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Conflitos Geopolítica

O desmonte da Líbia

Os quartéis-generais da OTAN partilham, com as cavernas da Al-Qaeda, o erro da húbris. Os  jihadis creem que os seus mujahideen em farrapos expulsaram a União Soviética do Afeganistão. Nada, na visão de mundo dos jihadis permite que aceitem partilhar a mesma glória com os EUA, os sauditas e os paquistaneses, muito menos com as cupins econômicos que corroeram o coração da base industrial soviética.

Praticamente do mesmo modo, os estrategistas da OTAN creem que sua campanha de 78 dias de bombardeio libertou o Kosovo das garras dos soldados de Slobodan Milosevic. Nos relatórios da OTAN arquivados em Bruxelas não se encontra nem uma linha sobre a importância do que fizeram os russos naquela guerra, quando retiraram o apoio que davam a Milosevic e o deixaram “olhando estrelas” – como se lê em sua famosa invocação da Batalha do Kosovo de 1389.

A verdade é que nem os mujahideen nem os bombardeiros da OTAN são, cada um por si, capazes de vitórias militares com real impacto político. Uma escaramuça aqui, um bombardeio acolá, ok. Mas nenhum golpe decisivo capaz de inverter o rumo de um movimento político.

O secretário demissionário da Defesa dos EUA Robert Gates reclama que os europeus não estão assumindo a responsabilidade que deveriam assumir, na campanha da OTAN. Sarkozy da França replica que Gates está deprimido por causa da aposentadoria. Por isso, “usa palavras amargas”.

Só quando chegam às vésperas da aposentadoria, ou já aposentados, esses sensíveis guardiães-protetores da ordem hierárquica mundial dizem a verdade.

Eisenhower alertou os EUA contra o complexo industrial militar, mas só no discurso de despedida em 1961. Robert McNamara e James Wolfensohn, ambos presidentes do Banco Mundial, só questionaram as respectivas empedernidas certezas, depois que as portas do Banco fecharam-se às costas deles. Gates sugere que os EUA já não são capazes de usar o poderio bélico para manter uma hegemonia que se esgarça todos os dias: por isso, dependem cada dia mais dos ‘parceiros’ europeus. As naves europeias fazem água, enquanto o sorvedouro grego cresce. A Europa estrebucha.

As críticas de Gates apareceram no momento em que o Congresso produzia sentença confusa, sobre a Casa Branca: não autorizou a aventura na Líbia; não autorizou maior participação dos EUA na operação da OTAN. Mas, ao mesmo tempo, não cortou os fundos necessários para manter a operação lá. Os aviões-robôs [ing. drones] dos EUA podem continuar a operar em conjunto com outras aeronaves de guerra da OTAN para cavar ravinas entre os bairros civis de Trípoli. Muitos no Congresso temem que, além  do impasse que cresce na Líbia, cresçam também as pressões que a claque humanitária-intervencionista (Samantha Powers, Susan Rice) e Telavive fazem sobre Obama, para que endureça contra a Síria e, talvez, também contra o Irã. “Será que já não estamos metidos em guerras que cheguem?! – perguntou Dennis Kucinich (D-Ohio). – “Inventaremos agora de fazer guerra contra mais uma nação que não nos atacou?!”

A discussão sobre tecnicalidades legais do “War Powers Act” dará em nada. Poucos presidentes dos EUA algum dia deram atenção àquela lei.

Mais importante e mais significativa, isso sim, é a quebra do consenso em torno da doutrina da guerra perpétua que governa a economia política dos EUA: dinheiro dos cidadãos-contribuintes queimado em guerras sempre gera os estímulos econômicos de longo prazo de que são feitas as reeleições; mas dinheiro investido no lado social do livro-caixa é considerado “dinheiro morto”.

Por essa brecha, bem aí, vem Wen Jiabao, o premiê chinês, com “How China Plans to Reinforce the Global Recovery” (Os planos da China para reforçar a recuperação global”, 23/6/2011, Financial Times, http://www.ft.com/intl/cms/s/0/e3fe038a-9dc9-11e0-b30c-00144feabdc0.html#axzz1QfW6R7hW). Wen paga para ver. A China está a postos, mas não, ainda, para assumir sozinha os desafios políticos. A China tentará operar através do grupo BRICS (Brasil-Rússia-Índia-China-África do Sul).

