Defesa & Geopolítica

Rafale – Pronto pra Melhorar em 2012

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Uma atualização do motor, no entanto, não é cogitada para os Rafale’s operados pelas forças francesas, que consideram a classificação do Snecma M-88 de 7,5 toneladas de empuxo usado atualmente, perfeitamente suficiente.

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Por Giovanni de Briganti

Tradução e sugestão: Comt. Maranhão

Cazaux, França – A agência francesa de contratos de defesa, DGA, esta realizando os testes de desenvolvimento final para um pacote de atualizações para os aviões de combate Rafale, incluindo o radar AESA com a eletrônica melhorada, que devem ser ordenados no próximo ano pelo ministério da defesa francês.

O pacote, designado F3 04T, isso porque é um pacote ‘off-shoot’ padrão para a aeronave mais recente a versão F3, que também inclui um Receptor de nova geração com Aviso Radar (DDM-NG) e uma versão melhorada do OSF (Optique Secteur Frontal) o sensor eletro-óptico. Os Rafales atualizados também terão melhorada a sua capacidade de disparar bombas guiadas a lazer ‘AASM’ produzidas pela ‘Sagem’ que atualmente estão sendo testadas em voos nas instalações da DGA em base aérea no sudeste da França.

O Major General Stéphane Rebb, gerente do programa da DGA para o Rafale afirma que, com as melhorias das estruturas com nova arquitetura do sistemas o Rafale permanecerá competitivo até 2025, quando será época de novas atualizações de meia idade.

Rebb falou aos jornalistas na base aérea de Villacoublay, próximo a Paris, no início de uma turnê para a imprensa de durou dois dias e estendeu até a base aérea Solenzara, na Córsega, de onde os Rafales e Mirage F-1CRs operar para fazer cumprir a zona de exclusão aérea da Líbia. A viagem foi patrocinada pela DGA e outras empresas envolvidas com o programa Rafale.

Sobre o desenvolvimento das atualizações, Rebb disse que, “é parte de um processo contínuo para manter o desempenho e a operabilidade dos Rafale’s”, e que irão também incluir modos adicionais de aquisição para o radar AESA e de uma nova arma de efeito colateral baixo como substituto mais eficaz para as bombas francesas para destruição de concreto armado, que por varias vezes foram utilizadas na Líbia, e assim, garantir que transeuntes civis não sejam feridos nas detonações das bombas.

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Todas essas melhorias fazem parte do “roteiro de pacote com maior capacidade” acordado em Outubro de 2006, e cujo desenvolvimento é financiado através da redução da ‘Tranche 3’, recursos para aquisição de duas aeronaves e que estão sendo utilizados para o pagamento do ‘upgrade’.

Os pilotos do Rafale já são capazes de medir a distância entre o alvo desejado graças ao espectrômetro com as imagens fornecidas pelos seus ‘Damoclès pod’ designador laser, e assim podem, ver se existe algum risco de danos colaterais antes de disparar. Porem, isso não é suficiente, no entanto, uma equipe da defesa em conjunto com o grupo de trabalho da DGA estão buscando alternativas, uma das quais é a aquisição ‘the-shelf off’ do míssil guiado ‘Brimstone’ (uma variante modificada do ‘Hellfire’), desenvolvido e produzido pela MBDA.

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Motores M-88: mais potência ou não?..

Uma atualização do motor, no entanto, não é cogitada para os Rafale’s operados pelas forças francesas, que consideram a classificação do Snecma M-88 de 7,5 toneladas de empuxo usado atualmente, perfeitamente suficiente.

Dado que os Rafale’s tem duas turbinas com potência total de 15 toneladas disponíveis, para um peso vazio da aeronave de 10 toneladas podemos traduzir uma relação massa-potência de 1:1 com 50% de combustível e sobram 2,5 toneladas para as armas. É verdade que, essa relação pode se degradar rapidamente ou quando o avião é carregado com o seu peso máximo de descolagem de 25 toneladas, (incluindo 5 toneladas de combustível interno e 10 toneladas de armas), porem, essa configuração não é típica para um combate aéreo.

