Defesa & Geopolítica

Especial: Haiti atualizações e pedidos de ajuda

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Como ajudar com doações?

Os brasileiros que quiserem ajudar as vítimas do terremoto, por enquanto, só podem fazer doações em dinheiro. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, ainda não existem informações suficientes sobre a situação do Haiti de forma a permitir a doação de alimentos. Por isso, as ONGs e instituições que tomaram a iniciativa de ajudar o país só estão recebendo contribuições em dinheiro.

A ONG Viva Rio, que possui cerca de 400 funcionários em Porto Príncipe, sendo nove brasileiros, abriu ontem uma conta no Banco do Brasil para receber doações em dinheiro, que serão usado para ajudar as vítimas do terremoto. Os depósitos podem ser feitos na conta número 5113-6, da agência 1769-8.

A Cáritas, instituição ligada à Arquidiocese do Rio, também iniciou campanha arrecadação de fundos. Quem quiser participar pode fazer depósito na conta número 48500-4, da agência 0814-1, do Banco Bradesco.

Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está recebendo doações na conta de número 14526-84, da agência 1276 do HSBC.


http://www.inforel.org/fotoNoticia/Haiti%204%20026.JPG

Terremoto no Haiti – Complemento

Atualizando as informações transmitidas no dia 13 de janeiro, a propósito da tragédia ocorrida no Haiti, o Comando do Exército informa que o número de vítimas entre os militares brasileiros é o seguinte:

Foram confirmados os óbitos de 13 (treze) militares do BRABATT:

– 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;

– 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;

– 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;

– 3º Sargento RODRIGO DE SOUZA LIMA;

– Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;

– Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN

– Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI;

– Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO;

– Soldado FELIPE GONÇALVES JULIO; e

– Soldado RODRIGO AUGUSTO DA SILVA, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

– Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR e

– Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente-SP.

–       – Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.

Um militar da MINUSTAH:

– Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF.

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Brasileiro em alto posto da ONU está desaparecido

Cristina Azevedo

Entre os desaparecidos no trágico terremoto está o representante especial da ONU para a Missão de Estabilização do Haiti (Minustah), Luiz Carlos da Costa,(ao centro da foto) que, segundo o chanceler Celso Amorim, era o brasileiro que ocupava posto mais alto nas Nações Unidas em todo o mundo. Mês passado, ao saber de sua indicação para o Prêmio Faz Diferença, do GLOBO, como um dos três brasileiros que se destacaram no exterior no ano passado, ele reagiu entusiasmado. E relembrou os primeiros dias na ONU, a delicada experiência na Libéria até chegar ao trabalho no Haiti, lidando com assuntos tão diversos quanto a organização das eleições e a desmobilização dos rebeldes. Foi esse interesse que ao longo dos anos transformou o jovem mensageiro Luiz Carlos da Costa num brilhante funcionário da ONU.

Por telefone, Luiz Carlos lembrou bem-humorado os dias em que entregava documentos nos escritórios do edifício da ONU, em Nova York, e como o que era um trabalho temporário deu origem a uma carreira. E entre os principais momentos dela está a missão na Libéria, que comandava interinamente quando a Nigéria decidiu extraditar o ex-presidente liberiano Charles Taylor, acusado de crimes contra a Humanidade, e que deveria ser enviado a um tribunal especial da ONU em Sierra Leoa.

A habilidade política demonstrada na operação o credenciou para um país em convulsão: o Haiti, onde se tornou o representante especial adjunto da ONU na Missão de Estabilização. A experiência na África foi fundamental para ajudar na coordenação das operações envolvendo militares e civis, contou ele ao GLOBO em dezembro.

Além disso, encontram-se desaparecidos 04 (quatro) militares que estavam no Quartel da MINUSTAH (Hotel CRISTOPHER);

– Cel JOÃO ELISEU SOUZA ZANIN, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;

– Ten Cel MARCUS VINICIUS MACEDO CYSNEIROS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;

– Maj FRANCISCO ADOLFO VIANNA MARTINS FILHO, do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília-DF; e

– Maj MÁRCIO GUIMARÃES MARTINS, do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro-RJ.