Um banquete de mendigos

Os 12 mil ataques da OTAN e os 2.505 alvos atingidos nada conseguiram, do objetivo de impedir que o regime de Gaddafi continue a trabalhar para afirmar-se. O exército da Líbia continua a atacar Misrata, a cidade do perpétuo medo. A linha da fronteira entre leste e oeste da Líbia permanece inalterada. O regime de Bashar al-Assad da Síria talvez caia antes que o de Gaddafi. A filha de Gaddafi, Aisha, já iniciou em Bruxelas o processo contra a OTAN pelo assassinato de sua irmã Mastoura, de um irmão e de dois netos de Gaddafi. Depois do ataque desse 30 de abril, o ministro russo das Relações Exteriores disse que “a destruição física de Gaddafi e de membros de sua família impõe sérias considerações.”

O almirante da Marinha dos EUA Samuel Locklear disse ao deputado Mike Turner em maio que as forças da OTAN trabalham para assassinar Gaddafi (ou, em termos mais contidos, como Turner relatou, “o escopo da proteção civil está sendo interpretado de modo que admite a remoção da cadeia de comando do exército de Gaddafi, o que inclui o próprio Gaddafi”). Gaddafi luta cada dia com mais astúcia. Com tudo a perder, está decidido a insistir.

O tempo trabalha a favor de Gaddafi. A cada dia que passa, mas detalhes do golpe de propaganda da OTAN vêm à tona.

Donatella Rovera (da Anistia Internacional) passou três meses na Líbia, investigando várias acusações. Em relatório, diz agora que a maioria das acusações são absolutamente falsas, forjadas. Uma dessas, e não pequena nem acusação nem falsidade, é a acusação de que Gaddafi estaria distribuindo Viagra aos soldados, para ‘animá-los’ a estuprar mulheres em massa (acusação que Luis Moreno-Ocampo, da Corte Criminal Internacional da ONU, repetiu como se fosse fato). Há vários outros crimes em andamento, como bombardeio militar de áreas civis, mas são cometidos tanto pelos soldados líbios como pelos jatos bombardeiros da OTAN. Nem um lado nem outro está em posição de julgar seja lá quem for, no campo moral.

A guerra da OTAN na Líbia já nada tem a ver com a Resolução n. 1973 da ONU e seu pressuposto filosofado (a Responsabilidade de Proteger Civis). O relatório de 6 de junho do International Crisis Group (“Making Sense of Libya”) declara com todas as letras que ninguém, por lá, parece preocupado com os civis, dado que a crise dos refugiados explode sem qualquer controle e o número de civis mortos só aumenta. Ninguém criou qualquer “corredor humanitário” em nenhuma das duas metades do país, para permitir que os civis tentem salvar-se do que já é, plena e completamente, guerra civil. A situação é vergonhosa.

O impasse afeta a moral em Benghazi. As potências do Atlântico não avançam e os Estados do Golfo pouco dão, o que deixa o Conselho ‘de Transição’ preso entre estacas apertadas. Mas o vice-presidente do Conselho, Abdel Hafiz Ghoga, cantou canção diferente dia 25 de junho, quando esperava nova proposta política de Gaddafi. “Queremos preservar a vida. Queremos por fim a essa guerra o mais rapidamente possível. Temos algum espaço aberto para negociar”. O “espaço aberto” não existe nem nunca existiu, mas o que conta é o sentimento: Gaddafi está encurralado entre as bombas da OTAN e a condenação comandada por Ocampo. Os dois andares da cobertura Novotel Hotel em Jeddah (Arábia Saudita), onde Idi Amin foi acolhido, já não estão para alugar. E Chavez, da Venezuela, já voltou atrás, da oferta de casa e comida no Palácio de Miraflores. De importante e significativo, é que Ghoga dá sinais de que até a liderança em Benghazi, apesar dos firmes laços que a une a Paris e Langley, já percebeu que lhes servem, na Líbia, a todos, um banquete de mendigos, só de comidas sem gosto.

