Defesa & Geopolítica

ANÁLISE-Postura de Lula sobre Irã provoca preocupação

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Por Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO  —  Reuters – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de enfrentar problemas dentro e fora do país por causa de seu intrigante apoio ao Irã, no momento em que a opinião pública mundial se volta cada vez mais contra o programa nuclear iraniano.Lula se recusa a criticar a situação dos direitos humanos no Irã e, no fim do ano passado, recebeu com abraços e sorrisos o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Em maio, ele deve fazer uma visita a Teerã para fortalecer as relações comerciais, embora cresça na Organização das Nações Unidas (ONU) o apoio a novas sanções ao país.

A paciência dos Estados Unidos com Lula foi um pouco mais testada na semana passada, quando ele desprezou os esforços da secretária de Estado Hillary Clinton durante visita a Brasília, para obter o aval brasileiro a novas sanções. Lula na ocasião recomendou “não encostar o Irã na parede.”

Essa abordagem na contracorrente surpreende muita gente que se acostumou a ver em Lula o rosto afável da ascensão econômica e diplomática do Brasil nos últimos anos. O jornal Miami Herald disse em editorial nesta semana que a política de Lula para o Irã é “perigosamente obtusa e indigna de um país que aspira a ser considerado como um igual entre os líderes do mundo.”

Tampouco Israel, onde Lula estará na semana que vem para tentar promover a paz no Oriente Médio, viu com agrado a posição brasileira, já que o Estado judeu considera a República Islâmica uma ameaça à sua própria existência.

Os Estados Unidos e seus aliados querem impor uma quarta rodada de sanções ao Irã por desconfiar que o país esteja desenvolvendo armas nucleares. Teerã insiste que seu programa nuclear é pacífico.

Em ano eleitoral, a postura do governo atrai críticas também da oposição ao governo Lula. “Há um risco político definitivo aqui para os brasileiros”, disse o vice-presidente da entidade Conselho das Américas, Eric Farnsworth, em Washington, e ex-funcionário do Departamento de Estado.

“Obviamente eles escolheram fazer outra coisa, mas a qual custo? Acho que isso irá se tornar cada vez mais uma questão na eleição presidencial.”

VISÃO DE MUNDO DIFERENTE

Analistas dizem que o Brasil, que ocupa uma vaga temporária no Conselho de Segurança da ONU, se vê como um importante freio para que não se repita o consenso apressado e baseado em evidências obscuras que propiciou a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, em 2003.

O papel do Brasil como líder do mundo em desenvolvimento no comércio e em outros fóruns e sua experiência como “rebelde nuclear” também fazem o governo relutar em ceder às pressões de uma grande potência, tornando-se solidário ao Irã, disse o acadêmico e pesquisador visitante do Conselho de Relações Exteriores, Matias Spektor, em Washington.

Na década de 1970, a ditadura militar brasileira desenvolveu uma capacidade nuclear, apesar das objeções de Washington. O Irã tem citado o Brasil para demonstrar que também pode ter capacidade de gerar energia nuclear, mas sem possuir armas atômicas, uma proibição que consta na Constituição brasileira.

“O Brasil está falando da perspectiva da sua própria história. Ele recebia uma terrível pressão (na questão) nuclear”, disse Spektor. “Um funcionário brasileiro me disse que, quando olhamos para o Irã, não vemos o Irã, mas o Brasil.”

Diplomatas do Conselho de Segurança preveem que o Brasil irá se abster ou votar contra novas sanções ao Irã, junto a Líbano e Turquia, também membros temporários, e a China, que tem poder de veto.

“Não se trata simplesmente de se curvar à opinião de um consenso que você pode simplesmente não concordar”, disse o chanceler Celso Amorim na semana passada em entrevista coletiva ao lado de Hillary.

Lula, que diz ser absolutamente contrário a qualquer manobra do Irã para obter armas nucleares, também parece esperar que a abordagem mais branda do Brasil ajude a mediar um acordo que resolva o impasse nuclear.

Isso seria uma coroação para Lula em seu último ano de mandato, mas muitos estão céticos de que ele consiga ter sucesso num campo em que outros bem mais experientes na diplomacia do Oriente Médio fracassaram.