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Os pilotos da força aérea francesa, entrevistados em Solenzara dizerem que a potência do motor atual lhes permite voar todas as suas missões, sem limitações, e que em uma missão de sete horas na Líbia podem voar a Mach 0,9 em uma configuração de potência a 50% com uma carga de artilharia. Eles também dizem que as operações nos Emirados Árabes Unidos, no Afeganistão ou outras áreas de alta temperatura, não têm mostrado uma necessidade real de mais potência, embora todos eles concordem que seria interessante ter mais reserva de potência.

Um piloto do Rafale em Solenzara que tem voado também nos Emirados Árabes Unidos observou que uma das razões deles querem um motor mais potente é que seus pilotos são agora surpreendidos com a atualização mais recente o F-16 60 Block, que é essencialmente uma estrutura pequena em torno de um motor muito grande, e assim encontrar uma comparação do ‘underpowered’ para o Rafale.

Outra razão para um motor de 9 toneladas de empuxo, disse uma fonte em 06 de junho, é que os Emirados Árabes Unidos querem levar três mísseis de cruzeiro ‘Black Shahine’ e três tanques ‘drop’ (gota) de 2.000 litros, onde a força aérea francesa transporta apenas dois similares mísseis ‘Scalp-ER’, cada um deles pesa 1.300 kg.”É claro que, quando decolando com tal carga como uma temperatura ambiente muito quente” – e nos Emirados a temperatura podem chegar facilmente a 50º Celsius. “Será melhor decolar com 18 toneladas com um empuxo de 15″

Enquanto o motor de 9t é debatido para exportação, Rebb da DGA lembrou que “nenhuma decisão foi tomada para um motor mais potente para a França”, acrescentando que a decisão final “dependerá em grande parte, dos custos.”

A vontade de trabalhar em uma versão melhorada do motor M-88-2E4 está bem adiantada na Snecma, mas o objetivo não é aumentar a potência, mas reduzir o Custo Total de Propriedade (TCO), estendendo a vida útil e tempo entre inspeções. O 2E4 também terá reduzida a queima de combustível entre 2 e 4%, afirma a Snecma.

As melhorias incluídas no motor 2E4 irão integrar “em grande parte” no futuro motor de 9 toneladas. No entanto, observa um executivo Dassault Aviation, há um grande obstáculo: “precisamos de uma assinatura em uma ordem para o estudo de lançamento do motor de 9 toneladas.”

Enquanto isso, o M-88-2E4 é suficiente para completar o programa de testes de vôo neste mês e que serão entregues para as aeronaves de produção a partir de Novembro próximo. As principais melhorias incluem uma turbina de alta pressão e um novo compressor ‘HP’ de três estágios, com o objetivo de melhorar a vida da turbina de Alta Pressão em 30%.

A abordagem escolhida para o desenvolvimento do motor 2E4 significa que novas peças podem ser adicionadas aos motores existentes, independentemente um do outro, como as antigas precisam ser substituídas, então implementar a atualização TCO será um processo gradual e de baixo custo.

http://aviacaogeral.com/wp-content/uploads/2011/06/rafale-2012-08a.jpgO novo Radar AESA esta pronto para produção

Separadamente, a DGA esta realizando testes de vôo em novas melhorias para o Rafale, diz o tenente-coronel Olivier Bordes, diretor de testes de voos do Rafale, nas instalações da agência na base aérea de Cazaux. “Agora, estamos nos concentrando no Link 16 e a integração com o radar AESA, e seu teste estão em fase de avaliação estão sendo realizados em junho e julho.” A qualificação Final do radar AESA RBE-2 será um marco importante no desenvolvimento para este ano, disse Bordes.

Este radar vai equipar todas as 60 aeronaves do quarto lote de produção, ordenado em dezembro de 2009 e composta por 10 caças Rafale M transportador e 25 Rafale C monopostos e 25 Rafale B bipostos para a força aérea. As entregas estão programadas para acontecer a partir de meados de 2013 e terminarem em 2019. A taxa de produção atual é de 11 aeronaves por ano, um valor extraordinariamente baixo que, todavia, permite ao programa se manter economicamente viável, e Dassault Aviation gerar lucro, apesar da falta de encomendas para a exportação.

