Defesa & Geopolítica

Deu no Voo Tático:O que é uma missão TRAP

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Antes de entrar nessa seara vou responder uma pergunta que eu mesmo fiz no final do artigo sobre a queda do F-15E: os fuzileiros americanos tem tropas especializadas em CSAR?

A resposta, como eu já desconfiava, é NÃO. A Marine Expeditionary Unity (MEU) é responsável por manter uma equipe Tactical Recovery of Aircraft and Personnel (TRAP). Normalmente, por acaso ou por algum capricho do destino, essa atribuição recai sobre o Pelotão de Morteiros Médios do Batalhão. São esses os soldados que se adestram, complementarmente, nas missões de resgate.

E porque se fala TRAP e não CSAR de uma vez?

Doutrinariamente, uma missão de CSAR tem um “pacote fechado”: existem coisas que precisam existir numa missão de CSAR – para a constituição de uma Força-Tarefa CSAR (CSARTF), por exemplo – que apenas a Força Aérea tem. Ou seja: apenas a Força Aérea realiza missões de CSAR.

Para saber mais sobre as diferenças entre a missão CSAR e a missão TRAP, consulte o manual JP 3-50.2 Doctrine for Joint Combat Search and Rescue.

De maneira geral, uma missão TRAP é uma missão comum de uma Marine Air-Ground Task-Force (MAGTF). Mal comparando com a doutrina do Exército Brasileiro, uma TRAP se enquadraria como uma incursão aeromóvel com o objetivo de resgatar um tripulante ou partes de uma aeronave. Ela só é realizada em um ambiente de baixa (ou, no máximo, média) ameaça e apenas quando a localização do evasor é conhecida e confirmada (uma Força-Tarefa CSAR tem condições de realizar a busca do evasor e operar em ambientes de alta ameaça)

Embora isso pareça (e realmente é) uma grande elucubração teórico-doutrinária, faz diferença para quem está decidindo nos escalões mais altos.

Para quem está na ponta da linha – a tripulação e a equipe que irão realizar o resgate e a criatura que irá ser resgatada – os procedimentos são exatamente os mesmos, quer seja uma missão TRAP seja uma missão CSAR. Tem que ser assim, porque o evasor nunca sabe quem irá vir buscá-lo.

O resgate do piloto do Strike Eagle

A tripulação se ejetou às 23h33, hora local. A 26ª MEU recebeu a missão de resgatar o piloto às 00h55.

MV-22 Osprey, semelhante aos que participaram da missão (Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class Coleman Thompson/Released)

As aeronaves decolaram do navio de desembarque USS Kearsarge. Eram dois MV-22B Osprey, dois CH-53E e dois AV-8B Harrier II. Também participou da operação um avião de reabastecimento em voo KC-130J da USAF.

Os Harrier II decolaram às 00h50, pouco antes da missão ser aprovada. Os Ospreys com a equipe TRAP decolaram às 01h33 e os CH-53, levando um pelotão de reconhecimento para manter a segurança do local, decolou às 01h51.

Os Ospreys chegaram ao local onde o piloto se encontrava às 02h19 e um deles pousou às 02h38. Às 03h00, o piloto estava embarcado no MV-22B.

Durante a missão, os Harriers lançaram ao menos duas bombas.

Eu achei relativamente longo o tempo entre a chegada e o pouso do Osprey: 19 minutos. alguém pode me dizer se esse intervalo é normal?

Fonte: Voo Tático

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