Temer vai reestruturar área de inteligência e recriar GSI

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ELIANE CANTANHÊDE

O vice-presidente Michel Temer decidiu reestruturar todo o setor de inteligência do governo e vai recriar o antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), extinto pela presidente Dilma Rousseff. O futuro titular da pasta será o general-de-Exército Sérgio Etchegoyen, atual chefe do Estado Maior do Exército, a quem ficará vinculada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Assim como o virtual futuro ministro da Defesa, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Etchegoyen foi indicado para o cargo pelo ex-ministro da pasta Nelson Jobim e pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que vem mantendo contatos sistemáticos com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha e se tornou o principal interlocutor das Forças Armadas com Temer e sua equipe.

Jobim e Jungmann têm boas e antigas relações tanto com o comandante Villas Boas quanto com o general Etchegoyen, que trabalhou no gabinete da Defesa na gestão de Jobim, durante o governo Lula, como assessor especial do ministro e chefe do Núcleo de Implantação da Estratégia Nacional de Defesa. Além disso, Villas Boas e Etchegoyen são amigos de infância. Ambos são filhos de militares e nasceram na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A intenção de Temer, depois de inúmeras consultas na área civil e na área militar, é reestruturar o setor de inteligência sob a coordenaçãoda nova GSI, que poderá mudar de nome ao ser recriada. A primeira providência será incluir a Abin no cronograma do gabinete e sob o comando de Etchegoyen, para uma reformulação de tarefas e de práticas.

A GSI, então chefiada pelo general José Elito, foi extinta por Dilma em outubro do ano passado, no contexto de enxugamento da máquina administrativa. Com sua extinção, a Abin, que é o braço operacional da inteligência do governo, ficou vinculada à Secretaria de Governo da Presidência da República, cujo ministro-chefe é o petista e ex-sindicalista Ricardo Berzoini. Uma das queixas das Forças Armadas é com a atuação política da Abin, que tem mais de uma associação de funcionários. “É um sindicato de espiões”, ironiza um dos articuladores de Temer para as Forças Armadas.

Na avaliação da área militar, Dilma desestruturou totalmente o sistema de inteligência, que é função de Estado, não de governo, e é considerada particularmente fundamental agora, diante das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O consolo dos militares é que se trata de um evento internacional e não do Brasil, que apenas a sedia. Por isso, o serviço de inteligência e segurança será assumido por diferentes países, que instalarão escritórios específicos para isso durante os jogos.

Os militares lembram que o Brasil pós-redemocratização não tem histórico de atentados, muito menos de atentados internacionais. Entretanto, esse não é o caso das Olimpíadas, que mais de uma vez, e em mais de um país, enfrentaram terroristas. Com a desenvoltura do Estado Islâmico e a cooptação de jovens via internet, dizem eles, todo o cuidado é pouco.

Há, porém, uma preocupação tanto de civis quanto de militares: a de deixar claro que o novo sistema de inteligência não servirá para bisbilhotar a vida das pessoas nem para perseguir e constranger adversários políticos do futuro e dos próximos governos. Como função de Estado, estará focado na segurança nacional, como ocorre em todos os países democráticos do mundo, detectando preventivamente movimentos ou ameaças a autoridades, a prédios públicos e ao próprio país.

A escolha de um general do Exército tem um motivo: é a Força Armada que cuida da segurança do território nacional, enquanto a Marinha é responsável pela área marítima e a Aeronáutica pelo espaço aéreo. Não está descartada a nomeação de um civil para a Abin.

Fonte: Estadão

8 Comentários

  1. “Na avaliação da área militar, Dilma desestruturou totalmente o sistema de inteligência, que é função de Estado, não de governo”; falar mais o que? um projeto de poder que acaba com o sistema de inteligência do país só pode ser ENTREGUISTA; não há outra palavra para tanto; mas os patriotas estão comendo pelas beiradas e limpando a sujeirada imposta a nós por anos de artifícios educacionais ideológicos que, com a ajuda da mídia que muitos chamam de golpista, permitiu que chegassemos a esse ponto de devastação institucional; eles criaram o monstro e agora estão com dificuldade para destruí-lo.

  2. Ele não vai reestruturar nada!Ele não é presidente, eu votei nele!Ninguém votou nele!Mesmo se for afastada esse mês, a presidenta do Brasil, continuará sendo Dilma pelos próximos 180 dias…tempo que a presidenta, se dedicará a provar sua inocência…a única coisa que Temer vai fazer, é ser um presidente tampão e provisório, que ninguém votou!!!

    • A dentuça nunca mas retornara,você esta naquela fase de negação de um fato consumado, o próximo e ultimo passo é a aceitação se conformando com o fato e quanto mais rápido você passar para ele menos sofrera.

      • Tem razão, caro barbaro; rsrsrsrsrsrsrssrrsrsssss; Freud explica o colapso dessa gente; AVANTE TEMER; DIAS MELHORES VIRÃO; hoje só a bancarrota; amanhã, se a esquerda não atrapalhar, sairemos desse lamaçal com dignidade; o que não te mata te fortalece; se não fomos totalmente destruídos em 13 anos, não serão 13 meses que o farão; o povo brasileio sairá mais sábio dessa experiência de holocausto etico/político/social/ intelectual que os infames nos colocaram por mais de uma década.

  3. Como o Itamaraty, a ABIN tem que ser refundada. Os governos PeTralhas DESTRUÍRAM a Agência, deturparam seus propósitos, corromperam suas finalidades, aparelharam seus quadros e transformaram-na em mero cabide pros apaniguados, ainda por cima colocando-a sob a chefia de um paisano vinculado ao ParTido.

    Nossa, vai dar trabalho limpar toda essa sujeirada esquerdista… Boa sorte ao Temer, porque vai precisar…

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