Defesa & Geopolítica

Direto da E3: Modern Warfare 3 mantém ação espetacular da série

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Por Douglas Pereira, enviado especial a Los Angeles

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Não era fácil conseguir ao menos ver Call of Duty: Modern Warfare 3 durante a E3. Apresentado apenas a portas fechadas – o novo game criava uma fila ridiculamente grande no estande da Activision, que não tinha tantos outros jogos para mostrar.

Esse é o momento que divide os que vão para o evento a passeio e os que vão a trabalho: ao mostrar meu cadastro de mídia, entro pela porta dos fundos numa parte para imprensa e expositores cheia de caixas de pizza e latas de refrigerante, com Robert Bowling, diretor de comunidade da Infinity Ward, dando entrevistas em vídeo sem parar ali no corredor e com algumas salinhas quase sem fila para jornalistas verem duas fases de Modern Warfare 3.

A primeira delas, Hunter Killer, é a mesma mostrada no início da coletiva da Microsoft. Porém, ver isso de perto é diferente. A loucura que acontece depois que os soldados chegam à superfície da praia, com submarinos emergindo, porta-aviões destruídos e seu bote passando entre mísseis e escombros é uma das cenas de ação mais incríveis que já vi num game de tiro, mesmo que seja algo esperado para a festa de destruição que é Call of Duty.

A impressão que dá é que o jogo é bem mais bonito que os últimos da série. Como aquela era possivelmente a TV mais bem calibrada de todo o evento (sério), talvez tenha enganado meu olhos, até porque a tecnologia usada ainda é a mesma desde o primeiro Modern Warfare, mas a impressão visual que o game deixa é muito boa – embora, obviamente, não chegue perto de Battlefield 3.

Nossa segunda demonstração é a fase Mind The Gap, com soldados britânicos da SAS. Eles invadem um complexo em construção, na surdina, e o início lembra um pouco o primeiro MW, quando as coisas eram mais tranqüilas e você até acreditava no que acontecia na tela. Não demora tanto para que o barulho e caos cheguem, e tudo volta a ser como Modern Warfare 2.

Os ambientes parecem ter uma presença maior no que acontece na tela, com um pouco mais de destruição não roteirizada. É possível fazer alguns rolos de concreto se soltarem na área da construção, por exemplo.

E aí, logo chegamos ao final da fase. O que os vídeos e essa demo dão a entender é que todo final de fase será a coisa mais absurda do mundo, o que não é ruim. Jogamos a campanha de um Call of Duty pra ter ação, certo?

Seu grupo, num carro, começa a perseguir um trem. Até aí, ok, já vimos isso antes. Só que, de repente, o trem segue em direção ao metrô, cheio de russos, que metralham seu veículo. Nisso, você passa por uma estação, com centenas de civis na plataforma, assustadas com o que vêem. A moça que estava jogando preferiu ficar imóvel, mas talvez seja possível atingir os inocentes sem querer.

A sequência termina com o trem descarrilhando e capotando de maneira espetacular, mas com um impacto muito menor que o causado pela fase da praia. No fim de Mind the Gap, pensei apenas “ok, é Call of Duty. Não é ruim, só foi o esperado”.

No geral, ainda é COD, e devo dizer que gostei bastante do que vi. Com toda essa empolgação em volta de Battlefield 3, é fácil esquecer que Call of Duty. Apesar de exagerar em muitas coisas e ser um forte objeto de ganância da Activision, ainda é um excelente jogo de tiro.

Fonte: Último Segundo

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