Defesa & Geopolítica

Comitiva tenta convencer Brasília a apoiar sanções a programa nuclear

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http://www.estadao.com.br/fotos/barak(3).jpgBARAK: VISITA a Brasília visa a preparar recepção a Lula em Jerusalém

Eliane Oliveira

BRASÍLIA. Às vésperas da primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel, prevista para 14 de março, o governo israelense enviou uma missão a Brasília para entender os motivos de o Brasil se manter contrário à aplicação de novas sanções contra o Irã – defendidas por vários países diante do impasse nas negociações quanto ao programa nuclear de Teerã. A comitiva é chefiada pelo vice-diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Rafael Barak.Ele discutiu o tema com o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, e membros de sua equipe numa tentativa de convencer os colegas diplomatas de que o regime do Irã tem sido um desestabilizador no Oriente Médio. Entre os argumentos usados está o de que um Irã nuclearizado pode desencadear uma corrida armamentista na região, pondo em risco o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Ele também destacou o “risco elevadíssimo” de transferência de tecnologia para grupos terroristas.

– Acreditamos nas boas intenções do governo brasileiro, que se refletem no diálogo que o Brasil tenta promover na Palestina e em outros pontos do Oriente Médio – disse Barak.

O Brasil defende o direito iraniano de manter um programa nuclear, desde que para fins pacíficos. Além disso, discorda das sanções por acreditar que, a exemplo do que houve no Iraque, afetam principalmente a população civil.

Barak garantiu que seu país respeita a posição brasileira e que a aproximação de Lula com o presidente Mahmoud Ahmadinejad “não causa mal-estar”. Sobre um possível papel na mediação do conflito israelense-palestino, ele demonstrou menos receptividade do que a mostrada no ano passado, na visita do chanceler israelense, Avigdor Lieberman ao Brasil.

– O presidente Lula é uma pessoa muito respeitada em todo o mundo. Apreciamos muito seus esforços e conhecemos sua boa vontade. No entanto, o diálogo entre israelenses e palestinos será construído por israelenses e palestinos – pontuou Barak.

Ontem, um documento obtido pela agência Associated Press revelou que o governo de Ahmadinejad concordou em enviar seu urânio pobremente enriquecido a 3,5% para o exterior, desde que a entrega seja feita em solo iraniano – numa condição que desagradou ao Ocidente.

Fonte: CCOMSEX

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