Defesa & Geopolítica

Marinha Portuguesa recebe submarinos não tripulados de produção nacional

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A Marinha Portuguesa vai receber 3 submarinos não tripulados pagos pelo Ministério da Defesa e pela FEUP. Podem ser usados em missões operacionais e de utilidade pública e foram totalmente desenvolvidos pela UP.
A Marinha recebe, esta quinta-feira, formalmente, equipamentos submarinos não tripulados e seus sistemas associados, integralmente desenvolvidos em Portugal pela Universidade do Porto.
A cerimónia, que vai ter lugar na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, conta com a presença de responsáveis do ramo e do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), do coordenador do projecto “Sea Con”, João Tasso, do vice-reitor da Universidade do Porto (UP), Jorge Gonçalves, e de elementos da embaixada russa, que mostram o interesse deste país na tecnologia desenvolvida em terras lusas.
Os três equipamentos estão há dois anos em fase de testes, conduzidos por equipas mistas da Marinha e da Universidade do Porto.


De acordo com a Marinha, os “Autonomous Underwater Vehicle” são equipamentos autónomos configuráveis e programáveis, que podem ser usados em missões operacionais – detenção de minas, operações anfíbias e de protecção de portos – ou missões de utilidade pública – naufrágios, busca e salvamento, manchas de poluição e mapeamento de áreas de trabalho.
O projecto “Sea Con” permitiu reforçar o papel de Portugal nas redes de veículos autónomos e estabelecer parcerias internacionais, nomeadamente com o Naval Undersea Research Center (NATO), com a Naval Postgraduate School (Monterey, Califórnia), com a Naval Undersea Warfare Center (US Navy) e com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, potenciando futuros projectos no âmbito da NATO ou da Agência Europeia de Defesa.
Já em Maio de 2011, na cerimónia de assinatura de um protocolo com a UP para o desenvolvimento dos submarinos, Augusto Santos Silva, então ministro da Defesa, valorizou os projectos dos aviões e submarinos não tripulados, considerando-os “essenciais” para as Forças Armadas, para a economia da defesa e para o desenvolvimento tecnológico e científico nacional.

Fonte: JPN

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