“Os europeus tentaram esta abordagem de duas pistas com o Irã durante anos, e isso deu exatamente em nada”, disse Farnsworth.

Embora o envolvimento do Brasil com o Irã dificilmente irá abalar seriamente suas relações com os Estados Unidos, ele pode gerar fortes questionamentos a respeito da disposição brasileira em ser considerado para a tão cobiçada vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Alguns analistas veem a decisão brasileira de defender o Irã e se apresentar como um mediador alternativo no Oriente Médio como passos no sentido de ocupar um papel mais ativista e destacado nas questões mundiais.

Mas essa política pode parecer tão baseada em uma fraqueza quando em uma força. O Brasil, em geral, tem estado calado nos debates do Conselho de Segurança sobre o Irã, sem apresentar uma solução alternativa à prolongada crise.

“Não me parece que estejamos vendo uma agenda positiva e ativista. Pelo contrário, acho que o Brasil está agindo defensivamente”, disse Spektor. “Mesmo que o Brasil seja uma potência emergente, é ainda um país relativamente pequeno e fraco. Não é um grande ator nas questões de segurança; ainda está aprendendo a fazer isso.”

Fonte:   G1

26 Comments

  1. Marco Aurelio says:

    O Brasil já tem bilhões de dólares de comércio com o Irã.Não podemos levar um prejuízo desses(que pode causar desemprego aqui) por causa de propaganda dos EUA e Israel.
    Vocês já viram os EUA protestar contra as 150 armas nucleares que Israel tem??????
    Mais um artigo de propaganda do Departamento de Estado…

  2. Paulo Amaral says:

    A posição do presidente Lula é correto, está tentando evitar a guerra, está muito mais preocupado e contrário à guerra do que todos esses países que o estão criticando ou criticando o Brasil, pelo seu posicionamento em relação ao Irã. Estados Unidos estão querendo guerra, para nutrir sua industria bélica e dar emprego em seu país e ainda, mais uma vez se apoderar do petróleo de um país, exatamente como ocorreu no Iraque. O mundo inteiro já conhece essa história, além disso, o Lula está correto em sua análise da situação do Irã, “Não vamos colocar a corda em nosso próprio pescoço”!!!!!! O Lula está corretíssimo e deve ficar firme na política do Brasil e na questão do Irã. A paz no oriente médio, necessáriamente passa pelo fim da prerrogativa de Israel em atacar e ocupar países naquela parte do mundo. Deixemos os senhores da guerra, que, ironicamente, se sustentam do sangue e da guerra falando sòzinhos. São uma vergonha, o Brasil está dando uma lição ao mundo, nessa questão, de como deveria se comportar uma super-potência, com sensatez, coerência e uma boa dose de moral e ética. Fique firme Lula!!!!!
    Muito bom dia a todos do Blog!!!

  3. Paulo Amaral says:

    No texto anterior eu disse “A paz no oriente médio, necessáriamente passa pelo fim da prerrogativa de Israel em atacar e ocupar países naquela parte do mundo.” Assim,
    o fato do Iran desenvolver a sua capacidade de produzir um artefato atômico, não significa que o País iria jogar uma bomba nuclear em Israel. Isso está maldosamente sendo explorado pelos israelenses e ianques para justificarem suas respectivas objeções às atividades nucleares do Irã. Todos sabemos que ARMAS ATÔMICAS SÃO DISSUASÓRIAS e o Irã jamais faria isso(lançar uma bomba atômica sôbre Israel, sem ser diretamente atacado por Israel ou EUA), uma vez que as chances de sofrerem retaliações são enormes, tanto por parte de Israel quanto dos EUA. Além disso, numa guerra puramente convencional também, fatalmente acabariam com o Irã e, ràpidamente, muito embora a resistência, possa se manter e se prolongar por muitos anos, por um período mais longo que no Iraque!!!!

  4. Ricardo_Recife says:

    O Irã de hoje é a Alemanha de ontem, quem estava certo Winston Churchill ou Neville Chamberlain? Churchill foi chamado de belicista, mas se tivesse sido Primeiro Ministro três anos antes teria evitado a Segunda Guerra Mundial simplesmente destruindo preventivamente a máquina de guerra da Alemanha, teria sido evitado o maior massacre da história humana, 40 milhões de mortos. Qualquer um que estude um pouco de história pode imaginar o que teria sido o mundo com uma Alemanha nuclear. Agora deve-se evitar a qualquer custo um Irã nuclear. Infelizmente o anti-americanismo é muito mais forte do que a razão, por isto embota a inteligência.

