Defesa & Geopolítica

Deu no Aéreo: Pilotos Britânicos voarão Rafale no CDG

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Pilotos navais britânicos estão aprendendo francês. Adivinha por que?

Poder Aéreo: Por Alexandre Galante

Nota do Plano Brasil

Para quem se lembra, o Plano Brasil já havia comentado esta possibilidade em um post de 2010, acho que vale a pena não somente ler a matéria mas também os comentários dos nossos leitores- para ler a matéria do PB clique aqui -Medida do Reino Unido poderá ver aeronaves Rafale da França nos porta-aviões britânicos

E.M.Pinto

Segundo jornais ingleses, os primeiros cinco pilotos da Royal Navy de um total previsto de 30,  já estão tendo aulas de francês com esse objetivo

Pilotos ‘top gun’ da Marinha Real britânica estão sendo forçados a tomar aulas de francês, de modo a voar caças Rafale a partir do navio aeródromo Charles de Gaulle, da Marinha Francesa. As informações são dos jornais ingleses Daily Mail e The Telegraph.

Os pilotos da Royal Navy deverão se comunicar em francês com suas contrapartes da Marine Nationale, tanto no ar quanto a bordo do Charles de Gaulle, em treinamentos conjuntos com o caça Rafale, enquanto aguardam pela entrega de seus novos F-35, que não deverão estar prontos antes de 2020.

Os primeiros cinco, de um total que deverá chegar a 30 pilotos navais britânicos, já estão recebendo aulas de francês no Collège Interarmées de Défense (CID), em Paris. Serão 16 semanas aprendendo a língua, antes de iniciarem um período de três anos treinando no grupo aéreo embarcado do Charles de Gaulle, de modo a ganhar experiência no Rafale, cujos melhores pilotos, ou ’top guns’, são conhecidos como  ‘les chevaliers du ciel’ – cavaleiros do céu.

Um alto oficial da Marinha Real disse: ‘Quem diria que, mais de 200 anos após a Batalha de Trafalgar, estaríamos pedindo aos franceses para treinar nossos pilotos navais de caça? Nossa relação com os franceses sempre foi um pouquinho tensa, então esse será um grande teste de cooperação. Por décadas. nossa percepção dos franceses sempre foi de que eles chegam quando a batalha já acabou. Agora  David Cameron (primeiro-ministro inglês) nos forçou a unir forças, ter aulas de francês, e comer sua comida.’

Falando em comida, ao invés dos ovos com bacon do café da manhã dos navios britânicos, os ingleses terão que se acostumar a croissants com café. Quanto à qualidade da comida, esse não deverá ser um problema: quem já embarcou em navios franceses afirma que as refeições a bordo têm qualidade muito superior às servidas nos navios britânicos, com o jantar sendo o ponto alto de cada dia.  Queijos e vinhos finos também estão no cardápio, estes últimos e o vermute substituindo a cerveja  e o gin tônica e tradicionalmente consumidos por oficiais britâncos nas folgas do serviço.

O Reino Unido já enviou pilotos para treinar com a Marinha dos EUA (U.S. Navy), mas é a primeira vez que os franceses foram solicitados para treinar pilotos navais britânicos.

Segundo o capitão Jock Alexander, a frota britânica precisará contar com um grupo experimentado de pilotos navais de caça antes que a Marinha Real receba seus dois novos navios aeródromo de grande porte, ao final desta década.

Segundo um porta voz do Ministério da Defesa do Reino Unido, ‘o relacionamento com a França tem importância estratégica, e as discussões estão em andamento para que pessoal da Marinha Real seja baseado no Charles de Gaulle, como parte do acordo bilateral entre os dois países. Isso permitirá que mantenhamos nossas habilidades e ajudará a desenvolver uma capacidade superior de ataque a partir de navios aeródromo no futuro.’

Fonte: Poder Aéreo


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