Defesa & Geopolítica

BAE SYSTEMS fecha contrato de £46 milhões para suporte aos radares SAMPSON da Real Marinha Inglesa

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Ilha de Wight, Reino Unido – A BAE Systems assinou um contrato, de seis anos, no valor de £46 milhões, para dar suporte aos radares multifuncionais Sampson (MFR), embarcados na frota de seis destróieres do Tipo 45 da Real Marinha do país. Este contrato de suporte, firmado com a MBDA, funciona, na verdade, como um acordo que antecede o contrato de disponibilidade e deverá gerar dados referentes ao desempenho dos radares, para que possam ser usados na elaboração de uma solução de suporte a longo prazo.

O radar atua como o olho do navio sobre os céus, possibilitando a detecção e visualização de objetos na terra, mar e ar, além de combinar as funções de vigilância, rastreamento dedicado e comunicação de armas. Este último contrato comprova a capacidade da BAE Systems de conferir efetivamente suporte e serviços às forças armadas nos setores, terrestres, navais e aéreos.

O novo contrato cobre todos os radares Sampson, tanto aqueles já em serviço como os embarcados nos navios do Tipo 45 que ainda serão lançados ao mar. O contrato ainda prevê suporte técnico, serviço de reposição de peças e reparos, assim como manutenção pela equipe conjunta da zona portuária da MBDA/BAE Systems , baseada no porto dos destróieres do Tipo 45, na Base Naval de Portsmouth. Este acordo garante que a equipe da BAE Systems continue trabalhando com a MBDA e a Real Marinha Inglesa, atuando como a autoridade de projeto e o helpdesk técnico dos radares Sampson. Além disso, a equipe dará apoio contínuo no Centro Marítimo de Integração e Suporte (MISC), em Portsmouth, e nas instalações de teste MFR, no site da BAE Systems em Cowes, na Ilha de Wight, durante a vida útil de cada radar.

O radar Sampson atua como parte do sistema de defesa aérea Sea Viper e do sistema principal antimíssil do destróier do Tipo 45, podendo administrar vários alvos simultaneamente, inclusive objetos camuflados e rentes ao mar, tornando o Sea Viper um dos sistemas bélicos mais avançados de seu tipo no mundo. A eficácia do Sampson já foi comprovada nos recentes testes de tiro do sistema Sea Viper a bordo das embarcações HMS Daring e HMS Dauntless, os primeiros destróieres do Tipo 45 a entrarem em serviço na Real Marinha Inglesa.

Este contrato sucede o contrato de £6 milhões, com prazo de 18 meses, concedido à BAE Systems em setembro de 2010, para oferecer suporte aos radares LRR de longo alcance embarcados nos mesmos navios, incluindo aqueles que ainda entrarão em serviço, assim como ao MISC. O escopo do novo contrato inclui suporte técnico do tipo helpdesk, manutenção corretiva e preventiva, serviço de reparos, suporte à autoridade de projeto e capacidade de engenharia de zona portuária, na Base Naval de Portsmouth.

”Os radares são fundamentais para os navios do Tipo 45, possibilitando que atuem na defesa contra ameaças aéreas. Tanto os radares Sampson como os LRR já comprovaram que são mais do que capazes de atender às exigências impostas, sendo que este regime de suporte manterá a capacidade à medida que a Classe for entrando em serviço” disse Richard Murray, líder da equipe do Projeto de Defesa Aérea de Médio Alcance do Ministério da Defesa do Reino Unido.

Segundo Les Gregory, Diretor da área de Torpedos, Radares e Produção, na BAE Systems Mission Systems, ”estes contratos de suporte têm como objetivo manter uma grande disponibilidade dentro de uma faixa restrita de custos. Vemos com otimismo a possibilidade de poder conferir suporte à Real Marinha Inglesa à medida que os navios do Tipo 45 entrarem em serviço, atendendo às suas exigências de controle de armas e vigilância por muitas décadas”.

Além dos contratos de suporte a radar, a BAE Systems firmou também um contrato de Solução Conjunta de Suporte (JSS), avaliado em £86 milhões, para fornecer uma estrutura de suporte comum para o Sistema de Gestão de Combate (CMS) dos destróieres do Tipo 45, das fragatas do Tipo 23 e do RFA Argus, todos fornecidos pela BAE Systems. O contrato JSS estende estas eficiências para novas instalações de sistemas CMS, em futuros navios da Marinha, incluindo os porta-aviões da Classe Queen Elizabeth, conferindo à Real Marinha inglesa uma solução de longo prazo.

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