Defesa & Geopolítica

O Harrier embarca no Juan Carlos I

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Primeira aterragem de um AV-8B sobre o Juan Carlos I, 03 de maio
Créditos: ESPANOLA ARMADA

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Plano Brasil

Foi executado no último 3 maio o primeiro pouso de uma aeronave AV-8B Harrier Plus da Marinha real Espanhola. A aeronave pousou verticalmente sobre a plataforma da nova Nau Capitania  da frota espanhola.

Este é um evento muito importante para o programa BPE (Buque de Proyecciones Estratégica), iniciado pela Espanha, não só para as suas necessidades domésticas, mas também para permitir que o fabricante donavio, a  Navantia possa ganhar espaço no mercado internacional.

Adotando o conceito de porta helicópteros de ataque americano (HDL),  o Juan Carlos I é um navio polivalente, capacitado a transportar tropas, veículos e equipamentos de desembarque, mas também, consiste em uma unidade de comando e um porta-aviões.

Suas dimensões são, 231,4 m de comprimento 32 m de largura e um deslocamento de 26.800 toneladas. O BPE opera com 247 marinheiros e pode transportar ainda mais 900 soldados.


(©: Armada Española)

A vantagem das instalações de aviação

o convés de vôo do Juan Carlos I tem seis pontos de pouso (para helicópteros NH90, AV 8B entre outras) e termina com uma plataforma inclinada 12 graus, possui 202,3 m de comprimento. É conectado por dois elevadores em um hangar, que podem acomodar 12 aeronaves. No total, o navio pode transportar até 30 helicópteros médios e pesados, 12 Harrier ou 10 helicópteros.

A capacidade de implementar a decolagem de aeronaves Vstol  é uma mais valia para a BPE.  Ao adotar este projeto, a Marinha Espanhola conseguiu aliar as vantagens de operar um porta aviões que pode se  converter a porta helicópteros. Isto permite que os potenciais compradores exteriores do BPE tenham a liberdade de escolha que, mais tarde, em um contexto em constante evolução estratégica, adequada as realidades orçamentárias.

Esta possibilidade foi, sem dúvida, uma das razões pelas quais escolheu a Austrália escolheu o BPE  espanhol ao invés do BPC francês. Ao fazer esta escolha, a Austrália (que encomendou dois navios) mantém a capacidade de recuperar (se desejar) o porta-aviões, ou optar por um porta helicópteros de assaulto.

A indústria espanhola, provavelmente apresentará estas mesmas cartas frente a Turquia, onde o BPE também está competindo com o BPC francês. Mais uma vez, Ancara pode ser seduzida pela perspectiva de possuir seu primeiro porta-aviões. Quanto à Espanha, os compradores estrangeiros do BPE podem equipar seus navios em poucos anos, para isto almejam empregar caças F-35B, cujo programa também tem como parceiros a Austrália e a Turquia .


(©: Armada Española)

Atravessando a longo prazo, para 11 de junho

Lançado em 30 de setembro de 2010 na marinha espanhola, o Juan Carlos I encontra-se em período de testes de navegação, a campanha, que decorre até 11 de junho, tem como objetivo testar o sistema durante um período significativo e mais testes como o desenvolvimento de materiais e da formação da tripulação.

Para além dos aspectos puramente técnicos, esta travessia também tem ambições políticas e  comerciais. o navio estará entre de 6 a 8 de Maio em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, depois se juntará aos países do Mediterrâneo para ganhar Cartagena (13-15 maio) e Cannes (20-24 maio). Será então apresentado às autoridades turcas, em Istambul em 30 de maio a 3 de junho, em seguida, no caminho de volta, fará uma parada altamente simbólica no enclave espanhol de Ceuta, no norte de Marrocos, a partir de junho 09-10.

Para esta campanha,  o BPE  levará abordo aeronaves AV-8 B que chegou na segunda-feira, três helicópteros e dois navios de desembarque. Além de sua tripulação, 287, ele inclui outros 100 homens do corpo de fuzileiros navais, com seus equipamentos e veículos, e 56 oficiais-alunos (Guardias marinas ) que concluiram a sua formação no último domingo abordo do navio Juan Sebastian Elcano.


(©: Armada Española)

Fonte: Mer et Marine

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