Defesa & Geopolítica

China investe 40 bilhões de dólares no setor energético do Irã

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TEERÃ – A China, que se tornou o principal sócio econômico e comercial do Irã, investiu cerca de 40 bilhões de dólares no setor petroleiro e de gás da República Islâmica, declarou neste sábado uma autoridade iraniana.

“A China participa de projetos de prospecção no valor de 29 bilhões de dólares e de projetos de transformação, sobretudo na construção de fábricas petroquímicas e de refinarias, de um valor de 10 bilhões de dólares”, declarou o vice-ministro do Petróleo, Hossein Noghrekar Shirazi, citado pela agência Mehr.

Ele acrescentou que Pequim pretende participar da construção de sete novas refinarias.

Em 2009, a China se tornou o maior sócio comercial do Irã com 21,2 bilhões de dólares em trocas comerciais contra 14,4 bilhões três anos antes, graças em parte à retirada das companhias ocidentais devido à pressão de seus governos.

As sanções internacionais contra o Irã por seu polêmico programa nuclear, decididas principalmente pelos Estados Unidos e pelos países da União Europeia (UE), permitiram à China reforçar sua presença na República Islâmica.

Pequim indicou que não aprova as sanções decididas na segunda-feira passada pela União Europeia (UE), que apontam principalmente para o setor petroleiro e de gás.

Nota do Editor


Curioso, Rússia e China investem somas pesadas no IRan, mas quando é o Brasil, nosso país está financiando ditadores sanguinários e despostas, são necessárias sanções e proibições,.

As empresas brasileiras são proibidas de tudo até vender fralda pois o poliester pode virar bomba no futuro, e ainda nos chamam de hipócritas.

E.M.Pinto

Fonte: JB via CCOMSEX

Dilemas na aplicação da Lei da Ficha Limpa

Ana Paula Siqueira, Jornal do Brasil

BRASÍLIA – O passado conta muito na vida das pessoas quando se trata de crimes. No mundo da política não deveria ser diferente. Mas, apesar da aprovação da Lei da Ficha Limpa, o Maranhão parece protagonizar o início e o fim da proposta. Pelo menos, essa foi uma das interpretações para a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado, quando os juízes decidiram não empregar a nova Lei e permitiram a candidatura do deputado Sarney Filho (PV) à reeleição.

De um lado, o juiz de direito do Maranhão, Márlon Reis, presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), um dos que se engajou na luta pela aprovação da proposta.

De outro, o juiz Magno Linhares, do TRE maranhense, autor do parecer do caso de Sarney Filho. Ambos defendem a ficha limpa como condição fundamental para quem quer se candidatar a cargos eletivos, mas veem pressupostos diferentes na aplicação da Lei, o que altera completamente o resultado final das decisões.

A grande divergência entre eles é com relação ao poder que a nova Lei tem de retroagir em casos de condenações anteriores à aprovação da proposta. Para o presidente da Abramppe, houve um erro primário na decisão do tribunal maranhense. Reis não interpreta a inelegibilidade como punição, mas como um critério para candidaturas.

Me chama a atenção que os tribunais regionais eleitorais respeitam as decisões dos tribunais superiores criticou, se referindo ao posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que interpretou a inelegibilidade como critério e não punição aos candidatos.

O juiz Magno Linhares, do TRE maranhense, vê com normalidade a repercussão do caso. E considera saudável a discussão dos pilares basilares da República. Diferentemente do TSE, o magistrado considera a inelegibilidade punição.

A Lei Complementar 135 não é um Big Bang jurídico. Não pode desconsiderar o passado. Ela tem que ser disciplinada no direito intertemporal. Estamos aplicando a partir de sua vigência explica.

Linhares fez questão de dizer que é favorável à Lei da Ficha Limpa, e que apenas impôs limites a ela.

Constituição

O jurista Ives Gandra concorda com a interpretação do juiz maranhense, e classifica a posição da Corte como louvável. Ele afirma que, à luz da Constituição, esta foi a decisão correta.

Quando essas pessoas foram condenadas, foi à luz do direito que não previa essas sanções lembra.

No entanto, ele acredita que, no fim das contas, a tendência é que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a interpretação vigente. Até mesmo porque ministros do TSE, que também são membros do STF, foram favoráveis a inelegibilidade por ações que antecedem a aprovação da Lei.

O direito é aquilo que a Suprema Corte disser define Gandra. Mesmo quando o Supremo decide incorretamente, ele dá a garantia do direito.

