Defesa & Geopolítica

“DAC CONG” – As forças Especiais de Ho Chi Min

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Autor: Vympel 1274

Plano Brasil

1. Antecedentes

O Exército Norte-Vietnamita utilizou tropas especiais de assalto (conhecidos como sapadores) para uma ampla gama de missões, às vezes por si só ou como ponta de lança de uma força principal. Os vietcongues também implantaram sapadores em seus ataques. As perdas na ofensiva do Tet, em 1968  demonstraram que ataques em grande escala eram muito perigosos. Devido a considerações estratégicas, todas as nações que na idade moderna enfrentaram o Vietminh (guerrilha de libertação do Vietnã), estabeleceram “pontos fortes”, ou seja, bases militares de tamanhos diversos para concentração de recursos (tropas, artilharia, veículos), e que ao mesmo tempo forneciam proteção para estes mesmos efetivos (Dien-Bien-Phu para os franceses e Khe Sahn para os americanos, como exemplos), para poder enfrentar a guerrilha em seu ambiente, a selva. Estes “pontos fortes” foram idealizados por japoneses, franceses e posteriormente, os americanos.

 

 

Para enfrentar esse tipo de inimigo, os vietnamitas desenvolveram técnicas para infiltração em pontos fortes e bases em geral altamente defendidas, ultrapassando seus obstáculos defensivos e armadilhas, abrindo assim caminho para a força principal, que atacaria as posições inimigas.

Chamados de Binh chủng Đặc công” (Unidades especiais do Exército) pelos próprios vietnamitas, e “sapadores especiais” pelos soldados americanos, os “sapadores” foram uma medida de economia de força que poderia desferir um duro golpe no inimigo, sendo estas as primeiras unidades especializadas do ENV, criadas oficialmente em 19 de março de 1967, embora tropas com estas mesmas características já existissem há décadas. Eles são uma elite especialmente vocacionadas para se infiltrar e atacar aeródromos, unidades militares, portos fluviais e marítimos  e outras posições fortificadas de alto valor.

Haviam cerca de 50.000 homens servido no Exército Norte-Vietnamita como sapadores durante a guerra do Vietnã (Đặc công bộ – operações terrestres), voltados para operações terrestres e organizados em companhias de 100-150 homens, divididos em pelotões de cerca de 30-36 homens e com sub divisões em grupos , esquadrões e células. tropas especializadas como rádio operadores, médicos e especialistas em explosivos também foram incluídas.

Todos eles são voluntários. Os sapadores eram frequentemente designados para unidades maiores (regimentos, divisões, etc) para a realização de ataques e reconhecimento, mas também poderiam ser organizados como formações independentes.

 

Os sapadores eram treinados e preparados com cuidado em todos os aspectos de seu ofício, e fizeram uso de uma variedade de equipamentos e dispositivos explosivos, incluindo material capturado ou abandonado americano. Os sapadores também realizaram missões de inteligência e poderiam trabalhar disfarçados. Um dos sapadores que participaram da ofensiva do Tet em 1968 contra a embaixada dos EUA era o motorista de um embaixador americano.

2.  Técnicas de assalto dos sapadores

Planejamento do assalto: Um ataque típico começaria com a reconstrução detalhada da posição inimiga (bunkers, aeroportos, depósitos de munição, centros de comando e comunicações, quartéis, instalações de geração de energia e outros pontos vitais). Os dados de várias fontes de inteligência (agricultores, espiões, informantes, etc) eram coletados e adicionados ao planejamento. O alcance da artilharia para cada área-alvo era detalhado. Um mock-up do alvo era criado e ensaios detalhados ocorriam. Os assaltos eram geralmente planejados após o anoitecer.  Os sistemas de sinalização eram por vezes através de sinais luminosos coloridos. Uma sequência típica de sinais obedecida pelas equipes de assalto poderia ser a seguinte: chama vermelha: área difícil de entrar; chama branca: retirada; chama verde: vitória; chama branca seguida de verde: reforços solicitados.

3. Organização e formações durante o assalto.

Dependendo do tamanho do ataque, os sapadores eram geralmente divididos em grupos de 10-20 homens na vanguarda da força principal, que eram ainda subdivididos em equipes assalto de 3-5 homens. Cada equipe foi encarregada de destruir ou neutralizar uma área específica de defesa do inimigo. Quatro escalões sucessivos poderiam ser empregados em uma operação típica de sapadores.

Um grupo de assalto tomava a responsabilidade principal pela penetração inicial através do arame farpado e outras defesas. Um grupo de apoio de fogo podia ser usado para realizar apoio de fogo á este grupo, através de lança-foguetes B-40 (RPG-2), morteiros ou metralhadoras, assim que os elementos de penetração atravessassem as defesas, em um horário definido ou através de um sinal pré-programado. Um pequeno grupo de segurança podia ser implantado para posicionar-se visando emboscar os reforços que tentassem reforçar as defesas da área ameaçada. Um grupo de reserva podia ser utilizado para aproveitamento do êxito ou resgatar seus companheiros se a situação começar a deteriorar-se.

4. Movimento do ataque inicial.

O movimento da tropa para a área-alvo era tipicamente através de longas caminhadas, para dissimular sua posição. Uma vez que tinham alcançado a zona de reunião, elementos infiltrados anteriormente nas proximidades do alvo conduziam as frações até seus respectivos setores. Reconhecimento prévio detalhado era de suma importância.