Até o International Crisis Group já chegou à conclusão de que “um acordo político é, sem qualquer dúvida, a melhor solução para a difícil situação criada pelo impasse militar”. Os dois lados devem aceitar um cessar-fogo imediato, a ser monitorado pelos soldados dos batalhões de paz da ONU que já estão por lá. Não se cogita de negociações diretas entre Benghazi e Tripoli, mas uma terceira parte poderia mediar o acordo. Não se cogita de essa terceira parte ser uma das potências do Atlântico – que não gozam da confiança de nenhum dos lados em confronto.

Segundo o relatório do Crisis Group, “Iniciativa política conjunta da Liga Árabe e da União Africana – a primeira, preferida da oposição; a segunda, do regime – é uma possibilidade, para conduzir um acordo de paz.” Há base para esse diálogo, construída nas visitas do “Painel Líbia”, da União Africana, a Trípoli e Benghazi; e no trabalho do Enviado Especial da ONU à Líbia, o jordaniano Abdul Ilah Khatib (famoso por ter dito das potências do Atlântico, que “Só quando há uma crise, elas [as potências do Atlântico] percebem que têm de fazer alguma coisa.” Mas, como também se lê no relatório do Crisis Group, nada disso servirá para coisa alguma “se os líderes da revolta e a OTAN não repensarem suas atuais posições.”

A União Africana vai reunir-se na Guiné Equatorial no próximo dia 30/6. O presidente do “Painel Líbia” da União Africana, o presidente da Mauritânia Mohamed Ould Abdel Aziz já declarou que “Gaddafi não pode continuar a governar a Líbia”. Mas a União Africana, diferente da OTAN e de Benghazi, não imporá a saída de Gaddafi como precondição para negociar. A ideia de que “Gaddafi tem de sair”, como diz o Crisis Group, é receita para truncar qualquer diálogo. É bem provável que as negociações resultem em fim do reinado de Gaddafi; mas, se acontecer, será como resultado possível de negociação entre os dois lados. Uma reunião preparatória para o Painel da União Africana, dia 26/6, não sugeriu nenhuma ideia diferente dessa. O problema não é esse. O problema é que o mapa do caminho que a União Africana já traçou só funcionará se a OTAN afastar-se da Líbia.

E então? Será que a OTAN e as potências do Atlântico admitirão que os países dos BRICS e da União Africana assumam o manche?

A Guerra Fria acabou no exato momento em que o projeto do Terceiro Mundo foi derrotado. Durante os anos 1990s, os países da África, Ásia e América Latina tentaram desenvolver um novo conjunto de instituições que neutralizassem as potências do Atlântico como potências dominantes. O Movimento dos Não-Alinhados formou o Grupo dos 15 (G15), depois estreitado para formar o bloco IBSA (Índia-Brasil-África do Sul), que hoje é o bloco BRICS.

Os BRICS já se candidatam à governança planetária, com plataforma muito mais decididamente multipolar e policêntrica que a das velhas potências do Atlântico. A União Africana agiria muito mais como agente dos BRICS que de Washington e Paris. A Líbia é um bom teste, no processo de transferência de poder, do moribundo G-7, para a formação mais robusta e potente dos BRICS. Mas as potências do Atlântico tentam impedir que aconteça. Por isso, estão trabalhando no desmonte da Líbia.

Fonte: COUNTERPUNCH

15 replies on “O desmonte da Líbia”

Reamente. É mentindo que as potências obtém aval para invadir, depredar e destruir. Tudo em nome da “liberdade” ou “bem estar da humanidade”. Porém, a verdade é que querem somente os espólios e as riquezas naturais dos invadidos.
Mas, como sempre, algum dia toda realidade vem à tona.
Torço para que os responsáveis sejam julgados, da mesma forma que foram julgados os nazistas. Eles também merecem.

