Defesa & Geopolítica

Os EUA não deixarão nunca mais a Al-Qaeda usar o Afeganistão (Obama)

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BASE DE BAGRAM, Afeganistão, 3 dez 2010 (AFP) -O presidente Barack Obama afirmou que os Estados Unidos nunca mais deixarão a Al-Qaeda usar o Afeganistão como base para atacar o solo americano, durante visita surpresa realizada na noite desta sexta-feira, hora local, ao país.

“Não deixaremos nunca mais o país servir de santuário a terroristas para atacar novamente os Estados Unidos da América”, declarou Obama aos soldados da base aérea de Bagram, a 50 km de Cabul.

“Isto não acontecerá nunca mais. Esta parte do mundo está no centro de um esforço mundial destinado a destruir, desmantelar e vencer a Al-Qaeda e seus aliados extremistas e é por isto que estamos aqui. É por isto que sua missão é tão importante”, disse ainda o presidente aos soldados.

Fonte:  UOL

Obama faz discurso a tropas americanas no Afeganistão sob risos e aplausos

O presidente americano, Barack Obama, chegou nesta sexta-feira à base aérea de Bagram, em visita surpresa ao Afeganistão.

Em discurso bem humorado, intercalado por risos e aplausos, Obama disse: “Não estou aqui para fazer um longo discurso. Eu quero apertar o máximo de mãos possíveis”.

“No momento em que começamos essa temporada de férias, não há nenhum lugar onde eu gostaria mais de estar do que aqui, no Afeganistão”, disse Obama, acrescentando que reconhece a dificuldade de estar longe de casa e da família.

Obama chamou separadamente cada unidade das Forças Armadas –Marinha, Exército, Forças Aéreas e Fuzileiros Navais–, recebendo aplausos e assobios da plateia militar.

“Estamos aqui para dizer obrigado a vocês por tudo o que fazem, e para suas famílias que estão longe de vocês.”

Entre os agradecimentos, Obama dedicou atenção especial ao David Petraeus, chefe das tropas dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do… Norte) que atuam no confronto contra insurgentes. “É uma pessoa que fez mudar o jeito que lutamos e vencemos as guerras no século 21”.

“Não preciso dizer que essa guerra não é fácil”, disse Obama, contando que antes passou pelo hospital, onde viu soldados feridos, disse com a voz embargada e passando a mão no olho, como se enxugasse uma lágrima.

Um dos aplausos mais intensos, no entanto, veio quando Obama lembrou que os salários de funcionários federais foi congelado, mas que militares foram excluídos dessa medida.[

VISITA

Entre os compromissos no país estavam reuniões com o presidente afegão, Hamid Karzai, e o general David Petraeus, chefe das tropas dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que atuam no confronto contra insurgentes.

O encontro com Karzai, no entanto, foi cancelado devido ao mau tempo que impede o voo de helicóptero entre a base de Bagram e a capital Cabul. Os dois líderes devem conversar pelo telefone, indica a Casa Branca.

Obama aterrissou no Afeganistão em meio a um forte esquema de segurança, com o objetivo de agradecer pessoalmente aos soldados americanos por sua dedicação na guerra, principalmente para os que passarão as festas de fim de ano lutando no conflito.

No total o presidente dos EUA deve passar três horas no Afeganistão, cerca de metade do tempo previsto inicialmente.

WIKILEAKS

A visita de Obama ocorre em meio à crise gerada após o site WikiLeaks divulgar mais de 250 mil despachos diplomáticos do Departamento de Estado dos EUA.

Ainda na terça-feira, um telegrama redigido por diplomatas americanos no Afeganistão revelado pelo WikiLeaks apontou que o presidente Karzai libertou prisioneiros considerados perigosos e perdoou traficantes de drogas porque eles tinham conexões com figuras poderosas — colocando em destaque as já antigas acusações de corrupção contra o governo afegão.

Já nesta sexta-feira, outro documento vazado tratava do principal aliado dos EUA na Guerra do Afeganistão, o Reino Unido.

De acordo com os despachos divulgados, autoridades militares americanas e afegãs, além do próprio presidente afegão Hamid Karzai, criticaram a atuação das forças britânicas na província de Helmand, acusando os soldados de “criar desordem”.

Disponibilizados pelo jornal britânico “The Guardian”, os telegramas apontam que as forças britânicas são criticadas por não terem sido capazes de garantir a segurança na província, um dos bastiões da rebelião afegã liderada pelos talebans.

Uma nota enviada em abril de 2007 indica que o comandante Dan McNeill, então à frente das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no país, havia declarado a um oficial americano que “estava particularmente consternado com a falta de esforço” dos britânicos.

“Eles criaram uma boa desordem em Helmand, sua tática era ruim”, afirmou Dan McNeill.

Da mesma maneira, um funcionário americano critica em outra nota, com data de 8 de dezembro de 2008: “Nós, os americanos, e Karzai estamos de acordo ao constatar que os britânicos não estão à altura de sua missão de garantir a segurança da província de Helmand”.

Fonte:  BOL

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