Defesa & Geopolítica

Impressões e análise sobre o PAK FA/FGFA

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[filepy.jpg]Diante de muitas questões levantadas pelos leitores do blog e por muitos outros que queriam saber  acerca do programa PAK FA resolvi escrever este artigo, de forma a  apresentar primeiro informações obtidas recentemente e depois, as minhas considerações pessoais  sobre o programa e seu impacto na geopolítica internacional.

Alerto que as considerações pessoais são minhas e representam a  minha visão sobre o tema e portanto, não representam as opiniões dos demais colaboradores do Blog ,e que tal como todas as informações aqui divulgadas são passíveis de contestação.

Informações Recentes

Segundo as informações da imprensa local (Russa),  o T-50 ou PAK FA teria um alcance estimado em cerca de 5000km. Como  esta é uma  estimativa do próprio fabricante, muitos críticos  e  até  mesmo leigos discrentes da indústria militar russa afirmam ser exagerado.

Porém, quem conhece o meio aeronáutico e sabe do que fala, já está acostumado a saber que os parâmetros previstos pelos fabricantes em sua maioria são superados pelos seus produtos.

Isto faz parte do Marketing e é uma ferramenta muito eficaz, os parâmetros são sempre considerados como o mínimo necessário e portanto são por vezes superados. E isto  nos leva a crer que muito provavelmente o PAK FA  terá as especificações nominais apresentadas pela mídia, especificações estas as quais superam seus  adversários em suas  versões atuais.

Com isto,  não ficaria impressionado com o seu gigantesco alcance de  5000 km, e a  sua carga bélica estimada em mais de 10 toneladas, estas especificações também foram lançadas pela Sukhoi em outros programas como o SU-34 e posteriormente confirmadas, o que reafirma o que disse.

Residem ainda alguns problemas a serem sanados e a propulsão do caça é um deles, o motor NPO Saturn AL-41F que equipará o T-50 é um dos mais poderosos  já projetados, ficando atrás em potência somente da turbina F-135 que equipará o caça  norte americano F-35  .

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Sistemas de Armas.
O armamento do T-50 deverá ser transportado tanto em um compartimento interno, como externamente, assim como no caça F-22 Raptor. Entretanto o PAK FA terá uma vantagem significante em relação ao seu adversário,  transportará internamente mais que o dobro das armas do F 22.

Críticos do programa F 22 alegam que a pouca capacidade de transporte interno de armas do Raptor é um fator limitante, pois para missões de longa duração ou mesmo em operações de combate saturados de inimigos, o Raptor teria que transportar sua carga”extra” externamente o que quebraria a sua “discrição” e assim o seu maior trunfo, pois aumentaria o seu fator RCS.



Embora dimensionalmente maior que o Raptor (o que nos leva a crer que o seu RCS seja maior,) o PAK FA  poderá transportar em suas baias internas cerca de 10 16 mísseis contara 6 -8 do Raptor, permitindo-lhe a performance  supercruise (sem limitações) e ainda, podendo se manter oculto por  distâncias maiores que seu adversário sem ser detectado, pois embora tenha um RCS maior, é suposto afirmar que este não teria a assinatura dos armamentos transportados externamente.

De quebra, o PAK FA carregará em suas baias um arsenal de 3 -4 mísseis de extreme large range sem precedentes no mundo todo, cujo alcance é estimado em 350-400km, 3 a 4 vezes o alcance dos BVR atuais, este míssil será primeiramente incorporado aos interceptadores MIG-31 que equipama a Força aérea Russa e posteriormente introduzidos nos PAK-FA.

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Um novo míssil de curto alcance encontra-se em desenvolvimento e recebe até então o indicativo de  Izdeliye 300 (K-MD) cujo desempenho de manobra e do seu sensor IR terá um ângulo de detecção de 80º para ambos os lados,  o míssil poderá efetuar a busca pelo alvo independente e/ou  receber atualizações de curso por meio de um sistema de datalink. Terá capacidade de engajamento para todo e qualquer alvo, estático ou em movimento, para alvos aéreos , navais ou em superfícies como carros de combate entre outros.

