Defesa & Geopolítica

Brasil bancará ação antitráfico em vizinhos

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O governo Dilma Rousseff vai subsidiar países vizinhos em ações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O anúncio foi feito ontem pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

A decisão deve beneficiar países que possuem centros produtores de drogas, como Bolívia e Paraguai.

“Teremos que subsidiar iniciativas e fazer operações integradas”, disse Cardozo, após tomar posse. “Alguns países de fronteira não têm a capacidade operacional e os recursos que nós temos.”

Cardozo não quis antecipar valores, mas deixou claro que a cooperação envolverá repasses de dinheiro. “Se for necessário que subsidiemos alguma coisa, temos que fazê-lo, nos limites da lei.”

Os EUA já subsidiam ações desse tipo por meio do Plano Colômbia, direcionado ao combate às narcoguerrilhas.

Se sair do papel, a ajuda será um passo além nas conversas com vizinhos iniciadas pelo ex-ministro Luiz Paulo Barreto, que volta à secretaria-executiva da pasta.

O novo titular da Justiça também defendeu reforço no policiamento das fronteiras. Disse que se reunirá nesta semana com Nelson Jobim (Defesa) para negociar parcerias entre a Polícia Federal e as Forças Armadas.

Na PF, Cardozo prometeu “eficiência máxima, sem espetacularização das ações”.

O ministro anunciou também que apresentará um projeto de pacto nacional contra o crime organizado e disse que o combate à corrupção será um “divisor de águas” a ser estabelecido “imediatamente” por Dilma.

Cardozo, que não concorreu à Câmara, foi alçado ao primeiro escalão após integrar a coordenação da campanha. Ele, Antonio Palocci e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, foram apelidados de “três porquinhos”.

Chegou a ser cotado para assumir a pasta em 2010, mas foi vetado por Lula pelo discurso rígido contra petistas envolvidos no mensalão.

Ontem, recebeu aplausos no discurso ao enaltecer Lula e alfinetar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Disse que o “líder operário e monoglota” falou a “língua da paz e da soberania” no exterior, enquanto “líderes poliglotas”, no passado, “falaram a língua da subserviência e da submissão”.

Fonte: Folha de S. Paulo via Fenapef


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