Defesa & Geopolítica

Embraer Defesa busca novas aquisições na área

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http://www.iqpc.com/uploadedImages/EventRedesign/UK/2011/September/11609005/Assets/Embraer.gifENTREVISTA ORLANDO JOSÉ FERREIRA NETO Vice-presidente comercial da Embraer Defesa e Segurança

Objetivo da empresa é reter cada vez mais tecnologia, para desenvolvê-la no Brasil, e depois exportar para demais mercados

O executivo explica que a Embraer Defesa nasceu para a fabricação de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e que, portanto, a empresa está alinhada à estratégia nacional nessa área. O objetivo da companhia é reter tecnologia na área de defesa e desenvolvê-la no Brasil, como já é feito com aviões, para depois exportar.

A Embraer entrou mais forte no mercado de defesa e segurança e já foi às compras. Há novas aquisições em foco?

Estamos começando com Atech, Orbisati, Santos Lab e a parceria coma Lab Eletrônica formando essa nova companhia, e isso para nós é novo. Vamos lembrar que a Embraer sempre cresceu organicamente, então estamos aqui finalizando as dores do parto para ter esse primeiro movimento consolidado e andando para, obviamente, continuar olhando para os lados para ver o que é que pode vir a ser.

Uma próxima aquisição seria em que área?

Vai depender muito, e isso é uma característica nossa: nós estamos ligados no que o cliente quer. Para além de questões de demanda, estamos escutando aquilo que mais interessa para o cliente, e indo atrás de prover soluções, sejam elas verticalizadas, sejam por parcerias ou por aquisições.

Quando serão divulgados os próximos fornecedores do KC-390?

Nas próximas semanas e meses devemos estar com tudo isso equacionado. Nós temos hoje, no final da negociação, fornecedor de motor, do controle de voo, do kit de sobrevivência do avião, de reabastecimento em voo, aviônica básica e de missão. É um conjunto de coisas que estão sendo finalizadas para o anúncio.

O super tucano tem efetivamente condições de vencer a concorrência do programa LAS dos EUA?

Tem sim. O super tucano é um produto já testado em combate, já desenvolvido, já está operacional. A linha de produção já está acontecendo, ou seja, já tem uma economia de escala e o nosso competidor, o AT6, é um protótipo. É americano, mas é um protótipo. Então, do ponto de vista técnico, o super tucano é a solução. Em relação à questão geopolítica, nós estamos com alguns apoios importantes nos 20 estados americanos que produzem equipamentos que vão no super tucano. Agora, é preciso dizer que isso é condição necessária mas não é suficiente para nada.

Qual a importância de se ganhar essa concorrência?

É importante pelo negócio em si e pelo mercado, que é importante. É o reconhecimento de um produto bem feito, fazendo um trabalho para o qual ele foi concebido, além do que ele coloca um ponto de interrogação nesse protótipo que pode vir a ser um potencial concorrente do super tucano daqui a 10 anos.

CHINA

102,2% é a previsão de crescimento dos investimentos na área de defesa na China até 2015, segundo consultorias do setor.

AMÉRICA DO NORTE

13,2% é estimativa de queda para os investimentos em defesa na América do Norte no mesmo período.

EUROPA

6,3% é quanto devem cair os investimentos da Europa em defesa até 2015.

Fonte: RioNegócios

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