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Japão eleva para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear em Fukushima

O índice da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, pela sigla em inglês) varia entre 0 e 7.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou nesta sexta-feira de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear na usina de Fukushima.

Segundo a emissora de televisão estatal “NHK”, a agência já informou sobre a revisão a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujo diretor, Yukiya Amano, chegou nesta sexta-feira ao Japão para obter informações em primeira mão sobre a situação em Fukushima.

O nível 5 se refere a acidentes nucleares “com consequências de maior alcance”, enquanto o grau 4, no qual os incidentes eram avaliados até agora, define acidentes “com consequências de alcance local”.

O nível 7, o mais alto na escala de medição, corresponde à liberação ao exterior de materiais radioativos com amplos efeitos na saúde humana e no meio ambiente.

O acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, é até hoje o único caso no mundo em que o nível máximo foi atingido.

O terremoto e o posterior tsunami do dia 11 no nordeste do Japão danificaram o sistema de refrigeração da central, que enfrenta problemas de água em ebulição em seus seis reatores.

Desde quinta-feira, a equipe de emergência da usina se esforça, com a ajuda de militares e bombeiros, para resfriar o reator 3 com lançamentos de água a partir de caminhões-pipa e helicópteros.

A radioatividade em torno da usina nuclear, em atividade desde 1971, levou o Governo japonês a evacuar quase 230 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros, além de recomendar a todas que vivem entre 20 e 30 quilômetros da central a permanecerem em suas casas com portas e janelas fechadas.

Fonte: Último Segundo

Japão faz um minuto de silêncio

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Uma semana após o tsunami, país para em homenagem às vítimas

Parlamentares, governos locais e membros das equipes de resgate lembraram nesta sexta-feira (horário local) com um minuto de silêncio o terremoto que devastou o nordeste do Japão há uma semana e deixou pelo menos 16 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos.

A homenagem aconteceu às 14h46 do horário local (2h46 em Brasília), o momento exato no qual o tremor de 9 graus atingiu o nordeste do país no último dia 11 e gerou um tsunami que devastou cidades e vilarejos na costa japonesa.

Na província de Miyagi, cuja capital é Sendai, os funcionários do governo local também se juntaram ao ato simbólico de homenagem às vítimas, muitas das quais foram registraram nesta zona, uma das mais devastadas.

O mesmo fizeram os senadores japoneses, que realizaram nesta sexta-feira sua primeira sessão depois do terremoto, que gerou ainda uma grave crise nuclear na usina de Fukushima. O tremor, o de maior intensidade registrado no Japão nos últimos 140 anos, levou o país à sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan.

* Com EFE

Fonte: Último Segundo

G-7 e Japão agem para conter alta do iene

Essa é a primeira vez desde 2000 que as maiores economias mundiais decidem intervir em conjunto nos mercados de câmbio.

O Japão comprou bilhões de dólares para conter a alta do iene nesta sexta-feira, e operadores citaram também intervenções no mercado por parte de bancos centrais europeus, em uma ação das maiores economias do mundo para acalmar os investidores em meio à crise nuclear japonesa.

O dólar saltou 2 ienes para 81,83 ienes, deixando para trás o recorde de baixa de 76,25 atingido na véspera, conforme o Banco do Japão entrou no mercado. Operadores estimaram que o BC japonês comprou mais de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 42 bilhões).

Outros BCs na Europa estavam vendendo ienes por euros, na primeira intervenção combinada do G7 em uma década. Os mercados acionários europeus subiram em resposta.

“Vai haver um grande efeito ressoando no mercado”, disse Kathy Lien, diretor de pesquisa cambial do GFT em Nova York. “Porque o único tipo de intervenção que realmente funciona é a intervenção coordenada, e isso mostra a solidariedade de todos os bancos centrais em termos da gravidade da situação no Japão.”

A bolsa do Japão subiu quase 3% neste pregão, recuperando parte das perdas da semana motivadas pelos temores relacionados ao terremoto, ao tsunami e a crise nuclear que atingiram o país. A queda na semana foi de 10%.

O G7 anunciou a decisão de intervir em conjunto após uma breve teleconferência nesta sexta-feira. A última intervenção assim ocorreu há uma década, quando os países ricos agiram para dar suporte ao euro após seu lançamento.

O ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que o BC começou a vender ienes às 21h (horário de Brasília) e que os demais bancos centrais do G7 interviram conforme abriam seus mercados.

Uma fonte disse à Reuters que o BC japonês deixou os ienes que vendeu no sistema, aumentando a liquidez que vem oferecendo ao mercado.

Fonte: Último Segundo


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