Os destacamentos de infiltração prendiam armas e explosivos em seus corpos para minimizar o ruído, e muitas vezes cobriam seus corpos com carvão e lama para camuflarem-se no terreno, dificultando sua identificação. O arame farpado era cortado apenas parcialmente, com os fios restantes partidos com a mão para não fazerem barulho. Sinais luminosos da posição defensiva eram neutralizados envolvendo seus acionadores com uma tira de pano ou bambu, pelo destacamento de infiltração. As minas direcionais Claymore M18 americanas eram desativadas pelos soldados do referido destacamento.

Um homem de ponta geralmente precedia cada equipe, rastejando silenciosamente através das defesas, explorando com os dedos para detectar e neutralizar as armadilhas e minas, enquanto os outros seguiram atrás. Às vezes, fios-guia eram lançados para indicar um corredor de assalto. Tapetes de fibra vegetal podiam ser jogados por cima do arame farpado para facilitar a passagem por cima do mesmo.

Os sapadores frequentemente utilizavam torpedos “Bangalore” improvisados, feitos com TNT inserido dentro de uma vara de bambu, a qual era utilizada para explodir os obstáculos de arame farpado e abrir rotas de assalto para a força principal. Muitas vezes, utilizavam caminhos inesperados para a abordagem, como através do depósito de lixo, como durante o ataque á base militar americana de Cu Chi, em 1969.

5. O ataque principal e a retirada:

Baseado no tipo de alvo e da situação político/militar em causa, alguns ataques prosseguiam cautelosamente, com pouco apoio de fogo desde o começo até o último momento. Outros ataques, especialmente contra alvos americanos bem defendidos, os comunistas utilizavam artilharia de barragem para manter os defensores americanos alojados em suas posições defensivas e de cabeça baixa após a quebra do sigilo, enquanto os grupos de assalto moviam-se furtivamente até esta mesma posição.

Os alvos eram geralmente atingidos em ordem de prioridade, de acordo com o nível de perigo que o mesmo apresenta para as unidades de sapadores, ou com base em objetivos políticos/militares. Era enfatizada a agressividade extrema durante o ataque, sob a doutrina das “três forças” (surpresa, concentração da força e aproveitamento do êxito), o que geralmente conseguia grande sucesso.

Se os sapadores eram descobertos, atacavam imediatamente. Uma vez que o objetivo do ataque era alcançado, ou o combate começava a causar desgaste, a retirada era exigida. Forças de cobertura garantiam a retirada da força principal, fornecendo tempo para esta evadir-se do local. Armamento e munição e outros equipamentos do inimigo eram recolhidos e os corpos dos mortos e feridos eram resgatados. Relatórios e críticas de avaliação do assalto eram feitas pelas forças do Exército Norte Vietnamita e do Vietcong, absorvendo assim as lições aprendidas e melhorando suas habilidades para o próximo assalto.

6. Exemplos de alguns ataques dos sapadores Dac Cong

Ataque dos sapadores ao aeródromo do 242º Esquadrão – Cu Chi, 1969

O ataque à base da 25ª Divisão de Infantaria dos EUA em Cu Chi, no ano de 1969, onde havia um campo de aviação (242º esquadrão), ilustra o tipo de ataque de sapadores vietnamitas que causaram relativamente pouca destruição, mas estes ataques foram realizados em uma das mais importantes e bem defendidas bases dos EUA no Vietnã. Esta ação envolveu, uma combinação de soldados do Vietcong e do Exército Norte-Vietnamita, que destruíram nove helicópteros CH-47 “Chinook”, danificaram mais três helicópteros do mesmo modelo e explodiram um depósito de munição.

Os sapadores Vietcongues lideraram o ataque, com apoio de fogo de tropas do Exército Norte-Vietnamita. Interrogatórios de prisioneiros de guerra revelaram uma estreita coordenação com os elementos da guerrilha local e informantes, inclusive o fornecimento de desenhos detalhados e croquis da área-alvo. A penetração das equipes alcançaram quase surpresa completa, com cerca de dez sapadores alcançando as cercas de arame farpado e avançando sem serem detectados pelos soldados americanos, sem acionar as armadilhas ou serem detectados pelas patrulhas. Um ataque com foguetes foi o sinal para os sapadores entrarem em ação contra os helicópteros e soldados.

Além das aeronaves, as perdas das tropas dos EUA foram relativamente leves (um morto, três feridos versus cerca de 30 VC ou ENVA mortos). No entanto, o incidente revela a capacidade do VC / ENV de recuperação, mesmo após as perdas da ofensiva do Tet, em 1968.

Ataque dos sapadores á base do exército Mary-Ann, 1971

O ataque contra a base militar Mary-Ann do Exército dos EUA em 1971 pela Força principal do 409º Batalhão de Sapadores do Vietcong é outro exemplo dessas técnicas. A surpresa foi alcançada e muitos não acreditavam que o ENV / VC atacaria um pequeno posto avançado. A base militar vira pouca ação durante a guerra e era composta de 250 soldados norte-americanos e alguns sul-vietnamitas.

A barragem de morteiros foi estabelecida em um horário definido para o começo da batalha. Esta cobertura era prevista pelos sapadores, que já estavam pré-posicionados na linha de frente. Moveram-se rapidamente para os seus objetivos. Eles destruíram o Batalhão de Operações e um grande número de postos de comando, criando assim o caos generalizado antes de se retirar quando helicópteros chegaram.