Com relação a capacidade de ataque a alvos de superfície, além dos armamentos disponíveis hoje é bastante provável que o PAK FA seja armado com uma nova geração de bombas guiadas pelo sistema GLONASS, KAB-500S, o sistema de posicionamento global russo, equivalente ao GPS norte americano já operacional.

Um ponto interessante é o fato de diversas fontes alegarem que o PAK FA será armado com um par de canhões de 30 mm, contrariando a tendência mundial de se só utilizar uma arma destas.

Impacto do voo do PAK FA na geopolítica internacional- uma visão Pessoal


Sobre o Programa
http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2010/01/cara.jpgPAK FA e o voo que ao meu ver  mudou a geopolítica aérea as conseqüências certamente serão muitas e que não podemos responder por agora, mas como farei neste texto tentarei mostrar as minha opiniões pessoais


O presidente Russo Wladmir Puttin afirmou nesta sexta que o PAK FA entrará em operação já a partir de 2013 o que é contestado por inúmeros especialistas que dão como mais provável a data de entrada por volta de 2016, entretanto o que é fato é que ninguém sabe qual é verdadeiramente o estágio atual do programa, há 5 protótipos em avaliação e ademais o programa está sendo desenvolvido em paralelo utilizando-se como plataforma o Su-35, o que nos leva a crer que pode sim ser verdadeiras as informações do presidente Russo, ainda mais agora que o voo do PAK silenciou a mídia mundial descrente de sua capacidade, dando prova do que vinham afirmando até então,  alguém se habilita a duvidar?

Eu arrisco a minha opinião pessoal, uma vez que como disse nada se sabe sobre o atual estágio do programa e tendo em base que o Su-35 está servindo de plataforma de testes, os sistemas desenvolvidos para o PAK-FA poderão estar prontos antes mesmo do que se espera.

Na minha opinião as coisas poderão estar acontecendo da seguinte maneira:

  • Caças 50% PAK FA propriamente ditos.

Entre 2013 -2014- incorporação das primeiras versões Block I,  cujos sistemas de Armas e eletrônica embarcada serão idênticas ao SU-35, o Radar será o mesmo modelo desenvolvido para o SU-35 e provavelmente os motores estarão prontos por volta de 2014 sendo introduzidos nos caças posteriormente através de conversões.

  • Caças 75% PAK FA propriamente ditos.

Entre 2015 -2017 incorporação das versões Block II,   cujos sistemas de Armas e eletrônica motores já serão diferenciadas incorporando inúmeros sistemas novos como o Radar e sistemas opto-eletrônicos  desenvolvidos para o PAK FA,  novas armas e melhorias aerodinâmicas bem como diminuição do RCS através da adoção de novos materiais e de mudanças estruturais

  • Caças 100% PAK FA propriamente ditos.
Entre 2018 -2020 incorporação das versões Block III ou PAK FA propriamente ditas,   O caça realmente 5G com sistemas avançados e inteiramente PAK FA.

Consequências do Voo do PAK FA


Na minha humilde opinião engana-se quem pensa que os EUA foram os mais afetados por este evento, os EUA já tem seus caças 5G e só precisariam desenvolver versões de novos sistemas secundários para atualizá-los para fazer frente o PAK FA.
Para mim é mais que latente que o voo do PAK -FA despertou mais terror na China,  Europa e Brasil do que nos EUA.
Mas vamos por partes em nossa análise:

Rússia
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Na seqüencia do voo do PAK e a validação do programa, o mundo poderá estar preparado para o anúncio de um novo projeto de um caça 5g de menores dimensões que viria a substituir os caças LO de Índia e Rússia, isto porque as capacidades técnicas estariam desenvolvidas e considerando-se  o crescimento econômico pujante de ambos os países previsto para a próxima década, as barreiras estariam quebradas.

Uma vez que o protótipo voo e que supostamente as tecnologias serão avaliadas, não estranharia o nascimento de um novo programa já em 2012 para um caça “LO” que teria seu desenvolvimento partilhado novamente com os indianos e que seria avaliado ai pelos idos de 2012 altura em que muitos parâmetros do PAK FA estariam já maduros o suficiente para se partir para um novo programa.
Eu aposto no desenvolvimento deste novo caça que entraria por volta de 2018-2020 e que seria um adversário da categoria do F 35, mas é minha opinião…
O fato é que os russos lavaram a égua por assim dizer e o mundo que fique de boca aberta pois o velho urso contrariou todas as expectativas, o caça logo logo vai estar ai…


EUA
http://www.instantbreakingnews.com/fck_uploadedfiles/F22.jpgO F22 é o único caça da categoria do PAK FA e que teria reais capacidades de enfrentá-lo e mesmo que os EUA o liberassem para seus aliados estes não teriam condições financeiras de opera-los em números suficientes para validarem o seu uso.

