Defesa & Geopolítica

Costa Rica rechaça presença militar para combate às drogas

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A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, desmentiu categoricamente as acusações divulgadas pela imprensa local sobre a presença do exército americano em águas costarriquenhas para combater o narcotráfico.

“Fui muito clara e muito taxativa. Na Costa Rica não vamos permitir a militarização da luta antidrogas. A Costa Rica é um país sem Exército e não precisamos do Exército de outros países que venham nos dizer o que fazer neste tema”, explicou Chinchilla em entrevista à Agência Efe.

A presidente costarriquenha corroborou que seu país não assinou nenhum novo tratado bilateral com os Estados Unidos e assegurou que o único que segue vigente é o que há dez anos estabelece um convênio de cooperação com o Serviço Nacional de Guarda Costeira.

“Necessitamos muita cooperação, mas cooperação policial, que é a única que temos neste momento. Com o governo dos EUA, com países europeus e países da região”, insistiu Chinchilla, quem há três meses tomou posse como a primeira mulher na Presidência de seu país.

O convênio com Washington renovado por Chinchilla em julho suscitou polêmica na Costa Rica, já que contempla a possibilidade de entrada de militares, embora controladas, segundo o governo, pela Guarda Costeira e por autoridades policiais.

A Assembleia Legislativa renovou para o período que vai de 1º de julho a 31 de dezembro de 2010 um convênio bilateral de vigilância conjunta contra o narcotráfico em águas costarriquenhas, vigente desde 2000.

No entanto, ele ano contempla a possibilidade de que 7 mil oficiais e 46 embarcações militares americanas possam participar, o que despertou fortes críticas em um país muito sensibilizado com o tema militar, onde o Exército foi abolido em 1948.

Chinchilla assegurou que a entrada de alguma assistência militar na Costa Rica sempre foi justificada por propósitos humanitários, “por grandes inundações ou pelo abalo de algum terremoto”.

Fonte: TERRA


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