As perdas dos EUA foram de quase 30 mortos e 82 feridos. Suspeitas ainda permanecem sobre este ataque, inclusive a suspeita de que militares sul-vietnamitas facilitaram a penetração dos elementos sapadores no interior da base americana. Se isso for verdade, o incidente demonstra o longo alcance dos serviços de inteligência do ENV / VC, e seu planejamento sofisticado e a execução do assalto. Vários altos comandantes americanos foram dispensados ​​de suas funções ou foram repreendidos após o evento. Audaciosamente, o Vietcong atacou as ruínas da base militar no dia seguinte com tiros de metralhadora.

Os Dac Cong foram pontas de lança em muitas vitórias obtidas pelo ENV/VC, quando considerados a estratégia de vitória a longo prazo dos vietnamitas, como o aeroporto de Cat Bi, Bien Hoa e Tan Son Nhut, Gia Lam, Bach Mai, Phu Tho Hoa, Tua Hai, Nui Thanh, Hoai Duc, Campo Norte, Long Binh, Dong Du, Tuy Thanh Ha, Nha Be, e a embaixada dos EUA.

7. Atualidade

Outras forças Dac Cong existentes:

Dac Cong Biet Dong – Combate Urbano

Unidade do Exército Vietnamita especialmente treinada para operações urbanas, onde são unidades que lideram o ataque em áreas urbanas, seguidas pelas forças regulares.

Dac Cong Nuoc (M26) – Operações anfíbias

Unidade da marinha do Exército Vietnamita especialmente treinada para operações anfíbias em meio fluvial ou marítimo, onde destroem a infraestrutura de portos, navios ancorados e podem realizar assaltos e golpes de mão em instalações próximas á rios ou ao mar.

Doan Dac Cong (M1)‏ – Operações antiterroristas.

Durante a guerra do Vietnam, a unidade chamada de Força-Tarefa do Exército Popular do Vietnam (Lực lượng đặc nhiệm của Quân đội Nhân dân Việt Nam) foi uma unidade de elite do exército com a função de “busca e destruição” de unidades das forças especiais dos EUA (MACV-SOG).

Com o fim da guerra, evoluiu e transformou-se atualmente em uma unidade antiterrorista (Doan Dac Cong). Não é formalmente uma unidade de “sapadores”, pois sua função original é muito diversa desta.

8.Conclusão:

O Vietnam do norte, durante a guerra, desenvolveu estas unidades especializadas com base nas características mais evidentes de suas forças armadas. Tais características eram a quase total falta de meios modernos a disposição da infantaria, além da mesma ser utilizada tanto em grandes formações durante um ataque á um objetivo fixo, visando compensar sua falta de meios tecnológicos modernos e de apoio ao combate (daí a grande diferença de baixas entre os EUA e o Exército Norte-Vietnamita), quanto emboscadas realizadas por pequenos efetivos contra forças superiores.

Isto leva a formação de efetivos militares que possam ser rapidamente substituídos por reservas. Daí a relativa pouca preocupação em dotar o militar de equipamentos modernos e ao mesmo tempo, dispendiosos.

Os vietnamitas foram excepcionais em tirar máximo proveito dos “meios de fortuna” encontrados no terreno, utilizando-os para fazer frente á superioridade tecnológica americana, tais como armadilhas e túneis, aliados á uma  disciplina militar rígida, a qual combatia uma “guerra de desgaste”, onde não procuravam uma batalha decisiva, e sim o colapso da “vontade de lutar” do Exercito dos Estados Unidos e de seu povo. Estas características, quando não conhecidas pelo público em geral, forçam a comparações com outras unidades de elite de outros países, o que é totalmente errado, pois a maneira de “enxergar o combate” dos orientais é diametralmente diferente do ocidente.

Com combatentes decididos, disciplinados e altamente motivados (apesar dos mesmos combaterem nas mais precárias condições, até mesmo descalços), este pequeno país venceu o maior poder militar do ocidente e maior economia do mundo, sem falar nos japoneses, franceses e chineses.

48 Comments

  1. Marksman says:

    Naquela época eles poderiam ter tido algum valor, mas hoje, sem equipamentos e sem uma doutrina moderna, não durariam muito em combate.

  2. HMS TIRELESS says:

    Nunca subestime o bravo povo vietnamita meu caro Marksman

  3. barca says:

    Marksman os japoneses pensaram assim deles,os franceses tb e os americanos foram os últimos a cair nesse erro.Hoje vc vê a historia se repetir pois os E.U.A estão perdendo para os Iraqueanos e Afegãos,quando vc coloca a fé ou o patriotismo como causa vc tem os melhores soldados do mundo.O soldado que não tem medo de morrer e que morre de bom grado por sua causa.

  4. César Pereira says:

    ”Com combatentes decididos, disciplinados e altamente motivados (apesar dos mesmos combaterem nas mais precárias condições, até mesmo descalços)…”
    ISSO RESUME O SUCESSO DO EXÉRCITO VIETNAMITA,A DICIPLINA CONSTANTE APESAR DE TODA ADVERSIDADE!