Com certeza a Boeing/ Lockheed Martin devem ter aberto inúmeras garrafas de Vodka para comemorar, uma vez que assim o pentágono pressionará o governo para reabrir a linha do F 22 e ou mesmo autorizar o desenvolvimento de uma versão mais avançada, uma vez que as alegações do encerramento (além do alto custo) baseavam-se no fato de não haver ameaças para o predador americano. O F35 está uma categoria abaixo do PAK FA e F 22 e por isso não seria o seu adversário elegível, de tal forma que os EUA terão que desenvolver ou novas versões do F 22 ou um caça inteiramente novo o que acho improvável.

A conseqüência, é que a notícia caiu como uma bomba para o programa JSF, que pode tanto ganhar quanto perder muito, explico.
Inegavelmente haverá uma demanda mundial pela busca do 5G e muitas nações perderão o poder de barganha que vinham tendo até agora, especialmente os europeus pois não terão uma aeronave pronta em tempo hábil, tendo assim que recorrer as compras de prateleira nos USA, o que por si só, pode engrandecer a lista de encomenda do JSF, F 35,  comenta-se até que o próprio Chile esteja interessado no F-35 para ser o seu futuro caça em substituição os F 16 e F5, por enquanto especulações.

Por outro lado o tiro pode ser no pé do F 35, vítima do fogo azul vindo do seu próprio ninho, pois no momento econômico em que cortes de cerca de 20-30% do orçamento militar afetam as forças armadas dos EUA, a retomada do programa F22 (ou sua variante), acarretaria na diminuição da encomenda do F 35, uma vez que os recursos  seriam em “tese” direcionados a este ” Super Raptor”.
Se tomada esta decisão ela certamente repercutirá na quantidade de F 35 a ser adquirido pela USAF.
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Em minha análise pessoal, o futuro do F35 poderá ser tanto promissor quanto desastroso, muitas nações correrão ávidas para a sua incorporação, porém em casa, nos EUA, vejo uma redução do número de caças na USAF, para a Marinha e fuzileiros segue a normalidade


A USAF seria a maior operadora deste avião e muito provavelmente os extrangeiros não o adquirirão em número equivalente, as exportações poderão não contrabalançar a diminuição da demanda interna, e assim o F 35 sai perdendo.

Quem a partida pode sair ganhando é Israel e Japão, as duas únicas nações da atualidade capazes de suportar os elevados custos do F22 Raptor numa eventual quebra de embargo por parte dos EUA, a primeira por ter apoio financeiro e técnico dos EUA, a segunda por ter uma economia sustentável ao programa, fora estes apenas 2 ou 3 nações européias e alguns países Árabes os quais senão a Arábia Saudita, outros 2 ou 3.

China
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A china fica assim forçada a respondera a ameaça geopolítica local e o programa  J-XX deve passar a ganhar o status de prioridades

O recado foi claro, Índia e Rússia detém a superioridade naquela área, e uma vez que os Chineses até então especialistas em clonar e produzir genéricos dos caças Russos e provocar a ira de Moscou  vendendo e trocando segredos repassados com o ocidente em busca de novos segredos militares, foi deixada de fora deste programa, os Chineses junto com os europeus  saem ai como maiores perdedores, pelo menos por hora.

O efeito do voo do PAK FA pode ser uma faca de dois gumes na China, que ficando de fora do Programa PAK FA terá que andar com suas próprias pernas e custear o desenvolvimento de seu programa.

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O programa JXX chinês será provavelmente o próximo caça de 5ª geração a voar nesta década uma vez que nem outro país terá condições de levar adiante sozinho um programa desta magnitude, até pelo  fato de que neste horizonte de tempo não seria possível desenvolver um caça partindo do zero.

