Defesa & Geopolítica

Hillary exclui envolvimento dos EUA na Síria por enquanto

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Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton

REUTERS  —  A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, excluiu a possibilidade de os Estados Unidos se envolverem na Síria por enquanto como se envolveram na Líbia, dizendo em entrevista à TV que cada levante árabe é único e singular.

Falando em uma entrevista gravada no sábado, Hillary disse que os Estados Unidos deploram a violência na Síria, mas que as circunstâncias são diferentes da situação na Líbia, onde o líder Muammar Gaddafi usou sua força aérea, além de blindados pesados, contra a população civil.

Indagado se o mundo pode esperar um envolvimento dos EUA na Síria na linha da zona de exclusão aérea que os EUA e outros países impuseram sobre a Líbia, Hillary Clinton disse ao programa Face the Nation with Bob Schieffer, da CBS News: “Não.”

“Cada uma dessas situações é singular,” disse ela em uma transcrição da entrevista divulgada pela CBS. “Com certeza deploramos a violência na Síria. Exortamos a Síria, assim como temos exortado todos esses governos, a responder às necessidades de seus povos, a não praticar violência, a permitir os protestos pacíficos e iniciar um processo de reforma econômica e política.”

Hillary sugeriu que as circunstâncias presentes na Síria e na Líbia são diferentes, já que não há o mesmo nível de violência na Síria e que a repressão governamental aos protestos nesse país ainda não gerou a mesma condenação global, nem chamados da Liga Árabe e outros pela criação de uma zona de exclusão aérea, como foi o caso com a Líbia.

“Se houvesse uma coalizão da comunidade internacional, se fosse aprovada uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, se houvesse um chamado da Liga Árabe, se houvesse uma condenação que fosse universal, mas isso não vai acontecer porque creio que ainda não está claro o que vai acontecer, como os fatos vão se desenrolar na Síria,” disse Hillary.

“O que vem ocorrendo nesse país nas últimas semanas é profundamente preocupante, mas existe uma diferença entre convocar sua força aérea e bombardear indiscriminadamente suas próprias cidades (como na Líbia) e ações policiais que, francamente, excederam o uso de força que qualquer um de nós gostaria de ver,” ela acrescentou.

Fonte:  Terra

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