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Sugestão: Lucena

Câmara dos EUA aprova plano republicano
para elevar dívida em R$ 1,4 trilhão


Projeto prevê corte de R$ 1,42 trilhão (US$ 917 bilhões) em gastos em dez anos

O projeto republicano para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos em até R$ 1,39 trilhão (US$ 900 bilhões) foi aprovado na Câmara dos Deputados norte-americana nesta sexta-feira (29), por 218 votos a 210.

O projeto prevê o corte de R$ 1,42 trilhão (US$ 917 bilhões) em gastos ao longo dos próximos dez anos.

O plano seria suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento do governo até fevereiro ou março do ano que vem. A partir deste período, porém, tanto a Câmara quanto o Senado precisarão chegar a um acordo sobre o orçamento para que o limite de endividamento fosse elevado novamente.

O plano, criticado pelos democratas por lidar com o problema apenas no curto prazo, deve ser derrotado no Senado , onde os partidários do presidente Barack Obama têm maioria.

A aprovação na Câmara, entretanto, pode servir para reabrir as negociações entre democratas e republicanos, travadas há vários dias.

Fonte: R7

Argentina e Brasil querem liderar uma América Latina mais forte

Presidentes defenderam que união entre os países é fundamental

As presidentes do Brasil e da Argentina, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, defenderam o fortalecimento da relação bilateral como ponto de partida para construir uma América Latina mais vigorosa, durante a inaguração nesta sexta-feira (29) da nova sede da embaixada argentina.

-Temos o desafio de construir uma região forte, um mercado regional forte.

Disse Cristina no ato no qual foi acompanhada por Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fizeram numerosas evocações do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, que morreu no dia 27 de outubro de 2010.

Dilma disse que a sede diplomática é “compatível” com a importância das relações bilaterais, potencializadas durante os Governos de Lula e Kirchner, e afirmou que essa aproximação será benéfica para o resto da região. “Somos países democráticos, temos certeza que a cooperação entre nossos países não só é decisiva para Brasil e Argentina, mas também para América Latina”, considerou Dilma.

Dilma

A presidente defendeu um aprofundamento dos vínculos bilaterais porque os dois Governos têm “consciência da importância estratégica de nossa relação”. Dilma ressaltou que a nova embaixada “faz parte do legado que o presidente Kirchner e o presidente Lula deixaram para Brasil e Argentina”, um legado que “mudou o conceito das relações entre os dois países”. “Superamos diferenças antigas que deixavam Brasil e Argentina sem perspectivas de uma ação comum, que transformavam nossas relações em atritos e desacertos”, manifestou Dilma.

Cristina

Já Cristina afirmou que Kirchner e Lula “se atreveram juntos a ir contra todos os paradigmas desconhecidos” para revitalizar a relação muitas vezes tensa entre os dois maiores membros do Mercosul. “O Mercosul era quase uma peça de museu, mas Néstor (Kirchner) e Lula foram além disso e o fizeram maior, mais forte”, opinou a presidente argentina. Cristina explicou que durante quase 40 anos a Argentina não teve embaixada própria “na casa de seu principal parceiro”, até que durante o Governo Kirchner foi iniciada a construção do que descreveu como “moderníssima” embaixada.

Tanto Dilma como Cristina lembraram com carinho a amizade de Kircnher e Lula, que a argentina definiu “como amigo do homem que foi meu companheiro de vida, meu companheiro de luta”. Dilma, também emocionada, classificou Lula e Kirchner como “companheiros das lutas pelo desenvolvimento e justiça social na América do Sul”. Lula retribuiu os elogios e disse que as duas governantes “são pessoas que sabem para quem estão governando e sabem claramente que juntas vão ter muito mais força que Kirchner e eu tivemos”, considerou. “Kirchner, neste momento, deve estar pensando pobre de mim e pobre de Lula porque a presidente Dilma e a presidente Cristina vão fazer história na América do Sul e na América Latina”, concluiu Lula. EFE joc/rsd

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, está defendendo um projeto de lei alternativo, que eleva o teto da dívida norte-americana e R$ 3,72 trilhões (US$ 2,4 trilhões), ou o suficiente para suprir as demandas por financiamento até março de 2013.

Semanas de discussões não bastaram para chegar a um acordo sobre um plano de redução do déficit acompanhado por um aumento do teto da dívida, que em maio alcançou seu limite legal de R$ 22.16 trilhões (US$ 14,29 trilhões), perto de 100% do PIB.

Caso não consigam aprovar um plano que eleve o teto da dívida até a próxima terça-feira, o governo dos Estados Unidos pode ficar sem dinheiro para pagar todas as suas contas, o que configuraria um calote da maior economia do mundo, com consequências catastróficas para a economia mundial.

Fonte: R7

Lula considera Conselho de Segurança
da ONU antiquado e arcaico

Ex-presidente expressou suas críticas quando falava sobre a Líbia

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou fortemente nesta sexta-feira (19) o Conselho de Segurança da ONU por sua atuação na crise política na Líbia. O país está envolvido há meses numa revolução rebelde que tenta derrubar o líder Muammar Gaddafi, há 41 anos no poder.

