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SpaceNewsPt O "Projeto Icarus": Uma sonda interestelar para Alfa de Centauro

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http://www.centauri-dreams.org/wp-content/uploads/2010/05/daedalus_general-view3.jpgEspantosamente, uma das ideias mais promissoras para o futuro da humanidade poderá ser… minerar o planeta Urano.

Com efeito, Urano é rico em Helio-3, o combustível que se acredita ser o futuro da fusão nuclear e da propulsão interestelar e a fonte do combustível para o ambicioso “Projeto Icarus” que pretende lançar uma sonda não tripulada para a estrela Alfa de Centauro.

O “Projeto Icarus” é liderado pela “Tau Zero Foundation” e pela “British Interplanetary Society”, que tem como objetivo construir esta sonda em apenas cinco anos.

Um dos objetivos do projeto e a cargo de Adam Crowl, o responsável pelos sistemas de combustível e “aquisição de combustível” é obter Helio-3 no espaço interestelar.

O “Projeto Icarus” usará como combustível uma combinação de deutério-tritio, cuja combinação irá gerar neutrões de alta energia que impulsionarão a sonda a altas velocidades Espaço fora.

O Helio-3 tem menos um neutrão que o Helio normal, mas é muito mais raro do que este o que coloca um problema aos diretores do projeto já que na Terra este gás é extremamente raro. Uma solução poderia passar pela mineração massiva do regolito lutar (onde o Helio-3 se acumula desde há milhões de anos), mas este seria um processo lento e ineficiente. Existe contudo uma alternativa: Urano.

Os planetas gigantes do Sistema Solar têm grandes quantidades de Helio-3 e na década de 70 os teóricos por detrás do “Projeto Daedalus” pensavam minerar este gigante gasoso recolhendo nele o Helio-3 de que precisavam para o seu projeto. A ideia foi agora recuperada para o “Projeto Icarus”.

Aproveitando a baixa gravidade da superfície de Urano e o facto de ter a mais baixa velocidade de fuga orbital de todos os planetas gigantes a sonda pode aproximar-se do plante recolhendo Helio-3 e armazenando-o para a viagem interestelar.

Para chegar a Urano, a “Icarus” terá que recorrer a propulsão nuclear de fissão, uma tecnologia estudada desde a década de 70 na Terra, mas logo que os seus reservatórios estiverem cheios… As estrelas serão o destino!

Fonte: Quintus

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