  5. Ferreira Junior says:

    Ohhh o colega ai não dá valor ao Vietnam, MIL ANOS DE GUERRA E NÃO PERDERAM UMA, leia a história.

  6. leonardo_sp says:

    concordo com o marksman (porem concordo que os vietnamitas fizeram historia, lutaram bravamente), alias nao que sou pro-americano , mais se os EUA tivesse querido(nossa ficou meio esquisito) ter destruido o vietnã o teriam feito , e com os direitos humanos de hj ja nao se consegue ganhar mais nenhuma guerra,o estilo terceira guerra faz falta hj(para aqueles que estao em guerra), ou quer dizer o estilo 5º geraçao de guerra esta por vir.
    http://planobrasil.com/2011/01/15/guerra-de/
    sds a todos.

  7. Marksman says:

    Repito: Eles não estão prontos para a guerra moderna. As fotos provam isso, bem como os equipamentos utilizados por eles. Em uma guerra eles se dariam bem? Pode ser, mas eles estariam lutando as bases de uma estratégia milinenar de guerrilha. Isso não é ser moderno, é?

  8. lucena says:

    A CRIATIVIDADE Vs TECNOLOGIA
    .
    .
    Essas táticas de combate que se passou no Vietnã, onde eles entraram na história com a sua forma criativa nos combates;já se repetiu;no Afeganistão no estilo talibã.

  9. HMS TIRELESS says:

    “Com combatentes decididos, disciplinados e altamente motivados”
    Adicione “altamente treinados” e você terá os integrantes das IDF, que mostraram seu valor repelindo as agressões injustas de seus belicosos vizinhos.

  10. paulo paiva says:

    Sempre fui de parecer, inclusive já tendo me manifestaddo por escrito em item de monografia, que os BIS deviam enquadrar um “pelotão de engenharia de combate”(PELE) em seu quadro de organização. Estes pelotões seriam de grande valia na montagem das bases de combate de valor companhia/batalhão, para construção de pequenas instalações/pontes e missões de destruição. Os mesmos pelotões, dependendo da situação e da envergadura de uma missão, poderiam ser grupados em uma subunidade(3 a 4 pelotões)fornecidos pelas peças de manobra(3 a 4 batalhões) de uma brigada de infantaria de selva sob o comando de um capitão de engenharia, adido ao comando da grande unidade/brigada para oportunidades desta natureza, que seria encarregado da fiscalização da instrução(não do emprego)daquelas frações.
    O artigo do companheiro Vympel, de grande significado, enseja , inclusive, que o País, através de entendimentos
    diplomáticos/aditâncias, passe a pleitear vagas em cursos “DAC-KONG” pertinentes para capitães/tenentes da nossa arma de engenharia. Se a idéia vinga, não vai custar muito e já teremos, independente dos PELE/BIS, QUE NÃO PODEM SER PRESCINDIDOS PELOS BIS, estrutura suficiente para pensarmos na formação de uma ” brigada dac-kong”

  11. Vympel1274 says:

    Pense no seguinte:
    Os EUA estão levando um “calor” da resistência iraquiana e simplesmente nem chegam perto de vencer a resistência Taleban, e ja pensando em se retirarem até 2014. Certos tipos de combate não mudam nunca como vc pode ter entendido com os exemplos acima, pois são exemplos de um tipo de guerra que não se ganha com enormes efetivos militares ou equipamento de alta tecnologia, e sim com estratégias a longo prazo e a determinação.
    A tecnologia moderna pode ser contornada com técnicas “low tech” como demonstrada em um exercício realizado nos EUA em um treinamento com carros de combate (tanques), em que o exército de baixa tecnologia utilizou-se de carcaças destruídas de antigos tanques, enchendo-os com carvão em brasa, enganando assim os visores térmicos dos M1 Abrahams em um enfrentamento noturno e preparando uma emboscada, a qual destruiu 98% do efetivo dos mesmos veículos.
    Quanto a estarem despreparados por equipamento obsoleto, é irreal, pois vc acha que o Taleban e os iraquianos são melhores equipados?
    Imagine então esses “dac cong” munidos de armamento de infantaria no “estado da arte”, equipados com sistemas de visão noturna e vestes antitérmicas (para iludir os visores de imagem termal), sistemas de comunicações criptografados, designadores laser e sendo apoiados por artilharia inteligente (munições guiadas), além de interferência eletrônica (ECM).
    Seria uma melhoria implantada á um custo muito baixo com um ganho absurdamente desproporcional, pois estas armas descritas não são de maneira nenhuma caríssimas e são de fácil e barata implementação.
    Aprenda o seguinte: ser moderno não quer dizer ser eficiente, cada um conhece a casa que tem e sabe como mantê-la. Quem somos nós para dizer o que é melhor para eles? pois como disseram os outros comentaristas, eles nunca foram derrotados e venceram japoneses, franceses, americanos e chineses. Não se mexe em time que ta ganhando…
    Felicidades

  12. Beto says:

    Excelente matéria sobre as ações das pequenas unidades especiais de combate do Vietnam, normalmente pouco conhecidas. Cada caso é um caso e a guerra no Vietnam é um caso a parte nas guerras do século xx. O contraste é evidente entre forças (Eua x Vietnam) e recursos materiais e tecnológicos. Mas uma guerra não se resume a isso, muitos outros elementos como estratégias, táticas inteligentes, diversificação e empregos dos meios existentes podem contra balançar uma situação desfavorável. Isso sempre ocorreu na história, basta o exemplo bem antigo de Alexandre “o grande” contra as forças persas de Dario III. Os exemplos mais recentes nos foram dados pela ex-União Soviética e Eua no Afeganistão e agora a coalizão europeia da Otan na Líbia.

