Defesa & Geopolítica

Exercício Felino 2010

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Começou em Cabo Ledo o Exercício Felino 2010

21/Mar/2011
Fonte: Jornal de Angola – Editado por AD
O chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) apelou sábado em Cabo Ledo, província do Bengo, aos participantes no “Exercício Felino 2010” no sentido de estudarem detalhadamente o cenário fictício das manobras militares.

O general Geraldo Sachipengo “Nunda” defendeu, durante o início das manobras militares, que as mesmas visam a realização de uma fase académica do exercício, de forma a assegurar a uniformidade e a interoperacionalidade militar por forças da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Com a participação de 128 civis dos Ministérios da Saúde e da Assistência e Reinserção Social, a organizção perspectiva testar os procedimentos de comando e controlo das operações pelas forças da CPLP.

O cenário político é produzido por Angola, com o acordo comum dos países da CPLP para as necessidades de treino da Força Tarefa Conjunta-Combinada (FTCC), no âmbito do Exercício Felino 2010.

As manobras militares inscrevem-se num quadro segundo o qual um Estado fictício, denominado “Quiçalândia” é palco de confrontos étnicos, devido à existência de religiões, crenças e modos de vida diferentes. Estes conflitos agravam-se devido ao estabelecimento de fronteiras que nada tinham a ver com as fronteiras naturais, dividindo etnias, tribos e povos unificados.

Durante a operação fictícia, existem as etnias Ngola, Kunzus, Muxos e Bekus, e fruto desta série de conflitos internos, regista-se a desagregação de Quibamba, em 1998. Dá-se assim o surgimento de quatro Estados independentes, a Quiçalândia, Bengalândia, Kwanzalândia e Muxilândia.

Os três últimos Estados e os Ngola permaneceram fiéis a Quiçalândia, facto que gerou uma instabilidade e um conflito interno.

A Quiçalândia é um dos Estados formados após a desagregação de Quimbamba, em 1998, na sequência das guerras internas travadas desde o início da década de 90.

Simulacro
Quiçalândia está localizada numa região fértil mas problemática, dado encontrar-se rodeada geograficamente pelos Estados da Bengolândia, Kwanzalândia e Muxilândia. Devido a este facto, neste território prosseguiram os conflitos, em virtude dos Ngolas, na qualidade de etnia maioritária, terem a tendência de se impor às minoritárias, o que provocou a desestabilização do país, o surgimento de campos de deslocados e o surto de febre hemorrágica.

Para a intervenção da comunidade internacional, as Nações Unidas atribuíram à CPLP a missão de realizar uma operação de ajuda humanitária na Quiçalândia.

Participam no Exercício Felino 2010 mais de mil militares de Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S.Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Os militares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciaram ontem, em Cabo Ledo, manobras anuais conjuntas que visam treinar as forças para a condução e controlo de operações de apoio à paz e de ajuda humanitária.

Pelo menos 1.200 efectivos participam nas manobras militares, denominadas “Exercício Felino”. As mesmas estão divididas em várias partes, sendo uma delas a de planeamento, geração das forças e meios e revisão do plano de execução. A outra é de treino cruzado e estende-se até 22 de Março.

Nos termos do “acordo técnico” entre as forças armadas dos países membros, cada um dos Estados participa com 20 efectivos, com excepção de Angola que participa com mais de 800 homens e Portugal com 29.

Nas manobras estão a participar os três ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA). As missões são especificamente de controlo de zona, para criar uma área tampão e a separação das forças em confronto. O objectivo é garantir o restabelecimento da paz em “Quiçalândia”, um país fictício. O Exercício decorre sob o lema “Solidariedade e fraternidade, solidariedade na adversidade”.

Adidos em Angola falam em sucesso

André da Costa – Cabo Ledo – 27/Mar/2011
O Adido Militar do Brasil em Angola, coronel Marcos Aurélio Silva de Abreu, afirmou ontem em Cabo Ledo que o nível de participação das tropas, os vários cenários montados durante o Exercício Felino’2010 foi excelente, permitindo à tropa atingir os objectivos pretendidos.
Marcos de Abreu disse que o exercício serviu para conhecimento mútuo de várias técnicas e tácticas combinadas entre as forças dos países membros da CPLP no sentido de agirem em caso de necessidade.
O adido militar do Brasil em Angola sublinhou ainda que com a assinatura, no ano passado, de um acordo entre o seu país e Angola no domínio da defesa, vai permitir que militares angolanos sejam formados no Brasil este ano.
O vice-chefe das Forças Armadas de Cabo Verde, coronel Jorge Paulo Monteiro considerou que o exercício serviu para melhorar a capacidade de intervenção conjunta das forças militares da CPLP, tendo manifestado a sua satisfação pelo excelente nível de organização do exercício.
Jorge Paulo Monteiro frisou que as relações no domínio da defesa entre Cabo Verde e Angola são boas. O director de operações do Estado Maior General das Forças Armadas de Moçambique, brigadeiro Lazaro Maneto, considerou o balanço de positivo, “na medida em que houve empenho das forças da CPLP em trabalhos ligados à ajuda humanitária e acções de treino combinada nos vários cenários montados”.
O major Benedito Dias Quintas, chefe da delegação das Forças Armadas de Timor-Leste, frisou que as actividades programadas pela direcção do exercício foram cumpridas na sua totalidade.

Fonte: Angola Digital

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