Em março, o conselho aprovou uma resolução que autorizou uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e “todas as medidas necessárias” para proteger os civis contra as forças de Gaddafi. Semanas depois, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu as operações militares que estavam a cargo de uma coalizão ocidental.

Em uma palestra para militares na Escola Superior de Guerra, Lula demonstrou sua indignação.

– Se se quer uma governança global mais séria e responsável é preciso se repensar o Conselho de Segurança… um Conselho sério não faria o que foi feito na Líbia. Sentaria numa mesa de negociação. O mundo exige uma mudança.

Governo “rebelde”

Cerca de 30 países já reconheceram diplomaticamente a oposição como governo legítimo da Líbia, o que abre caminho para o desbloqueio de bens antes congelados, que poderão ser usados pelos rebeldes.

– Não podemos concordar com o que foi feito na Líbia. Se tivéssemos uma instituição de segurança forte a invasão não teria acontecido. Reforçou o ex-presidente.

Lula defendeu ao longo de seu mandato (2003-2010) uma presença mais expressiva de países emergentes e em desenvolvimento

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em vários organismos multilaterais, entre eles o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Ele classificou o órgão como antiquado e arcaico por ser formado apenas por representantes de nações ricas e defendeu que a entidade “precisa ter mais países para representar dignamente a vida contemporânea”.

– Acho que o Conselho não representa hoje a geopolítica mundial. É uma realidade de 1948. Ele precisa representar uma realidade de 2011 e olhar como está África, América Latina, Ásia”, destacou Lula ao afirmar que a presidente Dilma Rousseff precisa continuar a “briga” por um assento no órgão da ONU.

Carisma de Lula

Com piadas, metáforas e analogias, Lula arrancou aplausos e gargalhadas durante a palestra de quase 2 horas para cerca de cem militares. Ele falou de sobre diversos temas, de reforma tributária a bagres do Rio Madeira.

Segundo um militar de alta patente que assistiu a palestra do Lula, o discurso do ex-presidente foi chamado de “stand up comedy”.

Lula lembrou de feitos e realizações do seu governo e destacou que muitos projetos superaram tudo o que foi feito pelos presidentes que o precederam.

O ex-presidente não se privou de criticar presidentes militares, entre eles, o general Ernesto Geisel, que, segundo Lula, foi o grande responsável pelo vertiginoso aumento da dívida pública brasileira no anos 1970.

Copyright Thomson Reuters 2011

Fonte: R7

Autópsia de brasileiros encontrados
mortos no Peru indica edema nos pulmões

Exames foram considerados genéricos e serão realizados mais uma vez

Os corpos dos dois brasileiros encontrados mortos no Peru poderão ser repatriados para o Brasil ainda no sábado (30). O resultado das autópsias de geólogo Mário Bittencourt, de 61 anos, e do engenheiro Mário Guedes, de 57 anos, apontaram como causa da morte edema nos pulmões e no cérebro, nos dois casos.

Como os resultados das autópsias foram considerados genéricos, novos exames de laboratório serão realizados nos dois corpos para tentar detectar detalhes sobre o que aconteceu com ambos para que se esclareçam exatamente as causas da morte.

Ao contrário do que havia sido divulgado anteriormente, os dois corpos não foram encontrados próximos um do outro. Eles estavam a 1km de distância um do outro, nas proximidades do rio Maranon, na região de Jaén, a aproximadamente 800 km de Lima, a uma altitude de 800 m, onde o clima era quente e seco.

Causas da morte

Duas autópsias já foram realizadas pelos legistas. Uma pelo legista da polícia peruana e outra por um médico contratado pela empresa Leme, onde os brasileiros trabalhavam.

Por causa do laudo considerado pouco esclarecedor tanto pelas autoridades brasileiras, como pelo funcionário da empresa que

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acompanha os trâmites burocráticos, dois novos exames serão feitos em parte de órgãos de ambos, tanto no Brasil como no Peru. Portanto, antes de serem levados para Belo Horizonte (MG), exames de laboratório serão realizados em tecidos e líquidos retirados dos corpos de Guedes e Bittencourt ainda em Lima, para que se tente detalhar o que levou a morte dos dois. Outros exames de laboratório serão refeitos no Brasil.

Amanhã, as autoridades brasileiras em Lima esperam que todos os trâmites burocráticos estejam concluídos para que os corpos possam ser liberados para serem entregues para as famílias, após o cumprimento de todas as regras de saúde pública.

Mistérios do caso

O governo brasileiro está seguindo de perto as investigações para que se esclareça exatamente tudo que aconteceu com Bittencourt e Guedes, após eles terem se separados de seus dois outros colegas e partirem para o trabalho em campo, de busca de um melhor local para a construção de uma usina.

Eles combinaram de se encontrar em um ponto determinado no início da tarde da última segunda-feira (25), mas não apareceram. Passadas algumas horas, ainda na segunda-feira, os dois outros brasileiros deram o alerta de desaparecimento de Bittencourt e Guedes para as autoridades locais. Os corpos de ambos só foram localizados na manhã de quarta-feira (27).