Há 12 (doze) feridos que serão repatriados para o Brasil e 02 (dois) outros militares foram evacuados para a República Dominicana.

Lula e Obama articulam ajuda ao país via ONU

Presidentes conversam por telefone e decidem convocar reunião para arrecadar recursos. Jobim viaja para o Haiti

Chico de Gois, Catarina Alencastro, Luiza Damé e Demétrio Weber

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou ontem, por telefone, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sugeriu que os dois, junto com a ONU, convoquem uma reunião dos países doadores para arrecadar recursos necessários à reconstrução do Haiti. Segundo Lula, Obama concordou com a proposta e deverá se reunir hoje com o ex-presidente Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, a fim de tratar do assunto.

– Nós concordamos que precisamos trabalhar de forma conjunta para que a gente possa agilizar todo o trabalho que for possível fazermos para minimizar o sofrimento do povo do Haiti. Todos temos que priorizar, neste momento, a ajuda ao Haiti – disse Lula.

Na sequência, segundo Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deverá conversar com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, para acertar a atuação dos dois países.

Imagesn do momento em que o terremoto se abateu sobre o Haiti

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http://2.bp.blogspot.com/_BBsGuUa7Ydc/SiXA2odcaTI/AAAAAAAAAM4/CQapSVTORaY/s400/luto.jpgLula decreta luto oficial de três dias

O governo brasileiro vai enviar 28 toneladas de alimentos e mantimentos para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Ontem, o primeiro avião deveria decolar do Rio com 13 toneladas. Além disso, de acordo com Amorim, o Brasil irá colaborar com US$15 milhões.

A ideia é somar esforços e mobilizar a comunidade internacional. Em discurso no Itamaraty, na solenidade de assinatura dos compromissos para a Copa de 2014, Lula pediu aos governadores que também se mobilizem. Ele afirmou que o governador do Rio, Sérgio Cabral, ofereceu um hospital de campanha.

– Hoje poderia ser uma dia de muita alegria, mas é um dia de tristeza. Tivemos um começo de ano um pouco triste com os deslizamentos em Angra dos Reis, com mortes no Rio, em São Paulo e outras cidades por causa das chuvas. E ontem fomos pegos por outra notícia que nos deixa inconformados – disse Lula, referindo-se ao terremoto no Haiti. – O Haiti é o país mais pobre (das Américas). Tem uma série de problemas não resolvidos. E aquele povo não merecia mais essa desgraça.

Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mortos e decretou luto oficial de três dias.

Além do avião que transportou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a Força Aérea Brasileira (FAB) destinou oito aeronaves para enviar ajuda humanitária às vítimas. Além disso, serão enviados material de saúde e barracas para abrigar quem perdeu suas casas. O Ministério do Desenvolvimento Social acredita que o país tem condições de enviar 600 toneladas de leite em pó.

O Ministério da Defesa divulgou que a FAB está preparada para fazer uma ponte aérea Brasil-Haiti. Jobim disse que a principal dificuldade da ajuda humanitária a ser prestada era a distribuição interna dos mantimentos, já que a cidade estava coberta por escombros e a locomoção só estava sendo possível a pé.

Amorim, que permaneceu no Itamaraty até a madrugada de ontem, reuniu-se com Lula pela manhã. Ele admitiu que as dificuldades de comunicação com o Haiti impediam um relato mais apurado da situação.

A reunião com Lula contou com a presença dos ministros Jorge Félix (Segurança Institucional), Nelson Jobim (Defesa), Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social), e do secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, João Reis Santana Filho.

Depois da reunião, Jobim, os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peres, e da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, o secretário-executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, e um representante do Ministério da Saúde embarcaram rumo a Boa Vista (RR) e, de lá, seguiriam para o Haiti. O embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kippman, que passava férias no Brasil, acompanhou o grupo.

