Defesa & Geopolítica

Deu No Cavok:Emirados Arabes gastarão 108 milhões de dólares para modernizar seus Mirage 2000 e F-16

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Os Emirados Árabes Unidos vão gastar mais de US$ 108 milhões para modernizar sua atual frota de  aviões de combate Mirages e F-16s, segundo um comunicado das forças armadas. Os negócios envolvem atualizações de armas e upgrades de software para os Mirages 2000-9, e para os F-16 Desert Falcons são previstas instalações de pods de reconhecimento e outros equipamentos.

Os dois tipos de aeronaves são os principais pilares da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, que tem 60 Mirages e quase 80 F-16s.

Os caças F-16E/F Block 60 dos Emirados Árabes são os principais vetores do tipo no país.

Os novos pods aumentariam a capacidade de vigilância dos F-16s dos EAU, que já estão entre os mais avançados de seu tipo no mundo.

O Major-General Obeid al Ketbi,  porta-voz da exposição IDEX, que terminou essa semana, também anunciou ontem acordos que totalizam quase US$ 1,09 bilhão.  “Como parte do esforço das Forças Armadas para aumentar a capacidade dos Mirage 2000-9, a empresa francesa Dassault foi contratada para desenvolver seus sistemas de armas “, disse ele.

O contrato com a Dassault  é no valor de US$ 30 milhões. A Dassault é a fabricante dos caças Mirage e dos mais avançados caças Rafale, como é de conhecimento de todos.

Já o projeto dos caças F-16s foi fechado com a norte-americana Goodrich Corporation, em um acordo avaliado em cerca de US$ 82 milhões.

Esse anúncios acabaram por levantar dúvidas sobre a já anunciada intenção dos  Emirados Árabes Unidos de substituir sua atual frota de Mirages. Ao invés disso eles vão prolongar a vida útil dos Mirages? Essa dúvida se junta as especulações de quando o país poderá finalmente celebrar um acordo para a compra dos Rafales, que já está pendente desde 2008.

Os caças Mirage 2000-9 serão modernizados com a ajuda da França, que pretende vender os caças Rafale para os Emirados Árabes.

O Mirage “é um avião moderno e um dos melhores aviões de caça do  mundo “, disse o Maj Gen Al Ketbi, quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos pretendem estender a vida útil da sua frota de Mirage, ele concluiu: “Estamos melhorando seu desempenho, e como qualquer equipamento militar estão em constante desenvolvimento “.

A Boeing, fabricante do F-18 Super Hornet, e concorrente dos  Rafales, negou ter recebido qualquer pedido de informações técnicas sobre o Super Hornet, relativa a uma possível compra dos EAU.

“Se os Emirados Árabes Unidos pediram informações técnicas, eles pediram diretamente ao Governo dos EUA “, disse Paulo Oliveira, vice-presidente para o Oriente Médio e África da Boeing. “As vendas do F-18 só são realizados de governo para governo. Nós não recebemos nenhum pedido do governo dos EUA.”

A Dassault disse no início do dia que as negociações do Rafale estavam bem encaminhadas, mas que parte do acordo da companhia com os Emirados Árabes Unidos inclui a melhoria dos Mirages da frota atual.

Quando questionado sobre o acordo um eventual acordo para o Rafale, o Maj Gen Al Ketbi disse que as comissões técnicas estavam estudando o Rafale, mas ainda não tinham tomado uma decisão se o modelo seria o mais apropriado para os Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos estudam também a aquisição de caças franceses Rafale.

“O Rafale é um dos aviões mais modernos disponíveis no mundo hoje, e nós estamos sempre estudando armamentos modernos ao redor do mundo “, disse ele, ”Os estudos continuam, mas não houve nenhuma decisão.”

Ele não quis dizer se o Rafale estava enfrentando a concorrência de outros caças. Questionado sobre o orçamento da defesa dos EAU, o Maj Gen Al Ketbi disse que esses variaram anualmente, dependendo das necessidades das Forças Armadas e da renovações de acordos antigos.

Mas ele acrescentou que todos os negócios foram conduzidos de forma estratégica. “Nós fazemos um plano de armamento”, disse ele.” Todas as aquisições dependem das necessidades das Forças Armadas, não temos acréscimos ou cortes programados para isso, depende de diferentes situações. Embora exista uma estimativa aproximada, o número exato depende do status  das negociações”, disse ele.

O Maj Gen Al Ketbi também disse que não havia “nenhuma indicação” de que os protestos em curso no Oriente Médio, incluindo aqueles na Líbia e no Bahrein, tinham afetado a IDEX.

“Até onde eu sei, todas as delegações chegaram e partiram como planejado, de acordo com seus horários de negócios “, concluiu.

Fonte: The National – Tradução: Wagner Damasio

Fonte: Cavok

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