Encruzilhada no Oriente

É impressionante como a história da civilização tem ciclos que se repetem sem que se perceba. O escândalo alimentado por duas informações importantes a respeito da guerra ao terror no Afeganistão e no Iraque impõe uma reflexão sobre os destinos de ambos os cenários. No primeiro caso, passados quase nove anos da intervenção americana no país, uma grande conferência destinada a marcar uma mudança de rumo na gestão internacional do conflito foi ofuscada por outros dados. O site Wikileaks talvez uma das melhores contribuições à liberdade de expressão e informação da atualidade divulgou documentos secretos que expõem falhas e fraquezas na estratégia dos EUA para lidar com a Al Qaeda e a insurgência extremista islâmica. Embora ali não houvesse muita novidade, é o retrato cru de um impasse que mais incomodou diante da exposição pública. Apesar dos bilhões empregados, de toda a tecnologia, a ameaça terrorista continua latente. Osama bin Laden ainda está vivo e ativo mesmo confinado a um território relativamente pequeno é muito perigoso. O Paquistão continua sendo pouco confiável, dadas as íntimas relações entre o serviço secreto, o ISI, com os radicais muçulmanos aliados importantes na rivalidade com a Índia e o regime de Hamid Karzai. E ainda não dispõe da unidade nem do reconhecimento interno para continuar liderando um país unificado sem os soldados da Otan.

O britânico Robert Fisk, um dos mais conceituados jornalistas e especialistas na região, deixou claro em seu livro que há uma maldição em terras afegãs em relação ao Ocidente. Desde tempos imemoriais todos os exércitos que tentaram se impor pela ocupação fosse com manu militari ou não terminaram invariavelmente derrotados. Fisk fala de cadeira, já que é filho e neto de soldados britânicos que combateram no país em diferentes épocas. O impasse deixa claro que a maldição continuará a impor-se e a sua solução, a partir da retirada unilateral das tropas estrangeiras em 2014, deu aos talibãs a certeza de que vencerão mais essa. O ciclo se repetirá expondo, ainda, o fracasso das potências e da ONU em aplicar as regras de reconstrução que criaram. Da mesma forma que ocorreu no Vietnã, sem a presença econômica da máquina militar as tribos afegãs voltarão a lutar entre si.

O outro dado crucial foi a revelação de que dos US$ 9 bilhões angariados com a venda do petróleo e do gás iraquianos no mercado internacional e destinados à reconstrução cerca de US$ 8,7 bilhões estão sendo dados como perdidos pelos Estados Unidos, desviados que foram. No blood for oil, diziam os manifestantes que tentaram demover Bush, Cheney et caterva da aventura bélica contra Saddam Hussein. Foi em vão, e agora fica mais claro que a motivação messiânica da Pax Americana no Iraque não era o véu da virtude, como se apresentava.

Mas o prenúncio de um excelente negócio: os EUA tiraram franceses e russos, então parceiros de Saddam na exploração, e no lugar promoveram uma bilionária ação entre amigos.

O impasse no Afeganistão é a reprise de um conflito sem solução aparente.

Fidel Castro diz que EUA devem soltar agentes cubanos

Agência AFP

HAVANA – O ex-presidente cubano Fidel Castro rejeitou nesta sexta-feira a pressão dos Estados Unidos para que Cuba liberte um empresário acusado de espionagem na Ilha, e exigiu que Washington solte cinco agentes cubanos presos nos EUA, como fez com uma dezena de russos.

Em entrevista a TV cubana, Fidel revelou que “estão pressionando” para obter a libertação “daquele que espionava”, em referência ao empresário Alan Gross, preso em Cuba em dezembro passado.

Enquanto isto, as autoridades americanas mantêm “injustamente” na prisão cinco agentes cubanos nos Estados Unidos desde 1998, condenados por espionagem em 2001.

“O ilustre presidente dos Estados Unidos (…) poderia tê-los libertado, como fez com um montão de gente que se dizia espião russo”, estimou Castro em um encontro com jovens comunistas.

Fidel qualificou de “tortura” a manutenção de Gerardo Hernández, um dos cinco agentes cubanos, em um “buraco” (prisão) nos Estados Unidos, mesmo estando doente, porque “contraiu uma bactéria na prisão”.

Alan Gross, acusado de espionagem pelo governo em Havana, foi preso quando estava em Cuba vendendo celulares e computadores portáteis a grupos judeus, a serviço de uma empresa contratada pelo departamento de Estado.

China investe 40 bilhões de dólares no setor energético do Irã

Agência AFP

TEERÃ – A China, que se tornou o principal sócio econômico e comercial do Irã, investiu cerca de 40 bilhões de dólares no setor petroleiro e de gás da República Islâmica, declarou neste sábado uma autoridade iraniana.

“A China participa de projetos de prospecção no valor de 29 bilhões de dólares e de projetos de transformação, sobretudo na construção de fábricas petroquímicas e de refinarias, de um valor de 10 bilhões de dólares”, declarou o vice-ministro do Petróleo, Hossein Noghrekar Shirazi, citado pela agência Mehr.

Ele acrescentou que Pequim pretende participar da construção de sete novas refinarias.

Em 2009, a China se tornou o maior sócio comercial do Irã com 21,2 bilhões de dólares em trocas comerciais contra 14,4 bilhões três anos antes, graças em parte à retirada das companhias ocidentais devido à pressão de seus governos.

As sanções internacionais contra o Irã por seu polêmico programa nuclear, decididas principalmente pelos Estados Unidos e pelos países da União Europeia (UE), permitiram à China reforçar sua presença na República Islâmica.

Pequim indicou que não aprova as sanções decididas na segunda-feira passada pela União Europeia (UE), que apontam principalmente para o setor petroleiro e de gás.

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