Amorim disse que o Itamaraty decidiu reforçar a embaixada na República Dominicana, que faz fronteira por terra com o Haiti, enviando mais funcionários, uma vez que a sede brasileira na capital haitiana sofreu rachaduras e precisou ser esvaziada.

‘Rezem pelo Haiti e por todos aqui’

O prédio da embaixada (brasileira) está interditado, com grande risco de desabar. Era em pleno horário de serviço e quase todos estávamos dentro quando tudo começou a ruir. Todos sobrevivemos, mas a situação do país é uma catástrofe indescritível. As fotos falam por si. Há destroços e cadáveres pelas ruas. Estamos com graves dificuldades de comunicação. Estamos de plantão no Centro Cultural em Petionville tentando contato com os brasileiros civis residentes do Haiti. Rezem pelo Haiti e por todos aqui. É só o que posso informar por enquanto.

RAFAEL BELEBONI, funcionário da Embaixada do Brasil em Porto Príncipe

http://images.usatoday.com/news/_photos/2007/02/28/haiti-large.jpg

Ordem e segurança preocupam Amorim

Denise Chrispim Marin

BRASÍLIA

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, assinalou ontem sua preocupação com a ordem e a segurança no Haiti e fez um apelo indireto para que a comunidade internacional reforce seu apoio ao governo e às instituições do país. Em entrevista à imprensa, Amorim ressaltou ainda que a presença da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah), cujas tropas são comandadas pelo Brasil, tornou-se crucial neste momento.

“Não creio que o Haiti vá voltar à situação anterior”, afirmou, referindo-se ao caos político e institucional vivido no início dos anos 90. “Claro que essa tragédia tem de ser vista com preocupação e requer uma atenção especial sobre a ordem e a segurança. Até porque prisões foram destruídas.”

O chanceler lamentou a tragédia e as incertezas que gerou sobre os esforços para a consolidação das instituições do país. Segundo ele, o apoio internacional ao governo de René Préval e aos projetos de reconstrução se faz agora mais necessário. Ele disse que a iniciativa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de embarcar ontem para Porto Príncipe envolveu o interesse de Brasília de reorganizar a força brasileira e contribuir para a preservação da ordem.

Welcome to USAID Haiti Website

Link para o site http://www.usaid.gov/ht/

Obama envia militares e ajuda ao Haiti

SÉRGIO DÁVILA

DE WASHINGTON

Com uma agilidade que faltou no episódio da tentativa de ataque terrorista do Natal, o governo Barack Obama montou uma força-tarefa em poucas horas para lidar com a situação no Haiti e o próprio presidente veio a público, na manhã de ontem, para anunciar as medidas.

“Instruí meu governo a responder com um esforço rápido, coordenado e agressivo para salvar vidas”, disse o presidente, tendo ao lado o vice, Joe Biden, na manhã de ontem, em Washington. Obama disse que uma das prioridades era localizar os americanos que vivem no país -entre 40 mil e 45 mil, segundo o Departamento de Estado.

O esforço inclui o envio de ajuda humanitária, liderada pela Usaid, a agência de auxílio internacional dos EUA, mas também de times de militares, para restabelecimento de comunicações e infraestrutura e, se preciso, para garantir a segurança.

De acordo com a Usaid, foram deslocados times de resgate de três pontos dos EUA, compostos por 72 pessoas, seis equipes de cães farejadores e de resgate e 48 toneladas de equipamento. Segundo o Comando Sul do Pentágono, aviões da Marinha fizeram voos de reconhecimento de dano pela manhã e um time de 30 soldados saiu de Miami para ajudar no restabelecimento dos voos no Haiti.

