Defesa & Geopolítica

Uribe aceita libertar guerrilheiros sob garantia que não voltem à luta armada

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Trocas unilaterais não vão mais ocorrer, segundo senadora Piedad Córdoba

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se declarou no domingo, 29, a favor de um acordo para conseguir a liberdade dos 22 militares colombianos sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em troca de guerrilheiros presos, mas sob a condição de que os rebeldes libertados não retornem à luta armada.

As declarações de Uribe, que ratificam sua postura frente ao tema, responderam à senadora do Partido Liberal Piedad Córdoba, que anunciou que depois das entregas do soldado Josué Daniel Calvo e do suboficial Pablo Emilio Moncayo não haverá mais libertações unilaterais por parte da guerrilha.

A senadora, que recebeu na selva Calvo e na próxima terça-feira fará o mesmo com Moncayo, assegurou que para que os demais membros do Exército e da polícia sequestrados sejam libertados é necessário um acordo humanitário entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

“O governo tem facilitado libertações, tem feito resgates e não se opõe ao acordo humanitário, sempre e quando o acordo humanitário não for para devolver delinquentes às Farc”, disse o presidente durante um ato do governo no Departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela.

“Não podemos fazer um acordo humanitário para devolver delinquentes às Farc, que fortaleçam sua capacidade criminal”, acrescentou Uribe, que anteriormente propôs que os rebeldes libertados viagem a outro país.

Córdoba anunciou que entregará uma proposta de acordo humanitário a Uribe e fará o mesmo com os candidatos que consideram ocupar seu lugar nas eleições de maio para tratar de pôr fim ao drama de sequestros o mais rápido possível.

As Farc, que tiveram em seu poder mais de 60 reféns, inclusive a ex-ecandidata presidencial Ingrid Betancourt e três norte-americanos resgatados pelo Exército, buscam um acordo para entregar os sequestrados em troca da libertação de centenas de seus combatentes.

Fonte: Estadão

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