Porém o efeito pode ter sido um fator catalizador para o programa que deve ganhar statuts de emergência e  ser acelerado pois a resposta terá que ser imediata. Não há dúvidas de que  a china possa um dia desenvolver sue próprio 5G entretanto sem a ajuda técnica Russa este programa poderá ser  encarecido e até mesmo atrasado por conta das necessidades tecnológicas críticas.

O meu palpite é de que os Chineses colocarão todos os seus esforços neste programa para lançá-lo em no máximo em 3 anos, período em que deve-se ver o seu protótipo em voo.

Europa

A inexistência de um caça 5G europeu não é só um fator de problemas tecnológicos, demonstra também o atual estado de dependência do continente europeu aos EUA e levando-se em conta a perda de poder de barganha dos países europeus aos EUA as coisas só se agravam.

Não havendo um programa de um caça 5G factível em menos de 10 anos os europeus terão que contar com boa vontade dos EUA e ainda que estes liberem o F22 (coisa improvável) o estado econômico atual europeu não daria chances para entrada deste caça senão em dois ou 3 países, o Reino Unido tradicional parceiro dos EUA por exemplo terá dificuldades de operar o F35 devido aos seus elevados custos o que dizer de um F22 3 a 4 vezes mais caro?… por ai fica nítido o problema.

O F 35 pode ganhar muitos clientes porém como alertei, a dependência européia se agravará, e os exemplos dos programas como o Eurofighter demonstram que os Europeus estão longe de conseguirem desenvolver um caça autóctone com este Status em tempo hábil…
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Para os Europeus resta apostar que o VANT-C derivado do programa VANT-C Neuron tenha êxito em fazer frente a ameaça dos 5G, de outra forma a presumível liberação do F 35 não seria suficiente para frear a ameaça dos 5G Russo/Indianos.

Resta uma esperança, o desenvolvimento do caça francês de “6ª geração”, um VANT-C que tem no Neuron a plataforma de desenvolvimento, porém é prematuro dizer que os VANT-C teriam capacidade de fazer já nesta década frente aos 5G alguns especialistas vislumbram isto para depois de 2025 pelo menos, não podemos esquecer que tanto os EUA quanto Rússia tem programas destes tipo em andamento…

Brasil

Sem negativismos, minha opinião pessoal é a de que perdemos uma grande oportunidade, e embarcando numa alternativa européia e excluindo-se as possibilidades do desenvolvimento de um VANT-C conjuntamente com os europeus, não vejo outra forma de chegar lá.

A desova dos 5G pelo mundo afora não tarda chegará à América do sul e o Brasil se verá equipado com vetores  e sistemas desatualizados e necessitará  se reequipar antes mesmo do fim desta década e a realidade é que, ous o 4.5G que teremos serão dotados de sistemas avançados dos quais dominaremos e serão suficientes para fazer frente aos 5G vigentes , ou estaremos numa tremenda enrascada.

Tenho certeza de que as autoridades da FAB tinham isto em consideração quando optaram pela exclusão do SU-35 e da oferta Russa para o PAK FA e portanto espero que a escolha do FX-2 leve-nos à um estágio equivalente no futuro.

Porém, em se confirmando o cenário mais nebuloso anteriormente descrito, eu proporia a inclusão no programa PAK FA o qual fora no passado oferecido ao Brasil e negamos…

O programa PAK FA teria sido a oportunidade ideal para realmente ingressarmos num programa genuinamente novo e promissor, não sou defensor do cancelamento do programa FX em curso, aliás creio que ele caminhe para a sua definição, porém, na eventualidade de sua suspensão do mesmo seja por qual razão especialmente para uma nova ronda de atualizações devido a letargia na decisão e conseqüente desatualização nos sistemas oferecidos,  passarei a ser  defensor da entrada do Brasil no programa PAK FA.

