Defesa & Geopolítica

Militar brasileiro é novo chefe da missão de paz no Haiti

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General  Luiz Eduardo RAMOS Baptista Pereira

EFE, NA SEDE DA ONU

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, anunciou nesta sexta-feira a nomeação do general brasileiro Luiz Eduardo Ramos Pereira como substituto de Luiz Guilherme Paul Cruz à frente do comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah).

Ban comunicou ao Conselho de Segurança da entidade a nomeação do novo comandante dos 12.230 militares e policiais encarregados de manter a ordem no país caribenho que atravessa um momento delicado enquanto são contados os votos do 2º turno das eleições presidenciais.

O país recupera-se ainda de um devastador terremoto e uma epidemia de cólera.

“O secretário-geral aprecia o destacado desempenho do general Paul Cruz durante seu serviço na Minustah, onde sua dedicação, profissionalismo e liderança foram vitais para os esforços de estabilização da ONU no Haiti”, assinalou nesta sexta-feira o porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq.

ENTENDA

Paul Cruz foi nomeado para o comando da Minustah em março de 2010 e foi encarregado de supervisionar a resposta dos “capacetes azuis” nos meses posteriores ao terremoto de 12 de janeiro de 2010, no qual 230 mil pessoas morreram, e durante a realização das eleições presidenciais, cujo resultado ainda não está claro.

O militar terminará seu mandato em 31 de março e cederá seu lugar a Ramos Pereira, um general que, segundo ressaltou o porta-voz do secretário-geral da ONU, conta com “uma distinta carreira militar” na qual ocupou diferentes cargos importantes.

Nascido em 1956, Ramos Pereira se incorporou ao Exército em 1976 e se graduou oficial três anos depois. Em sua trajetória, destacam-se a participação como observador da Força de Proteção das Nações Unidas na Antiga Iugoslávia (UNPROFOR, na sigla em inglês) entre 1992 e 1993, e o cargo de adido militar na embaixada do Brasil em Tel Aviv.

Desde sua implantação em 2004, o Brasil é o país responsável por liderar a presença militar internacional no Haiti e, por isso, o comandante da Minustah vem sendo sempre um militar do país.

Além do Brasil, a missão é integrada por contingentes de países latino-americanos como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru e Uruguai, além da Espanha, França, Itália, Canadá e Estados Unidos, entre outros.

Fonte:  Folha

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