  13. não adianta tecnologia,se o soldado não tiver coragem,e coragem os viatinamitas tem de sobra…

  14. Beto says:

    Continuando. Os tempos, é claro, são outros e muita coisa já foi estudada e aprendida sobre as diversidade e meios e táticas no Vietnam, inclusive aqui no Brasil. Lembro-me de quando ainda estava no exército em 1980 como força de uma cia operacional em que muitas “coisas” sobre as táticas vietnamitas nos era passadas. Não que eu concorde com avaliações simplistas, mas o Eua poderiam ter vencidos no Vietnam se estes últimos não contassem com o apoio logístico de reposição de equipamentos, armas e assessoria militar chinesa, russa e nortecoreana. O país estava todo invadido por força militares ocidentais (é bom que fique claro também que não era só os Eua que combatiam no Vietnam), não tinham mais recursos industrias de grande porte em pé, assim como não tinha fabricas de alimentos, de aviões, de tamques e fuzis pois foram todos destruídos por incessantes bombardeios nas cidades e onde houvessem bases militares do Vietnam do Norte. Mas devemos reconhecer, a determinação de lutar de forma prolongada e esconder as forças, interiorizá-las e levá-las para a mata densa e garantir que dali seria seu teatro de operações definitivo, dando fôlego para a reorganização das suas forças urbanas, foram uma estratégia bem sucedida e vitoriosa que são objetos de estudos permanente.

  15. Adriano says:

    “Sempre achei que a melhor arma fosse as idéias” Ouvi isto no filme de RAMBO 2 A missão. O que descreve pra mim muito bem a maioria dos comentarios e da matéria em si.

  16. pe de cao says:

    TA BOM OS VIETCONG SAO TUDO PELOPES !!!!

  17. Jonnas says:

    Leiam este livro: http://www.bibliex.com.br/job/index.php?id=1&l_id=57

    Muito loco!.. vai mostrar que pode-se vencer o impossivel com criatividade, inteligencia, e patriotismo inimaginavel.

  18. Os cara são mt bons, aliás, sempre te cara mt bons em td os lugares…até aki no BRASIL. sds.

  19. mano says:

    Parabéns pela matéria! Pés descalços no lodo é muito melhor para o deslocamento. Cuturno e lodo matam até o Predador no cansaço.

  20. BobSap says:

    Quem acha que tecnologia moderna é sinal de vitória numa guerra está muito enganado. OS EUA pensaram nisso também ao invadir o Afeganistão. Só cairam na real depois, pois perceberam que sua tecnologia não é sinal de vitória.

    Os EUA estão negociando com talibão para que parem de lutar.
    Imagina se talbiã tivesse acesso ao armaento pesado e de ponta? O estrago seria imaginável.

    Os filmes de Hollwood iludem muita gente, mas na guerra real as coisas são bem diferente.

  21. caiozin says:

    Não sei se isso é verdade mas quando me encontrava no perú ano passado ouvi dizer em um noticiario local que “O Brasil mandava uma delegação de oficiais do Exercito ao Vietnã todos os anos desede 1989 para aprender táticas de guerra assimétrica”

  22. caiozin says:

    Eu considero esses homens melhores do que os SEALS no que tange a motivação e moral.
    Os americanos tem todas as inovações tecnológicas possíveis já os “dac cong” LUTARAM ATÉ DESCALSOS!

  23. João Paulo Caruso says:

    Eu discordaria Vympel1274.
    Acredito que o problema dos americanos é a opinião pública americana e mundial. Se eles quisessem mesmo, exterminavam as populações inteiras desses países como os russo e alamães teriam feito.
    Perder vinte para matar um ou dois ocidentais não pode ser considerado como uma vitória tática para as resistências nem no Iraque e nem no vietnam.

    Acho difícil que nosso povo, assim como outros, em uma situação hipotética é claro, pudesse lutar suportando o mesmo nível desgaste que esses grupos de resistência aguentaram!

  24. João Paulo Caruso says:

    Ah, a matéria está ótima. Obrigado mais uma vez!

  25. caiozin says:

    João Paulo Caruso
    É verdade!!! eu acho difícil que o povo brasileiro suporte o que os viatnamitas suportaram.
    Supondo uma invasão a amazônia (por exemplo) em uma semana os paulistas e cariocas diram : “nós não temos nada a ver com a amazônia, deixem que os gringos fiquem com ela”.