  5. roberto correia matos says:

    Armas nucleares são preoupações constantes dos países que não as possuem. A verdade é que as potências nucleares usam essas armas como meios de dissuassão e pressão. Não mãos somente de judeus e americanos as ameaças são constantes. Cabe lembrar que não países AMIGOS e sim interesses comerciais.

  6. Luiz says:

    A democracia ocidental fede.

  7. Paulo Amaral says:

    Falando em história, ela nos mostra que os EUA e a URSS teriam diretamente entrado em uma guerra, se não fosse os arsenais nucleares que ambos possuiam e estivessem sujeitos a retaliações, ARMAS NUCLEARES SÃO DISSUASÓRIAS, ou ainda “Se queres a paz, prepara-te para a guerra!!!” Porisso, embota inteligência nisto..rs..rs..!!! Israel e EUA, moralmente não tem mais direito do que o Irã em ter bombas nucleares. Aliás o único país que lançou bombas nucleares contra outros países foi os EEUU!!!

  8. Luiz says:

    Ricardo_Recife

    ” Infelizmente o anti-americanismo é muito mais forte do que a razão, por isto embota a inteligência. ”

    Essa sua atirude de chamar de “anti-americanismo” uma pilitica que quer EVITAR o abuso que ocorreu no Iraque pelos EUA uma coisa NOJENTA.

    É bem tipico dos cegos acreditar em apenas um so lado.

    Lembre-se meu querido, os EUA ainda fora contra nossos planos nucleares e quer nos intimidar com mais regras para acabar com nossa capacidade de tecnologia atômica.

    E ainda mais, pode crer, vão minar mais ainda nosso programa quando o nossos submarino estiver pronto.

    Tenho pena de você. É igual ao Lecen, um completo T.

    Ser contra sanções contra o Irã não quer dizer que somos contra os EUA, meu filho.

    Passar bem.

  9. Luiz says:

    Lembre-se de quem que está amtando mais inocentes no mundo, o cocidente!
    Sobretudo EUA e Europa para Israel, estão matando palestinos inocentes em suas fronteiras, cadê a Domocracia?

    A democracia é uma coisa tal,que sem a qual, o mundo continua tal qual.
    Ou seja, democracia é uma palavra branca que pode ter vários significados.

  10. Paulo Amaral says:

    Caro Luiz,

    Mandou muito bem, basta um discordar da política dos EEUU em determinado assunto, que já é logo taxado de anti-americano…Ou ainda, uma outra atitude dessa gente: “Se não é por mim, está contra mim!!” Isso é puro e simples radicalismo, coisa de “direitopata”!!! Querem ser os donos da verdade, basta um ser prudente e sensato, para ser taxado de anti-americano, isso é patético.
    Sds.

  11. Lecen says:

    “A democracia ocidental fede.”

    Isso diz tudo sobre o caráter dos esquerdistas que aterrorizam esse blog.

    Adoram liberdade de expressão quand lhes convém e a odeiam quando convém a outros.

    Fico enojado ao ver que este blog dá abertura a pessoas que fazem apologia a ditaduras. Não é a toa que não mais comento por aqui.

  12. Lecen says:

    Meu último comentário neste blog:

    Muitos perguntam por que Israel pode ter bombas nucleares e o Irã. A resposta é mais simples que se pode imaginar, mas ao mesmo tempo complicada demais para os esquerdopatas de plantão.

    Israel tem armas nucleares, mas nunca as lançou contra nenhum país. O atual ditador iraniano, que Lula insiste em ter laços próximos, por diversas vezes deixou claro que quer riscar Israel do mapa. Isso mesmo: destruir o país. E tudo piora pois até hoje o Irão não reconhece a existência de Israel.