As primeiras informações divulgadas de que os dois teriam sido mortos por pessoas contrárias à instalação da usina foram contestadas pela embaixada brasileira em Lima, sob a alegação de que os corpos foram encontrados sem sinais de violência. Da mesma forma, todos os pertences de ambos, como carteiras, celulares e máquinas fotográficas também estavam junto aos seus corpos. Como a região é muito quente, os corpos de ambos já estavam em alto grau de decomposição.

Fonte: R7

Divergências entre Brasil e EUA
atrasam negociações para fim de visto

Países apostam em caminhos diferentes, mas assunto ganha mais espaço na agenda

São Paulo é o consulado que mais emite vistos americanos para não-imigrantes no mundo, ficando à frente de cidades como Pequim, Nova Deli e Cidade do México. Menos de 5% dos pedidos em todo o Brasil são recusados, número considerado baixo pelo Consulado americano. O país tem uma economia emergente e tecnologia avançada para a emissão de passaportes. O que falta, afinal, para o fim da exigência do visto para turistas e negócios entre Brasil e Estados Unidos?

O clima nunca foi tão favorável e o assunto está entre os destaques da pauta bilateral entre os dois países, especialmente desde a preparação para a visita de Barack Obama. Porém, divergências sobre a forma de negociar entre os dois governos atrasam a derrubada da exigência.

Do lado americano, tanto a vice-cônsul do setor de vistos em São Paulo, Linda Neilan, quanto o lobista da área de turismo da U.S. Travel Association, Luiz de Moura, disseram ao R7 que o governo americano tem todo o interesse em isentar os brasileiros da exigência do visto e, assim, aumentar as trocas comerciais e econômicas entre os dois países.

Eles apontaram como caminho a inclusão do país no programa Visa Waiver Program (VWP). Nele, cidadãos de países específicos podem viajar para os EUA a turismo ou negócios, por até 90 dias, sem ter que obter um visto. Isso, desde que se adaptem a critérios definidos pelo governo americano.

Critérios americanos

As exigências, explicou a vice-cônsul, são basicamente quatro. O Brasil está bem preparado no critério relacionado com a taxa de aprovação para vistos de não-imigrantes, cujo requisito é de 97% – o país têm um índice de 95%.

Também já cumpre desde 2010 a exigência para emissão de passaportes eletrônicos (com sistema de chip e dados biométricos), que obedece as normas internacionais de segurança. Mas esses não são os únicos pontos do programa, diz Linda.

– Ainda é necessário a reciprocidade de emissão de vistos para cidadãos americanos e o compartilhamento de informação sobre passaporte, segurança e questões relacionadas à repatriação.

Falta de interesse brasileiro

Segundo Moura, o Brasil tem todas as condições de se somar à lista dos 36 países que já participam do VWP, formada, entre outros, por Japão, Portugal e Coreia do Sul. Os últimos a entrar no grupo levaram apenas 15 meses para abolir o visto a partir do dia em que iniciaram as conversas.

Mas o lobista reclama da falta de interesse do governo brasileiro.

– Há cerca de dois anos, fazemos campanha para ocorra a inclusão de três países da América do Sul: Brasil, Chile, Argentina. Desses três, quem tem as negociações mais atrasadas são os brasileiros. Até agora o governo não mostrou muito interesse em estudar a entrada no programa.

A mesma alegação foi feita pelo deputado Carlos Eduardo Cardoca (PSC), integrante e ex-presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Ele lembrou que, com o crescimento do Brasil, hoje o país é o sétimo que mais envia turistas aos EUA – uma “inversão” de papeis, segundo ele.

– Quem está brigando pelo fim dos vistos agora é o governo americano. O quadro é completamente diferente, mas mesmo assim nosso governo mantém uma postura muito fechada.

Governo brasileiro

Do ponto de visto do Brasil, a isenção do visto também tem espaço privilegiado nas negociações bilaterais com os EUA. Porém, não pela política sugerida pelo programa Visa Waiver.

A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) justificou ao R7 a suposta “falta de interesse” ao fato de que o governo não concorda com essa forma de “pleitear” o benefício.

O Itamaraty, historicamente, aposta em decisões políticas, negociadas com igualdade entre governos e sem a interferência externa de grupos privados e lobistas do setor.

A assessoria do órgão afirmou que o tema tem cada vez mais abertura no diálogo, mas desde a visita do Obama, em março, as negociações estão paradas, pois não houve mais encontros.

Atrasos e avanços

Questionados, o governo brasileiro e a embaixada americana se recusaram a explicar porque não houve um consenso pelo fim dos vistos, assunto tão esperado durante a visita do presidente americano.

O Itamaraty informou que o assunto voltará a ser discutido em uma reunião bilateral marcada para os dias 29 e 30 de agosto, em Washington.

O deputado Cardoca se diz otimista e acha que o assunto deve avançar com a proximidade dos grandes eventos internacionais (Copa do Mundo e Olimpíadas), além da mediação do atual ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota (que já foi embaixador nos EUA).

– Seria um grande momento para se liberar visto de turismo. Tenho expectativa que o tema vá para frente.

Fonte: R7

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