Além disso, um porta-aviões, destróieres, helicópteros e pequenas embarcações já foram desviados para o Haiti. Em entrevista em Washington, o chefe do Comando Sul, general Douglas Fraser, disse que uma unidade expedicionária de fuzileiros navais composta de 2,2 mil homens deve chegar a Porto Príncipe em até quatro dias, e outra de 3,5 mil está de prontidão.

http://www.fab.mil.br/portal/cabine/acontecefab/arquivos/image/250708_hcamp_aerea.jpg

Jobim promete hospitais de campanha

Ministro da Defesa viaja ao Haiti e ouve dramático relato sobre terremoto de comandantes militares brasileiros no país

Dezenas de haitianos rumam a base brasileira em Porto Príncipe em busca de ajuda, mas só casos mais graves podem ser atendidos

FABIANO MAISONNAVE

ENVIADO ESPECIAL A PORTO PRÍNCIPE (HAITI)

Os comandantes militares brasileiros no Haiti fizeram um drámatico relato ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se comprometeu incialmente a instalar hospitais de campanha militares. Jobim chegou ontem às 17h50 locais ao país, acompanhado do alto comando do Exército e da Aeronautica.

“As prioridades são médico, água e material de engenharia”, afirmou o comandante militar da Minustah (missão de paz da ONU), o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, em reunião na principal base brasileira no país. “Temos duas grandes frentes, a segurança, para evitar saques e invasões, e a ajuda humanitária, a parte logística.” Segundo ele, foi o pior desastre no país em 200 anos.

http://f.i.bol.com.br/imagensdodia/fotos/20081201_f_013.jpg

O general estava em Miami (EUA) anteontem e foi trazido ao país com a ajuda do Comando Sul americano. O hotel onde morava, o Montana, o mais luxuoso do país, foi um dos prédios mais atingidos -ainda estão desaparecidos nos escombros seu assistente, seu ajudante de ordens e a secretária.

Na base, estão os corpos de 14 militares brasileiros e de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Igreja Católica.

O local sofreu danos principalmente nas estruturas de alvenaria, danificando o melhor alojamento. Também foram afetados um galpão usado para recreação, a academia de ginástica e caixas d’água.

Floriano Peixoto afirma que uma das principais dificuldades tem sido o acesso aos locais de desmoronamento, já que quase todas as ruas estavam obstruídas pelos destroços.

Jobim e a comitiva foram direto do aeroporto até a base Charles, onde está a maior parte do contingente brasileiro. A reportagem da Folha, que havia chegado cerca de meia hora antes por meio de um voo fretado desde a República Dominicana, acompanhou o trajeto.

Destruição

Pelo caminho, apesar da escuridão, era possível ver a destruição dos prédios, principalmente os que tinham mais de um piso. Também havia alguns corpos cobertos no caminho.

No aeroporto, os voos comerciais deram lugar a aviões de ajuda humanitária de Estados Unidos, França, Canadá e Islândia. Algumas famílias haitianas embarcavam tanto em aeronaves de ajuda com pequenas avionetas, aparentemente fretadas.

Na entrada da base brasileira, dezenas de haitianos feridos se concentravam na entrada na esperança de ter ajuda, mas apenas os casos mais graves foram atendidos -há cerca de 70 feridos com gravidade.

A falta de capacidade hospitalar foi várias vezes apontada como o principal problema neste momento. Os três principais hospitais da cidade desabaram, soterrando médicos, enfermeiros e pacientes.

A Minustah conta com um hospital militar argentino perto do aeroporto, que já está sobrecarregado apenas com o atendimento do pessoal da ONU -a segurança da entrada chegou a ser reforçada por causa das ameaças de invasão.

Os militares brasileiros também estão preocupados com a própria segurança, já que a população sente cada vez mais a necessidade de água e atendimento médico.

“Vamos recolher os feridos e levar para onde? Para o hospital que já está lotado?”, afirmou o coronel Bernardes, comandante do contingente brasileiro, que falou depois do general Floriano Peixoto.

Fonte: CCOMSEX

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