Defesa & Geopolítica

F 22 Raptor: Pressões para a reabertura da Linha de produção

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Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Plano Brasil

Apenas dois anos depois de Robert Gates, secretário de Defesa anunciar a decisão de encerrar a produção do F-22 Raptor em após a produção de 187 aeronaves, o programa pode estar prestes a ressugir das cinzas como uma Phoenix. Gates tomou teria tomado a sua decisão sobre a alegação de que países especialmente Rússia e China – não poderiam desenvolver ou não teriam um caça 5G ou um equivalente capaz de impor ameaça a soberania dos EUA em pelo menos uma década ou mais. No entanto, recentemente o secretário se reuniu com seus colegas do exército popular da China, m momento em que foi anunciado o primeiro voo de testes do seu demonstrador o J-20.

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2011/01/PAK-FA-J-20-F-22-580x797.jpgUm ano atrás, sobre fortes críticas Gates ignorou o fato da Rússia e Índia terem mostrado a o mundo o seu demonstrador, oriundo de um programa de cooperação para desenvolvimento de uma aeronave semelhante, conhecido atualmente como o T-50. Hoje, como se vê as projeções de ameaças prováveis de Gates estão terrivelmente erradas.

O surgimento da J-20 é apenas um exemplo dos investimentos amplos e profundos da China em alargar as suas capacidades militares. Segundo informou o Almirante Willard, Comandante do Comando do Pacífico dos EUA, o sistema chinês de mísseis balísticos anti-navio havia chegou a sua capacidade operacional. Este é um sistema sem paralelo no mundo, os EUA não tem nada parecido. Além disso, o relatório anual do Departamento de Defesa sobre as atividades militares chinesas, aponta para um grave cenário de atividades não declaradas, como um plano secreto de construção de frotas de submarinos nucleares e diesel-elétricos, guerra de minas, Escoltas antiaéreas mais avançadas do que se imaginava, bem como novos sistemas de mísseis ar-superfície, mísseis balísticos, vigilância do espaço e da guerra cibernética.

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Em 06 de janeiro, no pronunciamento do Departamento de Defesa de eficiência, o secretário falou sobre cortes e economias mas também em novos programas claramente destinados a combater a crescente ameaça da China. Ele fez menção especial ao financiamento do desenvolvimento de um novo bombardeiro estratégico. Ele também iterou sobre um aumento na implantação de sistemas interceptadores de mísseis tanto no exterior como no território continental dos Estados Unidos. Isso claramente reflete as preocupações de Washington sobre os programas de mísseis balísticos na China, Coréia do Norte e no Irã.

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Tendo em vista a “nova” ameaça é hora de trazer de volta a F-22. Baseados em relatórios recentes extraídos de simulações de combate em jogos de guerra, o pentágono concluiu que a poderosa força de caças táticos ocidentais seria esmagada num confronto com uma força chinesa mais numerosa e composta por aeronaves de inferior desempenho ( caças de 3ªe 4ª geração). A situação seria ainda mais catastrófica com a introdução de um caça mais avançado como o J-20.

O relatório aponta que mesmo após a incorporação do F-35 Joint Strike Fighter, os EUA não lograriam a desejada superioridade aérea, com capacidade ofensiva suficiente, dado ao número limitado de F-22 em condições de combate.

http://www.militarydesktop.com/data/media/2185/F_22_Raptor_5.jpgO F-22 tem capacidades diferentes de qualquer outro caça do mundo. Sua furtividade permite ao F-22 abater aeronaves hostis antes que seja sequer detectado. Seus perfis operacionais de altitude máxima e velocidade criam uma vantagem cinemática que otimiza o alcance dos mísseis BVR AMRAAM AIM -120. A combinação de supercruzeiro e a furtividade permite ao F-22 escapar das defesas do solo e das ameaças ar-ar.

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/01/090729-F-0990S-791.jpgEm última análise, a guerra sempre foi um jogo de números. Em algum ponto, os adversários tecnicamente inferiores porém numericamente superiores podem simplesmente sobrecarregar o adversário equipado com as melhores armas. Nos conflitos tecnologicamente equiparados a supremacia numérica determinará o vencedor. Embora o F-22 seja provavelmente um caça superior ao J-20, os poucos 187 não vão ser suficientes para lidar com uma Força Aérea Chinesa, que é numericamente superior e que caminha a passos largos reduzindo o fosso tecnológico que existia entre a Força Aérea do Exército Popular Chines e a Força Aérea dos EUA. Antes que seja tarde demais, a administração Obama precisa ressuscitar o programa F-22 e ampliar ainda mais o seu efetivo em pelo menos mais 200 caças.

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Daniel Goure, Ph.D.
Instituto Lexington

Fonte DEFPRO

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