Reino Unido expressa preocupação com atitude dos EUA sobre Malvinas

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Londres, 10 mar (EFE).- Diplomatas britânicos expressaram sua preocupação em pelo menos três ocasiões ao Departamento de Estado americano sobre a atitude dos Estados Unidos em relação às ilhas Malvinas (Falklands), informa hoje o jornal “The Times”.

Segundo o diário, os britânicos manifestaram sua inquietação e se viram obrigados a tomar tal atitude depois que, no mês passado, um porta-voz do Departamento de Estado se referiu às ilhas como Malvinas e não como Falklands, como o Reino Unido chama o território.

O citado porta-voz tinha respondido a uma pergunta sobre o assunto utilizando a frase “Ou as Malvinas, dependendo de como você veja”, diz o “The Times”.

O mal-estar do Reino Unido com a aparente indiferença do Governo do presidente americano, Barack Obama, aumentou depois que a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, declarou apoio à presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, para que travasse um diálogo com o Reino Unido sobre as ilhas, acrescenta o jornal.

A mais recente disputa começou depois que o Governo argentino manifestou seu mal-estar com o começo da prospecção de petróleo em águas próximas às ilhas Malvinas por parte de uma empresa britânica.

Segundo o “The Times”, diplomatas britânicos em Washington afirmaram publicamente que o assunto das ilhas foi abordado em “conversas amistosas” entre a embaixada do Reino Unido e o Governo dos EUA.

No entanto, há nos bastidores uma sensação de que a Administração de Obama não levou em conta a sensibilidade do Reino Unido neste assunto, diz o jornal.
De acordo com a publicação, fontes americanas disseram que os telefonemas e as reuniões com os britânicos não foram protestos formais.

Durante sua visita à Argentina, Hillary se mostrou disposta a mediar um diálogo entre os dois países sobre a disputa pelas ilhas.

A oferta da secretária de Estado foi feita depois que a presidente argentina pedisse sua intervenção como “país amigo” das duas partes.

Em resposta à prospecção de petróleo, a Argentina – que reivindica a soberania sobre as ilhas desde 1833 – estabeleceu que qualquer embarcação que transitar entre os portos continentais e as ilhas deverá pedir autorização prévia do Governo argentino.

 

Fonte: EFE via Defesa@Net

7 Comentários

  1. “um porta-voz do Departamento de Estado se referiu às ilhas como Malvinas e não como Falklands, como o Reino Unido chama o território.”

    Bem.. Neste caso eu também ficaria com um pé atras!!!

    Vamos ver o que vai dar neste cenário novo que apareçe no horizonte.

    Valeu!!

  2. O governo dos EUA tratar as ilhas como Malvinas realmente é de se estranhar…
    Vejam que não é uma posição contrária ao Reino Unido, mas já é diferente da posição americana de antes, da época da guerra (anos 80), por exemplo.
    Já não é um apoio imediato e indiscutível a Inglaterra, embora ache que o apoio no final das contas vai pender sim para os ingleses.
    E nós vamos ter de nos posicionar também, não podemos fazer de conta que uma potência de outro continente não passou por aqui ostentando seu poderio bélico nuclear. Não se esqueçam que vem aí um sub nuclear. Não sei se porta misseis nucleares ou não.
    A ação inglesa, além de ser de defender seus interesses ( no que está certíssima), é dizer ‘olha, sou mais forte que você’ ( e o pior é que é mesmo, mas isso é culpa nossa…)
    Tipica ostentação agressiva, nada de novo…
    Veremos se o titio vai se manter neutro…duvido, mas espero.

  3. O EUA está sentindo que perdeu muita penetração e influencia na AS, então eles fazem estes jogos de palavra para fazer “uma média” com os sul americanos, más são só palavras jogadas ao vento…

  4. Repita que as ilhas se chamam MALVINAS 30 mil vezes, que ninguém mais lembra de folklads.

    [risos] é como o caso da propaganda.

    “Uma “mentira” repetida variaz vezes, se torna uma “verdade”.

    Mas abro espaço para uma observação, trocar Folklads por Malvinas por parte dos americanos, é no mínimo peculiar.

  5. A diferença entre britânicos e americanos, é que os americano sabem dar uma boa “desculpa”(ou pelo menos dão alguma), já os britânicos não, eles não sabem disfarçar o mau humor, tão pouco a euforia.

  6. Entrou (Inglaterra) no quintal (América do Sul) dos outros (EUA) sem pedir licença….. Se os EUA não puder faturar em cima…. acho que vão atrapalhar um pouco…. enquanto isso, as nossas “elites”… balançam a bunda em miami ou alguma cidade do primeiro mundo. Afinal eles não são brasileiros são cidadãos do mundo….

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