Defesa & Geopolítica

Argentina adverte de preocupante situação no Atlântico Sul

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Por Alain Arias Barreto

Argentina advertiu aqui sobre uma preocupante situação no Atlântico Sul devido a atividades unilaterais e exercícios de guerra por parte do Reino Unido. O assunto foi apresentado pelo chanceler argentino, Héctor Timmerman, durante a 41 Assembléia Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), clausurada ontem à noite em San Salvador depois de três dias de sessões.

Na cita foi aprovada ontem uma resolução sobre a necessidade de que ambas as partes retomem o quanto antes as negociações para encontrar uma solução pacífica à disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas.

Timmerman explicou que o Reino Unido realiza de maneira unilateral explorações sobre os recursos naturais não renováveis das Ilhas Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes.

Sustentou que em outro ato que contradiz o espírito das resoluções das Nações Unidas, Londres estabelece instalações petrolíferas na plataforma continental argentina.

Esta atitude britânica inscreve-se no espírito colonialista em que se desenvolve sua atividade no Atlântico Sul, afirmou.

O chanceler argentino assinalou que a essas ações unilaterais “se agrega o agravo de uma presença militar crescente das forças armadas britânicas, que têm convertido às Ilhas Malvinas em uma fortaleza, cujo propósito não resulta claro”.

Precisou que a isso se soma a realização de exercícios militares, que incluem desde faz anos, de acordo com relatórios britânicos, o lançamento de mísseis.

Não é alheio o tom agressivo e de guerra que tem podido perceber do governo britânico, que não deixa de inquietar, ao se converter em uma velada ameaça para o continente em seu conjunto, disse.

Timmeman ratificou também que Argentina continuará buscando uma solução à disputa de soberania mediante negociações sérias, baseadas em a boa fé.

Essa aspiração argentina recebeu o respaldo dos países do continente em seus discursos relacionados com a resolução sobre o diferendo sobre as Ilhas Malvinas.

Fonte: Prensa Latina

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