Defesa & Geopolítica

Brasil e Colômbia atuarão coordenados na proteção de fronteira

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Medidas a serem implementadas incluem trocas de informações, operações conjuntas e ações sociais

https://defesa.gov.br/components/com_gk2_photoslide/images/thumbm/638962selva_destaque.jpgBrasília, 03/08/2011 – Brasil e Colômbia adotarão mecanismos coordenados para combater o crime organizado e garantir a proteção e defesa dos recursos naturais e da biodiversidade da zona de fronteira amazônica. Os dois países assinam manhã (04/08), na cidade de Tabatinga (AM), um acordo para a criação da Comissão Binacional Fronteiriça (Combifron) e a adoção do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça.

Participarão da cerimônia, pelo lado brasileiro, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro de Defesa Nacional, Rodrigo Rivera Salazar, representará o país vizinho. A iniciativa integra a Operação Ágata, deflagrada pelo Ministério da Defesa no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF).

Lançado pela presidenta Dilma Rousseff no início de junho, o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) prevê a assinatura de acordos com os países que compartilham limites com o Brasil. No dia 26 de julho, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas brasileiras, general-de-exército José Carlos de Nardi, reuniu-se em Lima com o chefe do comando conjunto das Forças Armadas do Peru, general-de-divisão Luis Ricardo Howell Ballena, para informar as bases do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça com a Colômbia.

Região sensível

https://defesa.gov.br/arquivos/imagens_2011/mes07/selva.jpgColômbia e Brasil compartilham uma fronteira de 1.645 quilômetros. Localizada na Amazônia, em áreas de difícil acesso, a área sofre a ação do narcotráfico, da mineração ilegal, da biopirataria e do contrabando de fauna e flora. A Combifron terá como objetivo fortalecer a cooperação e o intercâmbio de informação entre as forças militares, policiais e demais organismos competentes de ambos os países, relacionados à segurança da zona de fronteira bilateral e de seus ecossistemas.

Os integrantes do grupo identificarão atividades ilícitas, com a finalidade de enfrentá-las de maneira conjunta por meio da aplicação dos instrumentos internacionais cabíveis. Além disso, estudarão soluções compartilhadas para ameaças e atividades ilícitas relacionadas ao narcotráfico e à presença de organizações criminosas.

O organismo coordenará a ação dos órgãos de segurança pública, das Forças Armadas e os órgãos de inteligência de ambos os países, para desenvolver operações conjuntas no sentido de desarticular ações do crime transnacional, como: narcotráfico, sequestro, extorsão, contrabando, migração ilegal, lavagem de ativos, tráfico de armas e explosivos.

A Combifron se reunirá periodicamente para acompanhar, avaliar e atualizar o Plano Binacional de Segurança Fronteiriça. Além de fortalecer o nível político e estratégico da relação bilateral, a comissão adotará mecanismos para proteção e defesa dos recursos naturais e da biodiversidade da zona de fronteira amazônica.

Questões sociais

No âmbito dos direitos humanos, o novo acordo também prevê a realização de ações cívico-sociais binacionais coordenadas junto às comunidades localizadas nas zonas de fronteira. O documento reconhece e valoriza a diversidade étnico-cultural e prioriza a necessidade de atuação para evitar o envolvimento e a utilização de povos indígenas, menores de idade e demais comunidades em risco em atividades ilícitas por parte de grupos à margem da lei.

Outro ponto importante é o de providenciar socorro binacional às populações de fronteira quando forem afetadas por acidentes naturais. Para responder aos desafios dentro da área social e de proteção aos direitos humanos, a comissão irá coordenar a atuação de organizações governamentais e não-governamentais.

Ações atuais

http://www.alvinhopatriota.com.br/wp-content/uploads/2011/05/demonstracao2-300x225.jpgCerca de 11 milhões de brasileiros vivem nos 710 municípios da faixa de fronteira. Dos 16 mil quilômetros da linha limítrofe, 9,5 mil são permeados por rios que nascem nos países vizinhos e descem em direção ao território nacional, servindo como rotas de atuação do crime organizado.

Para enfrentar o problema, a Operação Ágata do Ministério da Defesa mobilizou 3,5 mil militares. Depois de avaliação com o Ministério da Justiça, foram definidos 34 pontos de vulnerabilidade. A Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça desde 2010, passou a ser permanente.

No mês de julho, a Polícia Federal anunciou a apreensão, nas regiões de fronteira, de aproximadamente 11 toneladas de maconha e cocaína, 283,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarros. Cerca de 550 pessoas foram presas em flagrante. As apreensões de maconha subiram 64,2% em comparação ao total apreendido de janeiro a maio de 2011.

O Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) prevê a duplicação do efetivo de policiais nas áreas de fronteira por meio de concursos. Também serão instalados gabinetes de gestão integrada de fronteira (GGIF) nos dez estados brasileiros que fazem divisa com outros países. Corumbá (MS) e Foz do Iguaçu (PR) já possuem essas unidades que integram e articulam o trabalho dos órgãos de segurança pública federais, estaduais e municipais.


Texto: Pedro Paulo Rezende
Foto: Arquivo – Exército
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070


11 Comments

  1. Ferreira Junior says:

    Dá-lhe, haja niobio em São Gabriel da Cachoeira.