    Vamos lá, vou explicar como se fossem crianças de 3 anos de idade ou esquerdistas autoritários que amam ditaduras:

    Imaginem que os EUA não reconhecem a existência do Brasil e que tenham ameaçado por diversas vezes que irão destruir todo o nosso país, e o que restar de brasileiros será expulso “para além mar”.

    É óbvio que o Brasil iria ver os EUA como a maior ameaça a sua existência. Por que nem mesmo a URSS e EUA no auge da Guerra Fria ameaçaram destruir um e outro.

    Ou seja: nenhum país, por mais diferente que sejam os princípios que os nortema podem ameaçar com a destruição de outro país. Para os esquerdistas: você pode até não gostar do seu vizinho por que ele não recolhe o lixo dele. Mas você não pode se recusar a reconhecer os direitos dele como ser humano e portanto, a dignidade e a vida, e muito menos ameaçar matá-lo.

    Entenderam ou eu preciso desenhar?

    Ah, é claro que os EUA não ameaçam o Brasil e é claro que os EUA não mandam enforcar membros da oposição política. O Irã faz tudo isso e muito mais.

    Pronto, minha última participação neste blog!

  13. Phoenix says:

    Caro Ricardo_Recife,

    ”Infelizmente o anti-americanismo é muito mais forte do que a razão, por isto embota a inteligência”: voce sintetizou muitissimo bem os sintomas de uma das mais arraigadas esquerdopatias. Parabens pelos comentarios. Abcs.

  14. Luiz says:

    Sim Paulo, essa taxação é descabida mesmo.
    Eu, no caso politico, não fico nem com a direita, nem com a esquerda.
    Radicalismo ocorre em todos os lados. Mas por ironia do destino, os da direita costumam ser o mais ousados.
    O bom dos esquerdistas qui, é que suas ameaças não passam de falácias, e aqueles que acham que há chances de ocorrer uma guerra na América do Sul, podem estar torcendo mesmo para eque la ocorra.
    Radicalismo há em todos os lugares, fanatismo religioso, fanatismo político, enfim.
    Tem que haver oposição no mundo para isso.
    Veja que depois que a URSS (que faziam oposição aos EUA) acabou, os conflitos no Oriente Médio se disseminou.
    Tem que haver um freio no mundo, e esse freio vai vir com a acensão da China, Índia e Brasil, reduzindo a influência dos demais países ocidentais no mundo, e quem sabe assim, acabando um pouco com os conflitos no mundo.

  15. Eduardo Carvalho says:

    Desculpe, mas existe um grande erro em comparar o Irã de hoje com a Alemanha do século passado.
    São condições históricas muito diferentes.
    A Alemanha estava sufocada (em termos capitalistas), sem como expandir sua economia.
    Depois da 1a. GG foi sufocada mais ainda, e apertada contra a parede, sem dó nem consideração.
    A reação foi a união do nacionalismo com o anti-semitismo ( que até hoje existe espalhado por toda Europa, não apenas na Alemanha).
    O Ocidente se calou por ter interesse em jogar o poderio bélico alemão contra a URSS.
    Foi uma guerra de potências por expansão e dominação econômica, nada parecido com a situação do Irã.
    A situação do Irã é mais parecida com a da Polônia, ou da Checoslováquia, não da Alemanha.
    Até porque se o Irã tivesse, proporcionalmente, o poderio bélico que tinha a Alemanha naquela época, ninguém mexeria com ele.
    O Irã uma nação que já foi palco de ingerência em sua vida apenas por interesses em seus recursos , ou seja, pelo seu petróleo.
    Quem gosta de citar a história, que leia a do Irã, principalmente o que ocorreu com esse país nos anos 30/40/50 do século XX.
    Não tem nada a ver com guerra ou paz, liberdade ou repressão, democracia ou teocracia, nada disso.
    A questão lá é somente dominação (e saque) aos recursos de um país.
    A questão nuclear é apenas uma desculpa, se não existisse isso uma outra qualquer seria encontrada.
    O Brasil tem interesse em não aceitar essas posições restritivas aos programas nucleares por também ter um programa que sofre (e sofrerá ) muitas pressões parecidas.
    É apenas uma posição de defesa antecipada.
    Não é anti americanismo, nem esquerdismo, nada disso.
    Estamos defendendo antecipadamente nosso programa nuclear e também nossas relações políticas e econômicas com toda a região.

