.

Fonte: Yahoo

Jobim encontra Dilma e viaja à Amazônia

Fernando Exman

Após uma longa conversa com a presidente Dilma Rousseff, o ministro Nelson Jobim (Defesa) viajou ontem à Amazônia para participar da cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação entre Brasil e Colômbia para proteger a região de fronteira entre os dois países. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o encontro foi formal e protocolar. Mas pode ser capaz de distensionar a relação entre os dois.

Dilma, no entanto, ainda não digeriu as recentes declarações de Jobim. O ministro da Defesa reafirmou em recente entrevista que votou em José Serra (PSDB) na eleição presidencial de 2010. No entanto, dias depois, em outra entrevista, elogiou Dilma e disse que gostaria de permanecer no cargo.

As críticas demonstram a insatisfação de Jobim. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro frequentava o gabinete presidencial para falar de assuntos jurídicos e políticos. Mas o ministro não preservou esse prestígio na atual administração. No Palácio do Planalto, é dado como certo que, caso Jobim decida pedir demissão, Dilma não tentará demovê-lo.

No encontro de ontem, segundo as fontes do governo, os dois trataram de assuntos relativos ao Ministério da Defesa, como o orçamento da Pasta para o ano que vem. Sob a responsabilidade do ministério comandado por Jobim estão, por exemplo, o aparelhamento das três Forças Armadas – Aeronáutica, Marinha e Exército.

Fonte: Valor via NOTIMP


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