Milton Brás Cabralsays:

Esta matéria é propaganda americana, sem dúvida.
Pode ser também escrita por um ingénuo baseado num documento das agências americanas.
o cara diz:

Os 12 mil ataques da OTAN e os 2.505 alvos atingidos nada conseguiram, do objetivo de impedir que o regime de Gaddafi continue a trabalhar para afirmar-se.

E nós? nós temos que ser os tolos que vamos acreditar que o objetivo era impor a democracia na Líbia tirando o Kadafi???
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O objetivo era ficar com o petróleo que está do lado oriental do país e as reservas que estão em bancos Bilderberg, e o objetivo foi atingido totalmente.
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Se fose uma matéria contra os americanos, do mínimo que teria que falar era do petróleo.
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O objetivo era obviamente, e sabido por tudo mundo, o petróleo e as reservas. A região onde está o petróleo está sob controle da Otan há meses, e as reservas já estão sendo usadas para pagar os gastos militares.
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Mas também é sabido por tudo mundo que se um cara ataca e mata seus vizinhos, vai ter que lidar com a vinganza dos que restem vivos.
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Por isso o segundo objetivo é massacrar o lado ocidental da Lìbia, de jeito que depois de dividir o país em dois, a metade do Kadafi não tenha nenhum recurso militar nem disposição psicológica para partir a recuperar o lado oriental.
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“Divide et impera”
Em nenhum momento o jornalista fala de reunificar Lìbia, devemos aceitar a divisão como um fato consumado, aí está o que indica que é uma matéria da Otan. A Otan tenta plantar na mídia que o que resta é arbitrar uma relação que parece “impossível”, entre Kadafi e “a revolta”. Que o que resta para Brics Africa do Sul, ou qq outro, é simplesmente conseguir a paz entre os dois bandos.
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Também é bom para o lado oriental, aquele que tem petróleo e já está sob controle da Otan, também é bom que fiquem com uma ameaça permantente, como vivem alguns emirados árabes.
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O que reste do lado do Kadafi será só entulho, e o novo país Libia Oriental pertencente à Otan será mais um país inventado, fraco de nascimento, com um fantoche tipo Karsai.
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Essa é exatamente a posição da Otan:

“eu já tenho o petróleo e as reservas, fazer o quê? agora são como se fossem dois países, o lado oriental onde está o petróleo é meu.”

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CHINA E RÚSSIA +1x VENDENDO SUA ABSTENÇÃO:
Não devemos esquecer que todo foi feito com a cumplicidade da Rússia e da China, que tendo poder de veto poderiam ter evitado a massacre, mas evidentemente foi algo combinado, entre os EUA e esses países.
Isto é muito importante para o Brasil levar en conta e não depender nunca militarmente nem da Rússia nem da China.

Sabem, no xadrez, quando se chega a um momento que cada movimento que se faz, parece que é um passo além, rumo a forca???/……..assim eu vejo os USA e as nações dominantes…..(leia-se Europa)….eles vão dançar conforme a música, mas não serão eles a tocar os instrumentos…..

Não dá mais para ter ditadores no nosso planeta.

Concordo plenamente com o texto.

Ferreira Juniorsays:

Nem tudo aparenta o que é.

A mediática do capital é uma máquina versátil. Esgotado o pretexto humanitário, ela concentrou-se na diabolização de Khadafi, que seguramente tem muitos defeitos, mas por não ser covarde, como são os calhordas de terno e gravata que mandam bombardear seu país, resistiu à agressão colonial. Porém, mesmo valente, se ele fosse um tirano detestado por todos, como repetem “ad nauseam” os estafetas da Otan e os “extremesquerdelhos” pró-imperialistas d’aquém e d’além mar, não haveria valentia que bastasse. A explicação de três meses de resistência há de ser outra. O centro Globalresearch do Canadá, que não se fantasia de revolucionário, mas tem suas próprias fontes de informação, observou que a Líbia desfruta do maior IDH da África, que os sistemas públicos de saúde e de ensino são gratuitos e de qualidade, que os estudantes com bom desempenho recebem bolsas para aprimorar sua formação no exterior. Notou ainda que o governo oferece à população crédito bancário sem juros e assumiu a construção do maior sistema de irrigação do mundo, inaugurado em 2007.
Sendo ridiculamente indecentes os pretextos humanitários dos pistoleiros da Otan, não há como não concluir que estamos diante de mais uma operação de reconquista, pelo chamado Ocidente, de sua antiga periferia colonial. A Líbia oferece, em especial, dois grandes atrativos para os tubarões do Norte. O Banco Central Líbio mantém estocadas em seus cofres quase cento e cinquenta toneladas de ouro e as jazidas petrolíferas do país, de alta qualidade, estão estimadas em pelo menos 45 bilhões de barris.