  16. Eduardo Carvalho says:

    Não que não seja uma posição delicada e arriscada a do Brasil, mas é correta (pelos nossos interesses, não pelos alheios).
    Mas quem não ousa e sempre abaixa a cabeça para os ‘poderosos’ do planeta nunca sairá dessa posição rastejante.
    Podemos até não sairmos bem dessa vez, mas nem por isso devemos praticar o ‘alinhamento automático’ com ninguém.
    De diplomacia da genuflexão, já basta o TNP e tratado dos mísseis, um legado (infeliz) de FHC.

  17. Phoenix says:

    Eduardo Carvalho,

    Suas infelizes tentativas “historicas” em desassociar comparacoes entre a Alemanha nazista e o Ira Fundamentalista de 2010 sao amostras de ideias totalitarias. Inferir que o nazismo e antissemitismo foram de alguma maneira justificados, usando basicamente os mesmos argumentos de Hitler contra os paises que derrotaram a Alemanha em 1918 (“coitadinha da Alemanha expansionista e imperialista, tao judiada e oprimida pelos aliados no final da I Guerra Mundial”, e dizer que o antissemitismo eh uma psico e sociopatologia, digamos, “normal e corriqueira”, na Europa) sao argumentos simplesmente intragaveis para qualquer pessoa minimamente comprometida com os valores democraticos. Suas comparacoes entre Ira com a Polonia ou a Checoslovaquia da primeira metade do seculo passado, tampouco sao validas: os dois paises europeus eram democracias, sendo que a Checoslovaquia era tambem um pais muito industrializado. O Ira Fundamentalista de 2010, apesar de ter la suas industrias, nao eh industrializado da mesma maneira que o era a Checoslovaquia e muito menos eh uma democracia.

    Desculpe, mas o Ira Fundamentalista de 2010 tem, sim, muito em comum com a Alemanha nazista da primeira metade do seculo passado. Encerro aqui meus comentarios sobre o tema.

  18. Paulo Amaral says:

    Parabéns pelo comentário, Eduardo Carvalho, falou tudo e o resto. Mas é tentador dizer que o Brasil está saindo fortalecido nessas batalhas diplomáticas, tanto pelos nossos interesses políticos e econômicos com os árabes, quanto ao nosso programa nuclear, como vc tão bem colocou.
    Um abraço

  19. Eduardo Carvalho says:

    Desculpem-me mas aprece que a capacidade de interpretação as vezes anda meio obstruída por aqui…
    Meus caros, nunca afirmei que a Alemanha foi ‘coitadinha’, apenas que o nazismo foi a associação de um anti-semitismo (que é uma sociopatia…) que AINDA existe forte na Europa (e fora dela também, aqui, nos EUA, no Oriente Médio, etc), com o nacionalismo alemão que também é forte (e isso não é sociopatia…), decorrentes de um momento histórico peculiar (pós-guerra + crise econômica + arrocho externo).
    Ou seja, foi um infeliz acontecimento histórico que não tem nada a ver com o Irã. Não são comparáveis, nem em tempo, nem em espaço.
    A Checoslováquia, assim como algumas regiões entre França e Alemanha, foram invadidos por seus recursos, e a Polônia pelo ‘corredor polonês’,
    A comparação é que ambas nações, livres e independentes, foram agredidas , invadidas e destruídas por interesses estrangeiros, não pelos seus regimes, e não ameaçavam ninguém.
    A 2a. GG foi uma reedição piorada da primeira, sendo que esta que não teve a conotação anti-semita.
    Como todas as guerras, em geral apenas motivos econômicos.
    O Ocidente tinha sim interesse em uma ação nazista contra a URSS, por isso tolerou as agressões iniciais dos nazistas (que não representam exatamente a Alemanha), além de que não podiam mesmo se contrapor ao poderio nazista.
    Acontece com o Irã algo mais parecido (ou análogo) ao que ocorreu aos agredidos pelos nazistas. Ou seja, o país está sendo agredido, não está agredindo.
    Não tem bomba nuclear lá, mas apenas porque ‘ se desconfia que o Irã pretende’, já estão cerceando (e não é de agora) e tentando enfraquecer.
    Temer algo que não existe não é justificável, é doença…
    O motivo é o petróleo, isso é que eu afirmei em essência, e creio que é bem visível, pelo menos para mim.
    A história recente do próprio Irã mostra isso.
    Fundamentalismo religioso é algo inaceitável para nós, ocidentais. Mas não o é para os islâmicos, que não são melhores nem piores por isso.
    O ‘fanatismo’ deles é uma reação às atitudes do ocidente, que nunca foi amistoso com o islamismo (desde as cruzadas), e desde o século passado praticamente ‘tomou’ à força a região em busca de petróleo, sem a menor consideração e respeito por nada, a não ser seus próprios interesses.
    Apenas e tão somente isso.
    O resto dos argumentos, é apenas uma mistura de preconceito ocidental contra o islamismo e uma leitura algo maniqueista difundida por interesses econômicos.
    Isso é apenas minha leitura das coisas, ninguém é obrigado a aceita-la, nem acho ofensivo a mim que não se a aceite.
    Como não me ofendem opiniões diferentes da minha.

