Defesa & Geopolítica

Destreza no céu: Equipe de Salto “Falcões” será destaque em Campeonato de Formação em Queda Livre

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Sugestão: Cmdt Melk

A Equipe de Salto Livre “Falcões”, composta por militares da Força Aérea Brasileira (FAB), será um dos destaques da Copa 4 Way Espaço CTR/NSL (Clube de Trabalho Relativo/National Sky League), no Centro Nacional de Parquedismo, em Boituva, interior paulista. Os atletas vão disputar a modalidade Formação em Queda Livre (FQL). A competição ocorre entre os dias 12 e 15 de agosto, mas o grupo, constituído por 10 atletas (mais staff de apoio), já iniciou sua rotina de treinamentos visando a um bom resultado no campeonato.

Nos dias 4 e 5 de maio, os paraquedistas estiveram na Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro, na cidade de Goiânia, onde praticaram cerca de cinco horas diárias de exercícios no Simulador de Queda Livre. O Túnel de Vento, como é conhecido, constitui-se de um tubo vertical com motores do tipo turbinas. Elas movimentam hélices que impulsionam o ar, proporcionando sustentação ao corpo do atleta. O Simulador é um grande aliado, pois os atletas podem “voar” por mais tempo e corrigir os erros no exato momento da execução dos exercícios . 

“As melhores equipes do mundo treinam em simuladores como este para depois partir para o salto propriamente dito, pois o túnel reproduz com exatidão as condições de queda livre”, explica o Tenente do Exército, Eber do Amaral Rodrigues, instrutor do simulador.

A próxima etapa de treinamentos ocorre até o próximo dia 11 no Núcleo de Base Aérea de Santos, litoral de São, onde os paraquedistas farão várias baterias de saltos.

A Equipe

A Equipe “Falcões” formou-se em maio de 1976. No ano seguinte já participavam de um campeonato na cidade de Casa Branca, interior de São Paulo. O nome atual do grupo, no entanto, só foi adotado em 2005. O reconhecimento adquirido nesses quase 35 anos de atuação desperta cada vez mais o interesse dos aficcionados pelo esporte assim como da mídia. Durante os treinos no Simulador de Queda Livre, uma equipe do Programa Zona de Impacto, do canal por assinatura SPORTV, acompanhou a rotina dos “Falcões”. A reportagem vai ao ar em no final deste mês.
modalidades

Os “Falcões”, conforme explica o Coronel Aviador Elson Passos, coordenador da equipe, disputam três modalidades diferentes nos diverso torneios civis e militares. A primeira delas é a Formação em Queda Livre (FQL), na qual quatro paraquedistas saltam de uma altura de quase 4 mil metros e precisam formar, durante 35 segundos, figuras previamente selecionadas pela organização. O atleta chega a atingir uma velocidade de quase 200 km por hora. A outra é a Precisão na Aterragem em Grupo (PAG). Nela, a equipe salta a 1200 metros de altura. O objetivo é atingir, individualmente, com um dos calcanhares, um alvo no solo de dois centímetros de diâmetro. Já a terceira modalidade, denominada Estilo, o paraquedista faz um salto individual da aeronave a cerca de 2 mil metros, devendo realizar manobras de curvas e de “loopings” previamente determinadas, no menor intervalo de tempo possível.

“Esses atletas têm uma larga experiência em diversas unidades militares da FAB onde o paraquedismo é fundamental. Grande parte deles, por exemplo, são provenientes do PARASAR, um grupamento de busca e salvamento da Aeronáutica. É importante ressaltar que os saltos e treinamentos não deixam de ser um aperfeiçoamento para esses militares . Sob o enfoque operacional, por exemplo, a FQL exercita o salto agrupado de tropa, estando a equipe apta a comandar a abertura de seus paraquedas em baixa altura”, explica o Coronel Elson Passos. “No PAG, o paraquedista é forçado a demonstrar controle do equipamento e destreza em se infiltrar em áreas restritas, não podendo dispersar-se e devendo se reagrupar com velocidade e prontidão, situações enfrentadas em conflitos ou no salvamento de vidas humanas”, complementa o oficial.

Os integrantes dos “Falcões” são escolhidos por meio de uma avaliação feita pelos membros mais experientes, realizada geralmente no mês de novembro. Não existe tempo limite de permanência, mas não basta apenas um bom preparo físico para fazer parte deste seleto grupo. “É fundamental o atleta possuir comprometimento para cumprir o que foi traçado no planejamento. Além disso, é necessário a pessoa saber trabalhar em equipe. Se a sinergia entre os componentes não for boa nos treinamentos em terra, isso fatalmente se refletirá nas evoluções em queda livre”, explica o treinador do grupo na modalidade, Pedro Ushizima Júnior. “Acredito que os Falcões, por possuírem uma grande disciplina advinda da carreira militar, têm muitas chances de medalhas na competição. Eles estão bem entrosados”, explica Ushizima.

Primeiro salto
Assim como vários momentos marcantes da vida, o primeiro salto ninguém esquece. O Tenente de Infantaria Michel Marconi Hakime de Andrade Ramos, atualmente com quase mil saltos na carreira, lembra-se bem desse dia. “Foi em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Realmente achei que não ia conseguir saltar. No começo, a adrenalina é grande, mas depois de 100 saltos, a coisa se torna mais natural”, explica o militar.

Quem também se recorda da emoção da primeira experiência em queda livre é o sargento Antonio Augusto Batista dos Santos. “Era um avião modelo Cesna. Decolamos e saltei de uma altura de 5 mil pés. A imagem que me marcou foi o sinal de positivo feito pelo instrutor autorizando o salto. Foram 10 segundos de muita emoção”, afirma o sargento Antonio.

Há 10 anos na equipe e quase 1,5 mil saltos na carreira, o sargento Antonio, que ingressou como recruta na Força Aérea Brasileira em 1993, na Base Aérea dos Afonsos. O militar considera que sua passagem pelo PARASAR foi muito proveitosa onde aprende e aplica vários preceitos aprendidos no grupamento na Equipe Falcões.
“Foi uma grande escola ter pertencido a esse grupamento de busca e salvamento. Lá reforcei os conceitos de disciplina e companheirismo, que me ajudam muito como atleta”, ressalta o sargento.

Fonte: CECOMSAER

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