Porém, uma vez que não aprenderíamos nada em se tratando de estrutura e projeto da aeronave, deveríamos focar nos seus subsistemas, como radares, sistemas opto-eletrônicos, armas e demais sistemas, e quem sabe, lançar um programa nacional para o desenvolvimento de um motor para  o  futuro caça 6ª ou sei lá o que…


Considerações finais


Nos artigos e matérias da mídia em geral é possível encontrar pérolas dignas de nota no livro das 1001 noites de piadas do Costinha, tais como as de que o PAK FA nada mais é do que uma versão Stealth do SU-35, tais alegações mostram um total desconhecimento de quem as escreve, as impressões são nítidas e um observador atento verá que não são só as dimensões e a geometria dos caças  que diferem-se entre si, não é só estética e perfumaria, os caças são conceitualmente diferentes.
Além do mais  baseando-se  nos argumentos destes doutos senhores o F 22 Raptor nada mais seria que uma versão stealth do F 15 Eagle,  sem comentários…

Também há quem afirme que o PAK é um caça defasado pois tem pelo menos 20 anos de desenvolvimento, o que de fato não é verdade, pois o programa para o caça 5G Russo teve dois períodos de desenvolvimento um deles quando a Sukhoi avaliou o seu demonstrador de tecnologias o S-47 Berkut  que junto com o seu compatriota MIG-144 culminaram num programa mais tarde cancelado.
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O demonstrador de tecnologias o S-47 Berkut nunca foi considerado o projeto do caça de 5ª geração Russo e sim a plataforma de testes de tecnologias

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Após uma avaliação detalhada das necessidades de um programa de caças de 5ª geração o Mig 144 mostrou-se aquém das necessidades e também sendo um demonstrador de tecnologias não poderia ser considerado projeto do caça, portanto e correto dizer que o programa do caça de 5ª Geração Russo tem mais de 20 anos e não que o programa PAK FA tenha mais de 20 anos…

As autoridades aeronáuticas Russas chegaram a conclusão de que ambos os projetos estavam desatualizados da realidade que se seguiu após a guerra fria, fazendo nascer um novo programa que começou a  ser costurado as fins dos anos 90 e que ganhou impulso no final em 2008 com a entrada da Índia no programa, perfazendo assim a segunda fase do programa, porém, um programa radical e totalmente novo, como mostram as diferenças entre conceitos do SU-47, Mig 144 e atual PAK FA.

Ou seja o PAK FA é certamente o mais moderno dos programas aeronáuticos do mundo, mais até do que o seu único rival o F 22 Raptor cuja concepção remonta aos anos 80, mas que ainda sim é hoje o mais moderno caça em operação e o será pelo menos por meia década ou mais, se por acaso suas versões forem desenvolvidas para contrapor a ameaça do PAK-FA.

De mesma forma é suposto dizer que novas versões dos caças F22 ou mesmo J-XX (chinês) sejam mais modernas que o PAK-FA uma vez que serão desenvolvidos para contrapor este vetor, é no mínimo insano ou puro exercício de auto-cegueira e desconectação total da realidade pensar que uma aeronave  desenvolvida recentemente seria inferior aos seus adversários décadas mais velho, ou ainda o classificar no mesmo patamar do seu antecessor o Su-35, avião que na atualidade faz frente e ameaça de caças como Dassault Rafale,  Erufighter Typhoon e F 15 Strike Eagle, os melhores caças de suas categorias.

O PAK FA tem a mais que o SU-35, e por ser mais moderno e construído em cima das falhas dos seus adversários será sim superior a estes, até que estes tenham suas novas versões desenvolvidas…

Por último deixo aqui a minha impressão final sobre este programa, para quem esperava ver um fracasso e ou um avivão de papel existente apenas em conceitos e devaneios,  ele surpreendeu.
O mundo  apostava numa Rússia falida e desmoralizada, mas o voo do PAK foi uma resposta a altura, só não vê quem não quer, a geopolítica aérea voltou as discussões e muita gente está correndo para lá e para cá se perguntando, e agora José?
Quem apostou no fracasso do programa apostou errado, é certo que falta muito para o PAK FA/ FGFA voar com as cores da Rússia e da Índia, mas alguém se habilita a duvidar que isto irá acontecer em breve? baseado em que? os Russos e Indianos estariam por acas a mentir novamente?
O que eu acho? seja bem vindo PAK FA/ FGFA a geopolítica dos céus mudou  no dia 29 de janeiro de 2010, dia emque novos players se estabeleceram, velhos players voltaram a ativa, por outro lado, outros foram para o beléléu…

Texto
E.M.Pinto

Plano Brasil





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