Defesa & Geopolítica

Marinha Russa e Brasileira, necessidades complementares, opções de negócios?

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A revista Janes Information Weekly, na sua última edição citou às declarações do almirante Russo Vitsotsky a cerca do sucateamento em massa da frota Naval Russa e afirmando que  esta estaria elaborando um plano emergencial que  entre outros  pontos prevê  a possibilidade de os russos colaborarem com alguns países da Europa no sentido de tentar recuperar do atraso aparentemente irreversível que condiciona tecnológica e numericamente a força.

Segundo analistas militares russos, o plano destina-se a tentar recuperar a marinha da Rússia sem comprometer a economia do país.  A situação da marinha foi descrita como desesperada apontando a aquisição econstrução de navios em  países estrangeiros como forma de contrapor a incapacidade de produção destes em solo Russo devido a  necessidade de substituir praticamente a sua frota inteira.

A capacidade de construção naval dos estaleiros russos  foi posta em causa por várias vezes, entretanto, recentemente na ocasião  da  visita oficial   aos estaleiros Sevmash o presidente da federação Russa, Dimitry Medvedev fez duras criticas  à administração dos estaleiros, por causa dos atrasos constantes na entrega do Navio Aeródromo  Vikramaditya (para a marinha da Índia).

Um dos problemas de Vitsotsky, é o fato de a capacidade produtiva da industria naval Russa ser inferior ao ritmo de  entrega esperado para os navios necessários. Entretanto estas dificuldades seriam facilmente superadas se eventualmente a Rússia entrasse em parcerias com estaleiros estrangeiros.

Surge aqui oportunidades para inúmeros países até mesmo para o Brasil onde vê-se a possibilidade complementaridade na concepção e construção de navios, neste âmbito, um setor onde aquele pais perdeu considerável know-how foi  da construção de Navios Aeródromos,uam vez que os principais estaleiros soviéticos estavam situados na Ucrânia.

A Rússia considera a possibilidade associar-se aempresa francesa DCN-S, construtora do NAe nuclear da classe Charles De Gaulle, e da classe CVF (Franco-Britânica) de forma a conseguir pular etapas (leia a nossa opinião sobre uma eventual parceria Russo-Brasileira na concepçãoe  econstrução de NAes para ambas as Marinhas, clicando aqui).

Os russos estariam interessados ainda na aquisição de navios de assalto anfíbio como os BPC francêses da classe MISTRAL o que mais uma vez se configura numa necessidade idêntica à da Marinha do Brasil, vale ressaltar que a França exibiu durante a última exposição naval que decorreu em S.Petersburgo um dos seus BPC o que certamente soou como alerta as autoridades russas gerando nestes o interesse por navios desta categoria.

Os russos também estão interessados em submarinos, mas neste caso, segundo fontes russas a preferência vai claramente para a industria alemã, que produz os modelos U-212 adequados às águas do Báltico e U-214 mais adequados às águas mais profundas .

Como se vê uma aceleração nos programas navais brasileiros tais como o reestabelecimento dos estaleiros navais Brasileiros ou até mesmo parcerias combinadas entre Russos e Brasileiros para a aquisição e construção de navios tais como os BPC e NAe (independentemente do fornecedor) traria a ambos os países enormes vantagens e redução de custos.

A cooperação na aquisição de meios comuns em grande quantidade forçaria os fornecedores a se degladiarem oferecendo as melhores opções para ambos os países, só para se ter uma idéia no caso dos Nae em que a Rússia almeja possuir uma frota de 6 navios, somando -se a estes as necessidade da Marinha do Brasil de pelo menos 1  navio daria ao vencedor da concorrência um negócio da ordem de pelo menos US$21 bi, fora os demais navios e sistemas necessários.

Os estaleiros brasileiros poderiam recuperar as capacidades perdidas ao longo de anos de descaso recuperando sua competitividade e adiquirindo tecnologias, sem contar o fatod e que a produção no brasil seria mais atraente uma vez que a mão d eobra européia é mais cara.

Para tanto seria necessário investir já o montante prometido para os programas de reaparelhamento de forma a forçar no mercado mundial por meio de uma parceria internacional Brasil-Rússia, uma concorrência em grande bloco, utilizando os estaleiros brasileiros capacitados e osciosos a cumprirem a demanda de montarem os navios tanto para o Brasil como para a Rússia, não é de se pensar?????

Plano Brasil

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