  26. Vympel says:

    Caruso, notoriamente demonstras pouco conhecimento a respeito do que é uma estratégia de resistência a longo prazo, e sinceramente, não sei de onde você tira estas comparações inequívocas, as quais já são costumeiras.
    Em momento algum disse que o Brasil teria condições de suportar o que eles suportaram, e diferente de nós (talvez a maioria do mundo ocidental), não vejo uma sociedade ocidental com a mesma determinação de lutar até o último homem. Quanto a exterminá-los ou não, ainda assim seria muito difícil, pois a vitória em qualquer tipo de conflito é resultado de várias condicionantes, as quais diferem de época para época e de situação para situação, não é tão simples como você imagina!
    Quem realmente deseja e busca a vitória a qualquer custo, principalmente quando se é inferior tecnologicamente, deve fazer sacrifícios e saber assimilar baixas enormes (experimente ler algo sobre stalingrado), as quais são aceitáveis ou não, dependendo de seus cidadãos e da liderança do país invadido.
    Obviamente você imagina que uma guerra de desgaste é como um jogo de “call of duty”, mas entenda que as coisas são muito diferentes na vida real.
    Todo e qualquer país que resistiu á uma invasão de uma força assimétrica muito maior, pagou com sangue a sua vitória, pois não dispunham de máquinas modernas de combate, a qual foram substituídas por combatentes determinados em defender seu país, seja lá qual for suas motivações.
    A União Soviética teve 5 milhões de mortos (militares), enquanto a Alemanha nazista teve cerca de 3 milhões. Ambos lutavam entre si uma guerra de extermínio na frente oriental, em que a vitória resultaria na destruição total de um dos regimes em conflito, bem diferente do que ocorria na frente ocidental. Vitórias táticas não garantem guerras, e sim estratégias a longo prazo, lembre-se disso…

  27. caiozin says:

    Vympel, muito bem colocado. O que mais me chamou atenção é que realmnete não há nenhuma nação ocidental que esteja disposta a lutar até o ultimo homem.

  28. João Paulo Caruso says:

    Vynpel.

    Confesso que achei agressiva sua resposta, mas vou respeitar o site.
    Primeiro usei a palvra vitória tática que é diferente de estratégica, procure no dicionário e você vai entender.

    Quando falei sobre o Brasil, não sugeri que você tinha dito nada. Lamento, mas ao contrário de você não jogo videogame. Não sei pq você leva as coisas para o lado pessoal e não profissional.
    Segundo, evite adivinhar o que as pessoas pensam para não julgar errado, como você faz com frequência. Já li sobre Estalingrago e muitas outras coisa que você ainda não tem a menor idéia para poder julgar.

    Embora você use uma lógica completamente supertrunfística e pueril em praticamente tudo que escreve eu não desrespeito sua opinião, mesmo sendo muitas vezes baseada em informações inverídicas ou superficiais, como no caso dá matéria sobre os T-90 entre outras.
    Por acaso tenho livros sobre alguns assuntos mencionados nesse site e não tiro minhas informações de outros blogs por aí como alguns russófilos fazem.

    O que você diz são as mesmas coisas que eu dizia em fóruns americanos e europeus a dez anos atrás, e assim como você eu quase nunca consegui provar nada pra ninguém.

    Também está cheio de pessoas aqui dando opiniões infundadas e erradas, mas você só responde para os que não concordam com seu ponto de vista de esquerda antiamericano.

  29. Vympel1274 says:

    Caiozin meu camarada, acredito que isto seja devido á história passada de certos países, suas experiências como sociedade através da história, da mesma forma a maneira de encarar uma dominação por outra nação estrangeira.
    Alguns países sofreram ao longo da história grandes massacres e até genocídios, o que faz com que estes países sejam hoje em dia talvez mais indiferentes á grandes quantidades de baixas entre seus cidadãos e seus soldados. Basta ver a história passada de alguns deles que entenderemos a razão disso…felicidades!

  30. Vympel1274 says:

    Caruso, engraçado que você é o único que frequenta normalmente as matérias e sempre faz a mesma coisa, em vez de fazer esses tipos de comentários atravessados, procure contribuir com algo….
    lógica completamente supertrunfística e pueril e ler algo em qualquer site de internet e acreditar como real, se quiser criticar, critique, mas saiba fazer isso! trabalho na área há 15 anos e sei tudo o que escrevo, e de esquerda e antiamericano, se for sua visão de mim, só demonstra que não fazes ideia do que diz, pois sempre apresento ideias possíveis para nosso país se defender de quem mais o ameaça, ao invés de ter “torcidas” que com nada contribuem. Não perco tempo com isso.
    quer prova de algo? faça parte da equipe de desenvolvedores dos projetos..talvez consiga postar algo que contribua.
    59 disparos em um M1 abrams sem destruí-lo?
    Isso que é informação inverídica e superficial…

  31. amilton f vale says:

    Parabéns L–is !!Excelente trabalho de pesquisa, redação e interpretação !!!!

  32. João Paulo Caruso says:

    Vynpel.

    Você não sabe tudo o que escreve!

    Se soubesse lembraria que muita gente, erradamente, compara uma invasão da Amazônia com a do Vietnãn.
    Também não dá para contribuir pq pessoas como você não sabem ouvir e só acreditam no que querem.
    Acreditar que o T-90 se compara com o M1 enquanto os próprios russos e indianos estão insatisfeitos com a performance e qualidade do veículo!(e ainda com especificações errads). Se você não quer aceitar o que os outros dizem então realmente não posso ajudar em nada.

    E ainda desacretitam todos o que são contra, muitas vezes partindo para o lado pessoal sem necessidade.

    Se quer contribuição então aceite a opinião dos outros e admita quando está errado.

    Talvez você não tenha observado a qualidade dos comentários no seu blog, mas desde que comecei a frequenta-lo não percebi nehuma melhora no nível da conversa justamente por causa da intrangigência dos frequentadores, que atacam qualquer um que pense diferente.
    Acho que na verdade quem perde são vocês mesmos.