O radar AESA vai melhorar o alcance de detecção e a capacidade de detectar alvos com o radar de pequena seção transversal, e será compatível com o futuro míssil ar-ar Meteor que a França mandou num lote inicial em dezembro de 2010 para entregas em 2018. Vôo de teste é realizado com um jato executivo modificado Falcon 20 e um híbrido de ensaio, que combina um Mirage 2000B de dois lugares equipado com estrutura do nariz do Rafale com o radar AESA. A aeronave tem a marca DGA e um esquema de cores cinza-fantasma.

Armas, Avionics também vão ser atualizados

Além do motor e radar, o pacote de atualização Rafale também inclui um detector de lançamento de novos mísseis, o DDM-NG desenvolvido pela MBDA, que possui uma nova vestimenta ‘array’ novo detector infravermelho passivo com dois sensores de olho de peixe fornecendo campos esféricos da visão em torno do avião. Ele melhora a faixa de detecção, reduz a taxa de falso alarme e oferece uma capacidade de discriminação angular compatíveis com as futuras contramedidas direcionais IR (DIRCM). DDG-NG também foi encomendado e vai ser instalado nas aeronaves do lote 4 de produção.

Finalmente, DGA também está finalizando em voo de avaliação dos mais recentes, versão guiada a laser da Armement Air-Sol Modulaire (AASM, ou “Hammer”) desenvolvido pela Sagem. A integração para o Rafale já foi concluída, e três disparos de teste, incluindo um contra um alvo em movimento a uma velocidade de 80 km/h (50 mph), foram concluíram com êxito na fase de desenvolvimento. Neste caso, o AASM foi disparado em um ângulo fora do eixo de 90º contra um spot laser de movimentos rápidos gerado por um iluminador baseados em terra, porem, a DGA agendou mais três disparos de teste contra alvos representativos em 2012 antes da arma entra em serviço. Em larga escala de produção as AASM guiadas por laser deve começar no final de 2012.

http://aviacaogeral.com/wp-content/uploads/2011/06/rafale-2012-11a.jpgO ROVER (Remotely Operated-Receptor Video Enhanced) sistema de vídeo em tempo real serão instalados em todas as aeronaves F3-04T, e também serão adaptados para 30 aviões já em serviço. O pacote de atualização F3-04T também inclui melhorias para o sensor IRST OSF eletro–ópticos, mas nem DGA, nem os fabricantes envolvidos estavam dispostos a fornecer detalhes de qualquer significado.

Outros pontos que surgiram durante a entrevista com a imprensa sobre o Rafale, incluem:

– Os novos recursos que possam ser incorporadas em atualizar os Rafale’s por mais uma década de próximo a 2025 poderia incluir os operacionais veículos aéreos não tripulados, a vetorização do impulso para a maneabilidade melhorada e as matrizes de antena conformal do radar localizado ao redor da estrutura.

-Em setembro, a França recebera os seus 100 Rafale’s, das 294 que planeja comprar. A aeronave tem registrado mais de 64.000 horas de vôo desde que entrou em serviço em junho de 2004. Existem 94 aeronaves já entregues até Maio de 2011 o que incluem: 36 bipostos e 27 monopostos para a força aérea francesa, e 31 monopostos para a marinha, além de quatro aviões de desenvolvimento.

– O braço aéreo da marinha Francesa, Aeronavale, vai levantar o seu segundo esquadrão de Rafale’s já operacional neste mês, sete anos após a primeira entrega formal em 2004.

– Substituição de uma asa ou leme vertical do Rafale requer “meio dia”, enquanto um motor pode ser substituído em cerca de 90 minutos e, uma vez substituído, não requer nenhuma prova ou testes de bancada antes de retomar o vôo.

Fonte: defesa aerospace.com: Junho 19 de 2011

Fonte: Aviação Geral


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