Defesa & Geopolítica

Brasil e EUA vão cooperar em resgate

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Patriota e Hillary anunciam acordo; Obama defende uma só voz contra ditadura
Fernando Eichenberg

WASHINGTON. Brasil e Estados Unidos acertaram um esforço conjunto para a retirada de brasileiros e americanos da Líbia convulsionada pela repressão aos protestos contra o governo de Muamar Kadafi. Em encontro com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu toda a ajuda possível ao governo brasileiro para garantir a segurança de seus cidadãos e, junto com outros estrangeiros, transportá-los por meio de embarcações para fora das zonas de conflito no país árabe.
– O Brasil está muito preocupado com a situação da Líbia. Temos muitos compatriotas trabalhando lá em diversos projetos de infraestrutura, principalmente na ampliação do aeroporto de Trípoli. Devo dizer que é uma situação bastante problemática e complicada. Sem dar mais detalhes, eu estou muito confiante de que os nossos esforços para retirar do país aqueles que desejam partir serão bem-sucedidos – disse Patriota em entrevista à imprensa após a reunião, agendada para tratar da viagem do presidente Barack Obama ao Brasil nos dias 19 e 20 de março.
O chanceler brasileiro defendeu a discussão do agravamento da crise na Líbia nos fóruns dos conselhos de Direitos Humanos e de Segurança da ONU – o último presidido este mês pelo Brasil -, e manifestou a solidariedade dos brasileiros aos líbios.
– É muito preocupante porque há o uso de força contra manifestantes desarmados. Queremos ver de que maneira podemos ajudar a toda essa gente.
Em seu primeiro pronunciamento sobre a crise líbia, o presidente Obama condenou os atos “ultrajantes” de violência aos civis e o “banho de sangue inaceitável” promovido pelas forças militares de Kadafi.
– Direitos humanos não são negociáveis – sustentou, salientando “ser imperativo que as nações e os povos de todo o mundo falem em uma só voz, que a Líbia é responsável pelo que está acontecendo”.
Na segunda-feira, Hillary Clinton viajará para Genebra, na Suíça, para discutir com representantes de países integrantes do Conselho de Direitos Humanos da ONU possíveis ações conjuntas para encerrar a violência na Líbia, entre elas a adoção de sanções.
– Estamos unidos ao resto do mundo e queremos enviar uma mensagem ao governo líbio de que as ações que está tomando não são as melhores. Todas as opções estão sobre a mesa, estudaremos todas as possibilidades – revelou.

Hillary desconversa sobre vaga no Conselho de Segurança
A secretária de Estado disse ainda contar com o apoio e a “expertise” do Brasil para colaborar na transição política e econômica do Egito pós-derrubada do regime de Hosni Mubarak. Mas desconversou ao tratar das pretensões do Brasil em obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU – em visita à Índia no ano passado, Obama deu seu apoio a uma vaga permanente para o governo de Nova Délhi.
– Admiramos o crescimento da liderança mundial do Brasil e sua aspiração a se tornar membro permanente do Conselho de Segurança. Esperamos ter um construtivo diálogo nesse tema na visita do presidente Obama ao Brasil e na sequência. Acreditamos que a liderança multilateral que o Brasil vem demonstrando vai apoiar esses esforços – disse.
Ontem Patriota teve ainda encontros na Casa Branca com os conselheiros presidenciais de Segurança Nacional, Thomas Donilon, e de Assuntos Econômicos, Michael Froman. Hoje, ele se reunirá com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Fonte: Resenha CCOMSEx 24.02.2011

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