    Com certeza se o nível da conversa fosse melhor, eu como outros aqui, perderíamos mais tempo elaborando nossos comentários como fazemos no Poder Aéreo e no Cavok.

    Olhe para outros blogs do Brasil e veja a diferença.

  33. João Paulo Caruso says:

    Quanto ao M1 que foi atingido 59 vezes, existem vários de relatos sobre T-72s básicos e centurions(melhorados) australianos (sem blindagem reativa) que foram atingidos 10 ou 15 de vezes por foguetes RPG-7s ou B-40s e que ainda assim sobreviveram!

    Isso se deve a dificuldade de se atingir o alvo nas laterais com as ogivas de carga oca em ângulos próximos dos noventa graus necessários para que tenham bom desenpenho.

    Não que as blindagens sejam indestrutíveis, mas sim por essas armas são bem menos eficientes do que parecem.
    Até um Striker e com aquela grade e veículos de engenharia normalmente sobrevivem a esses foguetes.

    Compare o número de mísseis e foguetes usados no líbano com o número de baixas e veículos destruídos.

  34. João Paulo Caruso says:

    O engraçado é que em outros blogs e sites não há brigas e confusões. Só aqui que partem pro ataque direto! se o cometário foi mal expresso ou inadequado(como muitos), pode ser ignorado, corrigido ou repreendido com educação. Não estava ensinando ninguém, era só uma opinião curta devido a falta de tempo, como muitas aqui.

    Dizer que os americanos cooperam com a Índia pq eles tem armas nucleares, ignorando completamente uma década de embargo que ainda nem acabou totalmente, é uma informação infundada e mesmo assim eu não parti para crítica quando vocês defenderam essa inverdade.

    Não vejo a necessidade de afrontas, até talibãs e xiitas radicais as pessoas defendem aqui sem qualquer tipo de manifestação contrária do Blog.

    Se você é de esquerda ou direita eu não sei, o que eu sei é que muitas vezes a verdade é distorcida à favor de russos, chineses e todos os inimigos dos EUA.

    EU SOU DE ESQUERDA, mas nem por isso tento desacreditar ou desmerecer os feitos e avanços das nações ocidentais que investiram seu tempo e dinheiro em ciência e conhecimento. Ao contrário de russos e chineses que executaram e predenderam todo mundo que pensava por mesmo e tinha iniciativa e criatividade.

  35. Vympel says:

    Elaborar comentários…distorcer verdades…
    Essa foi boa, como ja disse muitos são leitores de wikipédia e outras fontes não confiáveis e os debates são ótimos, infelizmente sempre aparece alguem que por não postar nada útil se limita a fazer comentários insípidos que nada somam. Se não está satisfeito com que é escrito, que fazes aqui..choro só de pensar se considera os outros blogs melhores.
    És o único que constantemente faz isso, ou ta todo mundo errado e somente vc está certo ou ao contrário. Se não concorda com algo, conteste com algum argumento válido, ou se não sabe, pergunte. Como disse, procure contribuir com algo aumentando o nível de conhecimento do blog, ao invés de fazer esse tipo de comentários..

  36. João Paulo Caruso says:

    Vympel.

    Nesse mesmo blog há várias pessoas que concordam com o que digo e, em outros, há muito mais (pode pesquisar). Nenhum de nós é dono da verdade e acredito que você saiba disso tão bem quanto eu.

    Acho que se agente conversasse pessoalmente, não teríamos essa discordância e agressividade, portanto não vou responder de maneira ofensiva e vou procurar evitar comentários que possam ofender você ou vocês que gratuitamente oferecem esse blog.

    Realmente e sem ofensa, ainda falta muita liberdade de expressão por parte de alguns comentaristas aqui, e há muitas informações bastante contestáveis, as quais não se permitem ajustes e correções.

    Acho que aqui, de certa forma, se faz atendimento ao público opiniões que se referem individualmente não são adequadas por parte dos editores e jornalistas, já bastam os desinformados e mal educados. E digo isso como ex-jornalista profissional.

    Se tudo que os americanos e europeus fazem é jaca, então realmente EU não posso mesmo contribuir em nada.

    Também, como já disse antes, respeitosamente, não acho que o nível do debate seja ótimo pq certas opiniões não são respeitadas e são desacreditadas com informações repetidas e inverídicas. E já conversei com alguns na Web que concordam comigo e até tem opiniões muito mais severas que as minhas.

    Já postei várias coisas aqui ( baseadas em livros e opiniões de profissionais da aéra) que foram desacreditadas rapidamente sem o menor respeito por alguns que não tem o mínimo de conhecimento sobre os tópicos que comentam, mesmo eu estando muito mais próximo da realidade do que eles e suas fontes. Se pesquisar vai ver.

    Então,vou evitar minha participações no blog, mesmo vendo algumas coisas que considero completamente absurdas!

    Espero que se um dia viermos a conversar possamos respeitar a opinião, o conhecimento e a literatura de cada um! Bom, nem os livros e especialistas estão 100% corretos ou concordam uns com os outros sempre.

    Então, desejo um bom trabalho para vocês e um bom futuro para o blog!

    Acho que é isso!

