Defesa & Geopolítica

Rússia parceira na defesa Anti-aérea????

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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, propôs nesta sexta-feira, 18, “explorar” possibilidades para conectar os sistemas antimísseis dos EUA, da Aliança e da Rússia.

Falando sobre sua visão para uma arquitetura global de defesa harmonizada, os comentários do ex-primeiro-ministro da Dinamarca foram feitos um dia depois da decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de cancelar o escudo antimísseis planejado pelo administração George W. Bush para o Leste Europeu, reformulando o projeto.

 “A Otan quer a Rússia como um participante de fato da segurança europeia e internacional”, afirmou Rasmussen, na sede da aliança em Bruxelas. “Nós precisamos da Rússia como um parceiro na resolução das grandes questões de nosso tempo.” Os EUA, a Otan e a Rússia deveriam considerar a integração dos sistemas de defesa antimíssil, defendeu Rasmussen.

 Na Rússia o primeiro-ministro Vladimir Putin elogiou como “correta e brava” a decisão de Washington de engavetar os planos de Bush. O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, descartou qualquer acordo “precipitado” com os Estados Unidos sobre o uso de mísseis. “Se nossos parceiros ouvem algumas de nossas preocupações, nós também estaremos atentos às deles”, notou Medvedev, em entrevista à imprensa suíça, antes de uma visita ao país europeu na semana que vem.

“Isso não significa compromissos nem acordos primitivos”, acrescentou ele, quando questionado se Moscou fez alguma concessão para obter o recuo dos EUA.

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Gates confirma mudanças no programa de escudos anti-mísseis.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que os escudos anti-mísseis que seriam instalados na Polônia e República Tcheca, como medida preventiva contra possíveis ataques iranianos, serão agora colocados em navios.

O presidente do país, Barack Obama, já tinha anunciado o cancelamento do plano estadunidense de fixar os sistemas em território europeu. Segundo Gates, que participou do desenvolvimento da primeira versão do programa, durante o governo de George W. Bush, o novo plano utiliza tecnologia mais moderna e oferece mais proteção à Europa.

A ideia dos Estados Unidos é investir em tecnologia mais moderna, instalando bases marítimas ao invés de exclusivamente terrestres. A nova configuração dos escudos será baseada em sistemas de interceptação móveis, para que sejam posicionados onde haja a necessidade de defesa.

James Cartwright, vice-presidente da Joint Chiefs of Staff, comissão que reúne os mais graduados das Forças Armadas Estadunidenses, afirmou que o Pentágono pretende manter três navios no Mar Mediterrâneo e no Mar do Norte para proteger o que classifica como áreas de interesse. Caso haja necessidade, mais navios poderão ser deslocados.

Gates disse que os navios a serem utilizados em médio prazo serão equipados com mísseis SM-3 que, segundo ele, dariam flexibilidade para mover o sistema de defesa anti-mísseis dos Estados Unidos para qualquer lugar. O secretário explicou ainda que, até 2015, o plano de defesa entrará em uma segunda fase, com a adoção de uma nova versão do SM-3, conhecida como Block IB, em bases terrestres.

 

Fonte: Estado de São Paulo

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