Defesa & Geopolítica

Novidades na Omnisys

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Unidade em São Bernardo do Campo dedicada à produção do radar Ground Master 400

Escrito por André M. Mileski

No último dia 8, executivos da Omnisys e do grupo francês Thales receberam jornalistas da imprensa especializada e da região do ABC na sede da empresa, em São Bernardo do Campo (SP), para apresentar algumas novidades e os planos para o futuro.

A principal delas foi a indicação do engenheiro Luciano Lampi para a direção-geral da Omnisys, em substituição a um de seus três fundadores, o também engenheiro Luiz Henriques, que passa a ocupar uma posição de desenvolvimento de negócios da Thales no setor de radares de tráfego e defesa aérea para toda a América Latina. Segundo Henriques, há um grande potencial a ser explorado no continente latino-americano nesse campo em que a Omnisys é hoje referência global dentro do grupo Thales. Atualmente, além de fornecer radares e serviços de suporte e manutenção para clientes no Brasil, a Omnisys também exporta seus sistemas para a França (DGA e CNES), e países da Ásia.

Com passagens em várias empresas do setor de tecnologia e também pela Embraer, onde trabalhou nos programas das aeronaves Tucano e AMX, e também membro do conselho curador da Fundação Casimiro Montenegro Filho, Luciano Lampi terá a missão de dar continuidade à relação de confiança estabelecida pela Omnisys com seus clientes no Brasil e exterior, dentre os quais se destacam o Comando da Aeronáutica, Marinha do Brasil, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ministério da Defesa e Agência Espacial da França, buscando, ainda, ampliar os nichos de atuação da companhia. Lampi também enfatizou as capacidades da Omnisys em inovação, algo inclusive reconhecido pela FINEP, do Ministério da Ciência e Tecnologia, que já concedeu vários projetos de subvenção econômica à empresa, e seus recursos humanos. “O capital intelectual é o grande capital da Omnisys aqui no Brasil”, disse.

Laurent Mourre, diretor-geral da Thales no Brasil, grupo que adquiriu o controle da Omnisys em 2005, destacou a estratégia da Thales de usar a Omnisys como sua principal plataforma para o desenvolvimento de negócios de todas as suas unidades, nos âmbitos industrial e de Pesquisa & Desenvolvimento. Tal estratégia passa pela consolidação da posição da Omnisys nos setores em que já atua, como radares, guerra eletrônica e espacial, com ampliação para segmentos em que o grupo espera crescer no País, como segurança pública, transporte ferroviário (sistemas de sinalização), Cybersecurity e os grandes projetos em defesa, como o Programa F-X2, PROSUPER, SISFRON e SisGAAz.

Ground Master 400

No campo de radares, a Omnisys fabricará no País o avançado sistema Ground Master 400 (GM 400), de vigilância e defesa aérea, tendo por alvo o mercado brasileiro, que exigirá no mínimo 14 unidades até 2016, e também o sul-americano.

A expectativa é que o Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica, lance no próximo mês de agosto uma concorrência para a aquisição de cinco unidades de radares tridimensionais de vigilância, devendo um contrato ser assinado até o final do ano. O avanço tecnológico do radar da Thales/Omnisys é comprovado por seu sucesso no exterior. Segundo os executivos, das últimas nove concorrências em que participou, o sistema ganhou todas.

A fabricação local do GM 400 exigirá a ampliação das instalações da empresa, além da contratação de pessoal. A Omnisys conta com 300 funcionários, sendo que 70 deles são engenheiros.

Fonte: Tecnologia & Defesa

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