  37. Wi says:

    João Paulo Caruso ,
    .
    meu caro desculpe, porém, você fala muito, más não diz nada que se aproveite, só palavras vazias, sem conteúdo…

  38. João Paulo Caruso says:

    Então me ensine alguma coisa, por favor!Era essa minha intenção inicial.

    demonstre seu conhecimeto se tiver algum! Espero que nos encontremos em outros bLogs e você me corrija quando eu estiver errado, te dasafio a dizer algo que não seja preconceito antiamericano.(estará me fazendo um favor).
    NÃO ESTOU AQUI PARA “DAR AULAS”, VIM AQUI PARA OUVIR E APRENDER, E SEM OFENSAS PESSOAIS.

  39. João Paulo Caruso says:

    Pq nunca vi você em outros blogs? Deve ser pq só nesse aceitam e aplaudem sua opinião. Não é?

    Tá cheio de posts meus corrigindo as bobagens que muitos falam aqui(não todos)(vai pesquisar), foi bom que eu tenha me expressado mal para a “Cataverna” ter algum argumento, pelo menos uma vez na vida.

  40. João Paulo Caruso says:

    Até parece que seus argumentos, os quais nem leio, foram úteis alguma vez na vida!

    VAI ESTUDAR, ENCOMENDE ALGUNS LIVROS DO EXTERIOR E FAÇA UM CURSO DE INGLÊS.

    Se quiser , nos seu próximos posts te explico muito bem o que você demosntra não saber. Essa coisa de malhar americanos fica bem pros filhinhos de papai nos DCEs de universidades públicas.

  41. velhoferreira says:

    Embora eu ache que é muito importante uma tropa ter armas sofisticadas e tecnologicamente superiores, também acho que um exército motivado, feroz e com uma boa preparação é mais importante ainda. Veja o exemplo dos americanos: eles investem pesado em tecnologia belica, tem bombas guiadas, coletes balisticos, etc; porém quando o assunto é guerra assimétrica, que é basicamente guerra entre infantarias, com toda esta tecnologia eles ainda conseguem tomar boas surras de vietnamitas, somalis, insurgentes muçulmanos, etc. E onde está o erro ? Ele está no treinamento/motivações do soldado. Pelo fato de os americanos investirem em tecnologia de material, então eles acabam aliviando um pouco para seus soldados na exigência dos treinos, o que resulta em soldados bem armados porém com ferocidade/motivação insuficientes. É curioso ressaltar que exércitos que contam com menos recursos materiais, acabam compensando isso, tendo de apelar mais na hora da preparação de suas tropas. E no geral parece que esse tipo de atitude acaba dando mais resultado na hora do combate. Se o Brasil tem a melhor tropa de selva do mundo, isso foi graças ao rigor do treino de seus soldados, coisa que muitos marines que foram ao CIGS não suportaram. Quer ver outra: os Spetsnaz GRU e FSB estão entre as melhores tropas de elite do mundo, ao mesmo tempo em que possuem currículos de treinamento considerados desumanos. Aí é o que vympel falou no exemplo dos Dac Cong: se juntarmos excelente treinamento + material de ponta teremos sim um exército fortíssimo, bem difícil de se derrotar.

  42. Artur says:

    meus caros em épocas que a economia não é instavel a única chance de você ganhar de um grande exército é na base da guerrilha,você lutar no vietnã é pior que na amazônia,lá chove 4 meses sem parar a selva é tão fechada quanto a amazônica,os americanos ainda tentaram vencer na bomba de napalm empregada inicialmente na guerra do pacífico,mas imagina o que passaria na sua mente,você no meio da selva sabendo que o chão pode explodir por uma mina,uma tática usada pelos vietcongues era envenenar espinhos e fazer o inimigo cair em buracos,os americanos mudaram do pacífico pro mundo árabe não só pelo petróleo mas porque perceberam que naquela parte da ásia é quase impossível se vencer.

  43. Audaz says:

    Não se enganem. O Vympel é o Brazilian do Orkut.

  44. Vympel1274 says:

    Audaz, não entendi seu post..
    O que é esse Brazilian?

  45. Audaz says:

    Galera, este boçal é mesmo o Brazilian, acabou de apagar o meu post como o faz no orkut. Vc é patético!

  46. Vympel1274 says:

    Risos… por acaso você ja pensou que pode estar ofendendo alguém que não é quem você imagina, garoto?Pense sobre isso..

  47. Militar 24 horas says:

    Senhores, tudo bem ? Vejo e leio o que escrevem, bons argumentos e pensamentos ! HISTÓRIAS passadas são experiencias que não podemos mais esquecer ! Guerra só trás angustia, tristesa e dor! Não fale da amazonia, se não moraram por aqui ! Não precisa responder, porque sei que ninguem conhece o proprio país em que vivem ! Até mais !

  48. Julio says:

    Os americanos tem fama de bravos guerreiros por seu cinema os glamourizaram. Na verdade sempre foram oportunistas, ganharam na segunda guerra mundial por força de muitos paizes, inclusive o Brasil mas souberam aproveitar a oportunidade e ganhar a fama. No front, de verdade, perderam guerras para inimigos muito mais frageis tecnologicamente, por que a tecnologia apesar de muito importante em todos os tempos não é fundamental para se vencer, o moral é o muitas vezes decide. Esse homens os viets defendiam sua terra, sua cultura, sua decisão politica, contra interesses estrangeiros.
    Esse fator foi preponderante.

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