Defesa & Geopolítica

Polícia do Bahrain, atira deliberadamente em manifestação pacifista

Posted by

bahrain
Sugestão: Helvético

Clique aqui para assistir o vídeo

O vídeo contem imagens fortes e não é recomendado para menores de 18 anos nem mesmo para pessoas sensíveis.

E.M.Pinto

EUA acompanham crise em Bahrein com atenção voltada para o Irã

Kim Ghattas

De Washington para a BBC News

Se o levante popular no Egito deu uma dor de cabeça a Washington, a repressão brutal aos manifestantes em Bahrein envolve cálculos ainda mais complicados para a administração Obama.

Os Estados Unidos condenaram o uso de violência nos protestos em Manama, mas, até agora, escolheram suas palavras com muito cuidado.

Na última quinta-feira, a secretária de Estado Hillary Clinton disse: “O Bahrein é um amigo e um aliado há muitos anos e, ainda que todos os governos tenham a responsabilidade de dar segurança e estabilidade aos cidadãos, pedimos contenção.”

O presidente Barack Obama falou novamente de direitos universais, incluindo o direito de reunir-se livremente, na última sexta-feira.

No entanto, os interesses nacionais americanos estão na balança, talvez mais do que estavam durante a crise no Egito.

Hosni Mubarak foi um aliado dos Estados Unidos pelos últimos 30 anos.

Apesar de manter um regime opressor em seu país, ele era visto pelos Estados Unidos como o presidente moderado de país que tinha um tratado de paz com Israel e um parceiro-chave do processo de paz na região.

Mas com a enorme demanda pela saída de Mubarak nas ruas do Cairo, tornou-se insustentável manter o apoio ao presidente ao mesmo tempo em que se proclamava o apoio aos direitos universais.

Então, Washington se arriscou.

O governo americano chegou à conclusão de que deveria abrir mão de um presidente que não conseguiu implementar reformas porque o exército egípcio, assegurado pelos Estados Unidos, provavelmente manteria o país em um caminho moderado que seria aceitável por Washington e, por extensão, para Israel, pelo menos a curto prazo.

Mas quando os Estados Unidos olham para Bahrein, eles veem o Irã e a imagem fica um pouco osbcura.

Teerã e Washington são adversários desde 1979 e reinos sunitas como Bahrein e seu vizinho Arábia Saudita, um aliado vital dos americanos, são um contraponto crucial para o crescimento da influência iraniana na região.

De boca fechada

Bahrein abriga a 5ª frota naval americana e é um dos principais pilares da infraestrutura militar regional dos Estados Unidos.

O programa nuclear do Irã é uma grande preocupação para o governo americano, para Israel e também para as monarquias sunitas.

A influência regional de Teerã tem crescido e seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, interpretou os eventos no Egito como um despertar islâmico e o fim da hegemonia americana na região.

O Bahrein, com sua grande população xiita, tem seus próprios temores com relação ao Irã. Em 1981, a Frente Islâmica pela Libertação do Bahrein, apoiada pelo Irã, tentou um golpe de estado no país.

Bahrein é ligado à Arábia Saudita por uma estrada, especificamente no nordeste do país, rico em petróleo e dominado pelos xiitas.

Os xiitas do país são discriminados no país e dizem que os protestos não tem nada a ver com o Irã, e sim com a vontade de serem completamente aceitos como cidadãos bareinitas.

Eles acusam as autoridades de invocarem a sombra do Irã para impedir que o ocidente os apoie. No momento, a estratégia pode estar funcionando.

Quando milhares de pessoas tomaram as ruas no Egito, muitos oficiais americanos, que se esqueceram brevemente das complicações que isso traria para sua política externa, ficaram grudados a suas televisões e alguns soavam até excitados com o poder do povo em ação em tamanha escala no mundo árabe.

No entanto, esse entusiasmo já não existe com os eventos em Manama.

A violência das forças de segurança chocou muitas pessoas e as matizes sectárias do conflito, reais ou imaginárias, significam que todos estão mais cuidadosos com as posições que assumem em público.

Os oficiais americanos tem falado muito pouco sobre suas conversas com governantes árabes, enfatizando em público somente a necessidade de reformais reais, repetidamente.

É uma tentativa de Washington de evitar ter que escolher novamente entre um líder árabe e seu povo.

Fonte: BBC Brasil

Testemunhas de protestos falam em ‘massacre’ na Líbia

Novos episódios de violência contra manifestantes anti-governo em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, foram registrados neste domingo.

Testemunhas locais disseram que a cidade é palco de um “massacre” promovido pelas forças de segurança.

Segundo médicos de hospitais locais, mais de 200 pessoas teriam morrido e ao menos 900 ficaram feridos nos últimos dias.

A ONG internacional Human Rights Watch, que vem fazendo uma contabilização das vítimas dos protestos na Líbia, afirmou ter confirmado ao menos 173 mortes desde o início dos protestos, na quarta-feira.

Mas a própria organização reconheceu que a estimativa é conservadora e que o número total de mortos pode ser bem maior.

A restrição à presença de jornalistas estrangeiros e o bloqueio aos serviços de internet nos últimos dias torna difícil a confirmação independente dos números de vítimas.

Funerais

Novas mortes teriam ocorrido neste domingo, quando as pessoas que participavam de funerais de pessoas mortas na véspera teriam sido alvejados por tiros de metralhadoras e outros armamentos pesados.

Uma médica de Benghazi, identificada como Braikah, descreveu a situação na cidade como “um massacre” e descreveu à BBC como as vítimas foram levadas ao hospital Jala, onde ela trabalha.

“A maioria das vítimas tinha ferimentos a bala – 90% na cabeça, no pescoço e no peito, principalmente no coração”, disse.

Segundo ela, o necrotério do hospital Jala tinha 208 corpos neste domingo, e outro hospital tinha outros 12. Porém não está claro quantos desses corpos são de vítimas da repressão aos protestos populares.

Benghazi tem concentrado os protestos contra o regime do coronel Muammar Khadafi, no poder há quase 42 anos.

Protestos concentrados

A Líbia é um dos vários países árabes ou muçulmanos a enfrentar protestos pró-democracia desde os levantes populares que levaram à queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro.

Desde então, os protestos populares também forçaram a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, no dia 11 de fevereiro.

Segundo o correspondente da BBC para o Oriente Médio Jon Leyne, os atuais protestos na Líbia são os maiores até hoje contra Khadafi.

Apesar disso, eles parecem até agora estar concentrados na região leste do país, onde a popularidade do líder líbio é tradicionalmente mais baixa.

Até agora não foram registradas grandes manifestações contra o governo na capital do país, Trípoli.

Fonte: BBC Brasil

6 Comments

shared on wplocker.com