  20. Leandro Mello says:

    Quero saber onde está o Hornet… =/

    E.M.Pinto qual sua opinião sobre o assunto?

    Ah aos comentaristas, parabéns pelo seus comentários, todos muito bem explicados.

  21. Paulo Amaral says:

    Salve Lecen, vc me parece tão incoerente quanto uma criaça de três anos, se és contra ditaduras porque estás ao lado de direitopatas e apoia um país que se alimenta de guerra e da desgraça alheia, pelo mundo afora ????? Que instala DITADURAS pelo mundo afora, inclusive no Brasil de 1964 e demais países latino-americanos e ainda insiste em fazê-lo. Tudo que o Irã pode fazer, com os recursos que dispõe hoje, é AMEAÇAR(Israel), mas isto é tudo, nada além disso!!!. Se tivesse uma bomba nuclear, não iria ameaçar, pode estar certo disso, ela é DISSUASÓRIA, entendeu agora?
    Volte sempre, sds.!

  22. Wi says:

    Eduardo Carvalho,

    parabéns pela lucidez e embasamento dos teus comentários.

  23. Raul says:

    Os iranianos nunca agrediram nenhum país. Foram atacados pelo Iraque na década de 80, com o apoio de todo o mundo, foram atacados pelos Estados Unidos, através de um golpe de Estado onde colocaram o Xá Reza Pahlevi.

    Israel sempre teve uma política agressiva. Criaram o seu Estado unilateralmente sem considerar a existência do povo palestino. Atacam e invadem países vizinhos sempre que se sentem ameaçados.

    Israel é a Alemanha do Oriente Médio, não o Irã.

    Sou de esquerda, mas mesmo assim discordo de muita abobrinha que alguns esquerdistas defendem, mas isso é algo inegável.

    Só não vê quem não quer.

    Se o Irã um dia possuir armas nucleares, elas nunca serão usadas. As pessoas que acham que sim, são apenas preconceituosas que pensam que os iranianos são burros de usá-las contra Israel.

  24. Brasimiliano says:

    Isso é uma faca de dois gumes…

    Se o Brasil fosse de direita, estaria alinhado aos EUA e seus cobaias! E em nada iria aparecer, os EUA iria falar pelo Brasil e pelos outros…

    Dessa forma o Brasil fala por sí próprio sem interferências estrangeiras! Só nós conseguimos aparecer para o mundo e dizer: “Yes, we can!”

    “O Sahara precisa de liberdade! Repúdio ao Marrocos!”

  25. Nascimento says:

    Meu amigo, assim não dá…. Só por que a maioria discorda de você. Se todos aqui concordassem com a sua visão de mundo continuariamos assinando as Vejas, Isto É, O Globo, Estadão, Folha de São Paulo e outras edições do gênero…. Agora se quer mudar vá estes sítios: Blog do Noblat, Diogo Mainard, Lucia Hipólito… Agora se você não está contente com este Governo mude de país.

    Lecen
    “Fico enojado ao ver que este blog dá abertura a pessoas que fazem apologia a ditaduras. Não é a toa que não mais comento por aqui.”

  26. kkk says:

    rsrsrsrsrs

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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