Defesa & Geopolítica

Atentado em Moscow: vítima sobrevive às duas bombas

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Texto e tradução:  Z. Gottvaldová

Plano Brasil

O metrô Moscovita foi atingido por um duplo ataque à bomba. Apesar de as explosões terem ocorrido a um intervalo de mais de 40 minutos, as autoridades locais não fechar o acesso as estações afetadas pelo ataque, Lubjanka e do Palácio da Cultura, que se encontram no mesmo traçado. Mesmo após a primeira explosão as autoridades permitiram que milhares de pessoas Seguissem viajando pelo metro.

Entre elas, a Alexandra Antonova que escapou por pouco às duas explosões.

“Estive em choque. A explosão deixou-me surda, mas no princípio não me ocorreu que fosse um ataque terrorista. Depois vi a fumaça e percebi que era uma explosão. A única coisa na qual eu pensei era conseguir sair dali o mais rápido possível” mencionou Antonova.

O metrô não foi evacuado e ela conseguiu transbordar em outro trem. Chegou até a estação Palácio da Cultura uns minutos antes do segundo ataque. “Tive sorte”, adicionou.

No metrô e sobretudo nas estações atingidas prevaleceu caos. Muitos não sabiam o que havia-se passado, alguns supunham que se desmoronou o telhado da estação. “Uns apressaram-se para cima na escada rolante, outros para baixo”, descreveu o testemunha.

“Depois da explosão em Lubjanka quase nada foi em diração ao sul aonde precisava ir. Então quando o trem chegou muitos entraram”, descreveu o estudante Dmitrij do Instituto Estadual das Relações Internacionais de Moscow.

“Entrei no primeiro carro (vagão), na estação Palácio da Cultura muitas pessoas desceram e muitas outras subiram, era uma tropelia enorme. As portas do trem começaram a fechar quando ressoou a explosão. Vi com os próprios olhos como fez estremecer as janelas. Não era claro se aconteceu no segundo carro ou na plataforma direita. As pessoas abandonavam o trem. Vi cair uma mulher  que foi pisoteada pelos outros  que fugiam. Ajudei-a a levantar”, adicionou.

As autoridades ainda não declararam porque não fecharam o metrô. Por exemplo, durante os ataques no metrô de Londres há cinco anos atrás, as autoridades bloquearam todas as linhas. O presidente Dmitrij Medvedev ordenou um inquérito minucioso dos ataques e um reforço na segurança. O Primeiro Ministro Vladimir Putin declamou, que os terroristas seriam destruídos.

A primeira crítica sobre a atuação do FSB veio da boca do vice-presidente da Comissão da Segurança da Duma, Gennadij Gudkov e também, do ex-ministro das relações internacionais Sergej Stěpašin.

Os ataques nas estações Lubjanka e Palácio da Cultura ocorreram às 7:56 e 8:38 horário local. Conforme os investigadores, os ataques foram efetuados por mulheres-bomba de uma organização radical terrorista da Chechenya, chamada, “As Viúvas Negras”. As terroristas, cujas cabeças foram encontardas pelos investigadores, detonaram as bombas nos segundos vagões dos metrôs.

O número das vítimas fatais até às 17:06h horário de Praga (Rep. Tcheca) subiu para 38 e dezenas das outras foram feridas.


Fonte:Original Novinky.cz

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