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=4114&id_coluna=24

E NOS TRÓPICOS….
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“(…)Na Europa, o risco de falta de energia e consequente decadência a faz engajar-se fortemente na OTAN e forçar àquela Organização a empregar a força militar fora do continente europeu, em defesa de seus interesses energéticos e de acesso à matérias primas O emblemático ataque à Líbia demonstra que a União Européia ultrapassou a fase propagandística sobre os direitos humanos e meio ambiente para passar, definitivamente, à medidas militares.

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Rsrssss…
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“(…) Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim… (…)”

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http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/1745/Comentario-Gelio-Fregapani—No-Pais-e-no-Mundo-

OTAN disse que a guerra terminaria em 2 meses! heueheh

“…Isto é muito importante para o Brasil levar en conta e não depender nunca militarmente nem da Rússia nem da China…”
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Perfeito Cabral.
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Nestas alturas do campeonato, o fato de Kafafi ser um ditador se tornou irrelevante, visto que mais de 85% do povo Líbio o está apoiando na luta.
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Povo valente e orgulhoso, estes beduínos líbios não se entregam sem luta, creem que é melhor morrer com sua dignidade, do que viver humilhados.
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Mesmo que as chances sejam reduzidas e tenham que capitular, afinal a Líbia é uma nação pequena do ponto de vista populacional, tem em torno de 6 milhões de habitantes, 1/3 da grande São Paulo…Não se acovardaram.
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Dizer que Kadafi teria que ter abrido as pernas para a OTAN, que deveria se entregar e junto o petróleo e recursos aquíferos do país! sem luta… é pregar o entreguismo e a mais abjeta covardia e traição ao seu próprio povo e país.
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Dizer isto é o mesmo que aceitar, por exemplo, que um pequeno grupo de brasileiros, quem sabe índios da Reserva Raposa Serra do Sol, armado por estrangeiros, reivindique a separação e independência do Brasil e que o nosso governo, como um coelho acovardado, com a suposta superioridade militar das potencias apoiantes do golpe separatista e impressionado e pressionado pelo amplo bombardeio midiático internacional( e das mídias entreguistas nacionais), ceda o território sem luta, em nome do “bem do Brasil”…
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Aceitar este tipo de coisa é altamente prejudicial aos interesses nacionais.

Aliás, Kadafi desde o principio da agressão, disse que armaria a população e foi o que fez…
Atualmente, boa parte dos que defendem a Líbia contra a agressão estrangeira são milicianos civis armado pelo governo e treinados e coordenados pela F.A líbias.
…………………………
Fica a lição para o Brasil, na guerra atual,a única defesa efetiva é a capacidade de atingir,e de levar a guerra ao território do(s) país(es) agressor(es).
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Ficar defensivamente encurralado em seu território é um desastre!

Vale a pena ler, ver e ouvir (em inglês):

Libya is a rich man’s war! Who are the thieves?

HONOUR AMONST THIEVES?! We all know too well who are the real pirates in Africa. They have been looting the continent for over five centuries. Well, today Libya is the prey….again! From the Halls of Montezuma….to The Shores of Tripoli….so proclaim Obama and sing the US marines!

Listen and watch this short eleven minute speech, the message is quite clear, it is a RICH MAN’S WAR against Libya, sponsored by Wall Street, the Oil companies and the US-NATO alliance of XXI century pirates:

tv.globalresearch.ca/2011/06/libya-rich-mans-war

posted by Armando Rozário ¹²³ petroamerica – Cabo Frio, Brazil – 4th. of July 2011.

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