Defesa & Geopolítica

Ucrânia pede ajuda financeira para honrar projeto espacial com o Brasil

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Sem dinheiro para bancar a parceria espacial com o Brasil, o governo da Ucrânia obteve aval do Parlamento para contrair empréstimos em bancos internacionais e, com isso, impedir o fracasso do plano de lançar da base de Alcântara, no Maranhão, o Cyclone 4, foguete em construção na ex-república soviética. A partir de agora, o governo ucraniano buscará financiadores para tapar o buraco no caixa da Alcântara Cyclone Space (ACS), binacional criada para gerenciar o projeto espacial, orçado em cerca de R$ 1 bilhão.

Além de renovar as perspectivas do programa Cyclone 4, a mudança no Código Orçamentário da Ucrânia diminui o constrangimento esperado para a visita ao Brasil do presidente Viktor Yanukovich, prevista para maio. Em 2010, a Ucrânia deveria injetar US$ 95,9 milhões na ACS. Entretanto, os depósitos alcançaram apenas US$ 7,3 milhões (7,6%). A Ucrânia chegou a pedir ajuda financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apoio que foi negado por ferir a legislação brasileira.

Desidratada e criticada por sua contaminação política, a ACS já adiou em dois anos a previsão do lançamento do primeiro modelo de teste, agora marcado para 2012. Nos bastidores do programa, fala-se que o prazo dificilmente será cumprido. A ACS não informa o tamanho da diferença entre os aportes realizados por Brasil e Ucrânia.

Dirigida até 25 de março pelo vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, a empresa acumula gastos administrativos, como R$ 224,2 mil em automóveis. No início do ano, técnicos da Aeronáutica chegaram a sugerir ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, que abortasse o projeto. Segundo nota divulgada pela ACS, o novo aporte de recursos da Ucrânia deve ocorrer no fim de maio, mas a empresa estatal não divulga o valor. Mercadante encomendou ao novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, um amplo diagnóstico sobre o funcionamento da ACS. O governo ainda não indicou o substituto de Amaral.

Fonte: O Globo

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