Defesa & Geopolítica

Bolívia expulsa ministro iraniano após reclamação da Argentina

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O general Vahidi é acusado de ser o coautor ideológico do atentado ocorrido em 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos. (Morteza Nikoubazl / Reuters)O general Vahidi é acusado de ser o coautor ideológico do atentado ocorrido em 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos. (Morteza Nikoubazl / Reuters)Uma visita surpresa à Bolívia do ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, provocou um rompimento diplomático em 31 de maio entre Buenos Aires e La Paz, e disputas internas no Governo de Evo Morales, o que levou à expulsão do funcionário acusado de ligações com um atentado na Argentina.

O general Vahidi é acusado de ser o coautor ideológico do atentado ocorrido em 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos. (Morteza Nikoubazl / Reuters)

O fim abrupto da visita de Vahidi à cidade oriental boliviana de Santa Cruz, onde assistiu a um ato militar comandado por Morales, foi comunicado em uma carta do chanceler boliviano, David Choquehuanca, a seu par argentino, Héctor Timerman, tão logo a mídia boliviana confirmou a presença do iraniano.

“Devo informar-lhe que o Governo da Bolívia tomou as devidas providências para que o senhor Ahmad Vahidi abandonasse imediatamente o território boliviano, mostrando claramente, dessa maneira, que a Bolívia não deseja interferir nos procedimentos que possam existir em relação à situação jurídica da pessoa em questão”, diz a carta.

O general Vahidi, contra quem existe uma ordem internacional de prisão, partiu da Bolívia na primeira hora da noite, quando a carta da chancelaria foi divulgada em Buenos Aires, segundo informou à Reuters uma fonte governamental boliviana.

O ministro iraniano é acusado de ser o coautor ideológico do atentado ocorrido em 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos.

Choquehuanca pediu à Argentina “sinceras desculpas” pelo “lamentável incidente” e evidenciou discrepâncias no Governo boliviano ao explicar que o ministro iraniano havia sido convidado pelo Ministério da Defesa, “instância que lamentavelmente desconhecia os antecedentes” de Vahidi.

Um porta-voz da chancelaria boliviana deu por encerrado o incidente entre os vizinhos sul-americanos. “É uma comunicação interna entre os chanceleres, através da qual o assunto foi solucionado”, afirmou à Reuters.

Fonte: Diálogo

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