Defesa & Geopolítica

A marca do nosso projeto aeroespacial é o atraso, a culpa é da sociedade cientifíca

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Novo presidente da AEB diz que atraso marca ações do País

Ele prometeu uma revisão completa do programa espacial ao longo do próximo mês.
O matemático Marco Antonio Raupp, novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), tomou posse ontem (21) dizendo que a maior marca do programa espacial brasileiro é o atraso. Ele prometeu uma revisão completa do programa ao longo do próximo mês. “A marca do nosso projeto é o atraso”, afirmou.

Segundo Raupp, será discutida a possibilidade de a agência contratar empresas privadas para executarem projetos espaciais — como os Estados Unidos fazem. “Empresas como a Embraer, que criou uma filial para defesa, têm tudo para ser integradoras”, afirmou.

Ele também afirmou que avaliará qual é “realmente a possibilidade” de lançar o foguete ucraniano Cyclone-4 da base de Alcântara – no Maranhão – em 2012, como planeja a empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space).

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, condicionou a continuidade do programa Cyclone ao aporte de dinheiro da Ucrânia. “A evolução desse programa depende de eles assumirem a parte deles, tanto na capitalização da empresa quanto no cronograma tecnológico para o Cyclone-4.”

O Brasil já colocou R$ 207 milhões no capital da ACS, mas a Ucrânia, em apuros financeiros após a crise de 2008, não deu sua contrapartida nem conseguiu ainda dinheiro para concluir o foguete.
(Folha de São Paulo)

Fonte:Jornal da Ciência

Raupp assume presidência da AEB
22/03/2011

O físico Marco Antonio Raupp assumiu nesta segunda-feira (21/3) a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). Em cerimônia no auditório da agência, em Brasília, Raupp foi empossado pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante.

Participaram da solenidade autoridades da comunidade científica, representantes dos ministérios da Defesa, das Relações Exteriores, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Com um discurso voltado para ideias de um novo desenvolvimento nacional, Raupp disse que desenvolverá uma gestão focada no crescimento econômico com justiça social. “Para o pleno êxito do Programa Espacial Brasileiro existem tarefas a serem cumpridas por todos os protagonistas”, afirmou o novo presidente. Para ele, a AEB precisa convencer a sociedade e o governo de que o investimento no programa traz retorno essencial para o País nos serviços públicos, nas necessidades estratégicas, na capacitação tecnológica/inovativa, nas oportunidades de participação no mercado espacial mundial, entre outros.

Graduado em Física pela Universidade do Rio Grande do Sul, Raupp também é PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Ex-diretor do INPE, foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Nos últimos anos, trabalhou como diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Ao discursar, o ministro Mercadante lamentou o corte no orçamento para as áreas de C&T, inclusive o Programa Espacial Brasileiro. De acordo com ele, a sociedade científica não tem conseguido mobilizar o Congresso Nacional para a importância de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. “Precisamos apresentar resultados para mobilizar a sociedade. Esse ano será de grande reflexão sobre o Programa Espacial Brasileiro e a importância do setor para o desenvolvimento do País”, disse o ministro.

Mercadante está confiante na atuação de Raupp e disse que a larga experiência do novo presidente da AEB não permitirá erros na gestão do Programa Espacial Brasileiro. Segundo o ministro, Raupp tem espírito público, é dedicado, otimista e motivado.

Fonte : INPE

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