  2. lucena says:

    Devemos nos ajudar mutuamente pois,os nossos inimigos são os mesmos,o crime organizado.
    .
    É para isso que serve a UNISUL.

  3. 1maluquinho says:

    Brasil e Colombia atuaram coordenados e assessorados pela Inteligencia Yankee rsrs rsrs Te cuida Chaveco te cuida Evito LA BORDUNA LOS MIRA.Furingo de tarficante e guerrilheiro serve pra fazer colar onde o guerreiro que mais tiver furingos adversos adornando-lhes os pescoços vai ser o chefe da tribo…Demorou tanto isso não é mesmo.Se não fosse a tolice e prepotencia de Lula nós ja os estariamos ajudando-os a muito tempo e isso teria impedido a entrada Yankee na AS.No governo FHC embora não houvesse nenhum acordo,nenhum tratado tinhamos uma reciprocidade mais ampla e ate realizamos missões de ataque a narco-guerrilha em territorio Colombianos.Isso era tratado como assunto de Estado e não habitava nas midias.Napal Tupyniquim mandou muitos direto a Tupã.Mas isso so não basta,precisamos conversarmos mais amplamente com Bolivia,Peru e Paraguai tambem.

  4. Blue Eyes, Na Resistência says:

    Como sempre, o governo dos anos 70 tinha planos que hoje o governo procura implementar… lembrei do Projeto Rondon que muito fez pelo interior do pais e novamente volta a funcionar… tão começando a ressuscitar os bons projetos dos militares… sorte nossa… estão chegando a conclusão que estes sim, tinham interesse pelo desenvolvimento do país…

  5. pe de cao says:

    SERA BOM POIS NO FUTURO OS GRINGOS SERAO CONVIDADOS A SAIR DA COLOMBIA POIS NAO SERA MAIS NESCESSARIA A SUA PRESENÇA AINDA BEM QUE ESSE GOVERNO BRASILEIRO FAZ NAO SO NO PAPEL ATE A TRANSPOSIÇAO DO RIO SAO FRANCISCO FOI FEITO NO PAPEL NA EPOCA DE DOM PEDRO E COM ESSE GOVERNO TA SAINDO DO PAPEL COMO NOSSO SUBMARINO NUCLEAR ,MAS TEM GENTE QUE GOSTA DE VIVER NA FICÇA
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    Pé de cão por favor pare com esta mania de escrever em maiúsculas, isto é terrível para a quem vai ler e ainda representa falta de educação, pois simboliza que estás gritando.
    sds
    E.M.Pinto

  6. pe de cao says:

    a ta e que a sena do not e maiscula e as vezes nem percebo foi mal

  7. Mt bom , excelente, tem de ser exatamante assim,+ uma pergunta: Esse acordo será respeitadod pelos iankSS q estão dentro da colombia, nos vigiando solertes com vants e de mt outras formas? Sds.

  8. 1maluquinho says:

    Nossos militares ja tinham o norte e o sul da coisa a muito tempo e a classe politica e a sociedade não lhes davam importancia.A elite e a burguesia Brasileira prefere ouvir tiroteios ao longe nas comunidades e seus filhos se drogando e se prostituindo do que tomarem uma atitude.Aqui a coisa so funciona quando existe uma indgnação total e nada mais.Mesmo que tivessemos reciprocidade entre governos e militares na fronteira ainda assim é um trabalho dificilimo dado a complexidade.Temos que defendermos o Brasil de tudo e os perigos,ameaças e ilicitos são muitos e diversificados.Mas não adianta so patrulhar tem que liberar pra cobrada largaborduna pois o crime so para e so respeita o fogo e o aço.

  9. StadeuR says:

    Certo.
    forças Armadas fazendo serviço de polícia, boa sorte em mais uma frente.
    Só uma coisinha, é um serviço conjunto com policiais de carreira acredito eu, a presença de policiais experientes pode evitar muitos problemas.
    Agora, vai ser necessário a colaboração e o apoio da Promotoria Pública e do Poder Judiciário.
    É uma experiência nova e até que as peças se encaixem todo apoio vai ser necessário, senão a tropa vai desanimar e té logo serviço de qualidade.

  10. Blue Eyes, Na Resistência says:

    Temos que mater com nossos fronteirissos a melhor relação de convivencia possivel… não era o que o molusco vinha fazendo, senão o Uribe não teria ironizado-o alfinetando: “Lula criticava Chávez em sua ausência, mas tremia quando ele estava presente”… eita cabra-macho, figura singular, nem Maquiavel se sairia tão bem (pelo menos na falsidade)…Uribe também criticou Lula dizendo que ele era incapaz de qualificar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) de “terroristas”. Claro, ele não é louco… depois do foro de São Paulo, se ele pisar na bola, mandam sumir com ele, que nem fizeram com o Ulisses… não acharam nem a dentadura…rsrsrsrs…. a historia ainda vai ser escrita com a pena da verdade… quem viver vera… muitas das mazelas em que estamos atolados é fruto de gente que nos trocou por 15 minutos de poder… ainda tem quem o considere um grande estadista… agora que passou, ta começando a aparecer a sujeira sob o tapete…

  11. Adriano says:

    Senta o pau nessa bandidagem de fronteira tamben pois é um risco pra todo o Brasil.

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