Defesa & Geopolítica

TECNOLOGIA: Marinha examina revitalizar sonar ativo das fragatas classe Niterói com o Projeto SONAT, do IPqM

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Concepção artística do funcionamento de um sonar ativo

Por Roberto Lopes*

 

 

A Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha está avaliando recomendar à cúpula do Setor de Material da Força, o aproveitamento do Projeto Sonar Nacional Ativo (SONAT), em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), na revitalização dos sonares ativos das Fragatas Classe Niterói.

O Comando da Marinha decidiu modernizar três desses navios, mas, no campo dos sensores, os itens a serem atualizados ainda serão objeto de definição pela Alta Administração Naval (Comandante da Marinha mais Almirantado).

Passadiço de uma fragata classe Niterói

O sonar ativo possui transmissores acústicos e emitem sinais que, ao serem refletidos por obstáculos submarinos, retornam na forma de “ecos”, processados pelo sistema, gerando informações como distância e marcação (direcionamento angular) do contato.

O IPqM também desenvolve, em seu Tanque Hidroacústico, especialmente projetado para a condução de ensaios acústicos submarinos, os elementos sensores dos sonares, tanto ativos (os transdutores) como passivos (os hidrofones), a partir de cerâmicas piezoelétricas; além de equipagem completa para a realização de testes, calibração e determinação de diagramas de irradiação de vasta gama de instrumentos acústicos submarinos.

Algoritmo – No Instituto, o Projeto Sonar Passivo Nacional (SONAP), que interessa diretamente ao Comando da Força de Submarinos da Esquadra, já dominou o ciclo do sinal acústico, desde os hidrofones (elementos sensores dos sonares) até a interface dos operadores sonar.

Atualmente, o SONAP (cujo protótipo é visto acima) mantém linhas de desenvolvimento de hardware robustecidas e especialmente projetadas para aumentar o desempenho dos sistemas; e ainda um esforço contínuo na averiguação algoritmos de processamento de sinais, especialmente os dedicados à classificação de alvos e acompanhamento.

Recentemente os pesquisadores do IPqM alcançaram um novo algoritmo de determinação de distâncias por métodos passivos.

Essa equação já foi testada no Treinador de Ataque do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), subordinado à Força de Submarinos (ForSub).

Em outubro de 2016, a Marinha instalou na Base Almirante Castro e Silva (BACS), na Ilha de Mocanguê (RJ), um sistema sonar passivo completo, nacional, que vem sendo operado de forma contínua pelo pessoal do Comando da ForSub, com o acompanhamento da equipe de desenvolvimento, para avaliações e implementação de melhorias contínuas. Esse ano, o gabinete eletrônico do sonar deverá ser completamente atualizado.

Base Almirante Castro e Silva

O sonar passivo funciona como os nossos ouvidos e só processa os sinais que chegam até os hidrofones, normalmente dispostos no casco, em diversos arranjos espaciais. Por serem mais discretos, os sistemas passivos são amplamente utilizados em submarinos.

Já os ativos, são mais comuns nos navios, devido ao forte ruído acústico produzido por seus propulsores e maquinário em geral, que mascaram os sinais distantes e de baixa intensidade, usualmente analisados pelos sistemas passivos.

 

*Com informações do Centro de Comunicação Social da Marinha.

35 Comments

  1. E as outra tres fragatas classe Niteroi que não serão modernizadas servirão para patrulha???

  2. Pingback: TECNOLOGIA: Marinha examina revitalizar sonar ativo das fragatas classe Niterói com o Projeto SONAT, do IPqM | DFNS.net em Português

  3. César Pereira says:

    Esse projeto SONAT é estratégico,devemos sim aproveita-lo nas fragatas, sem pensar duas vezes!

  4. Rodrigo Bueno says:

    O ideal seria revitalizar 4 fragatas. Transferir a Niterói para patrulha em Natal e usar a Defensora direto até o fim do Modfrag2 ou chegada das CV Tamandaré.

  5. Furia Nordestina says:

    Todo os esforços no desenvolvimento de novas tecnologias e bem Vindo parabéns a MB o Brasil so vai pra frente se desenvolvermos nossa própria tecnologia e não comprando de prateleiras ou pior comprando refugos usados de terceiros países muito mau intescionados como os EUA que so querem nos repassar Tranqueiras velhas e obsoletas.

  6. Seria prudente fazer um sacrifício maior e repotencializar as seis Niteróis. Três é muito pouco.

  7. O ideal seria comprar pelo menos uma fragata por ano, não oneraria em nada e teriamos 5 em cinco anos.
    Sendo perfeitamente possível.
    O problema é a MB é marinha de água salgada, doce, corpo de fuzileiros, força erea, etc, etc.
    Não tem orçamento pra tudo isso.

  8. fernando falcom says:

    Alguem sabe que aconteceu como projeto do torpedo pesado nacional ja que a mectron faliu ?

  9. Antes isso do que nada.

    Para ontem.

  10. Torço e muito que mais esse projeto super estratégico não termine como os outros projetos nacionais TPNE (Torpedo nacional em escala reduzida ); SIA (Sistema de navegação inercial); TPE (Torpedo pesado nacional); MARIMBA (Material resistente a impacto balísticos ); UAS (Drone submarino nacional ); metralhadora rápida ant míssil nacional (Semelhante ao sistema Gatling ) etc..
    Que ou foram abandonados e não saíram de protótipos ou viraram produtos e a empresa que industrializou os mesmo foram doadas a multi nacionais estrangeiras.
    Se a MB já tem o protótipo do sonar ativo nacional;a mesma deveria inclui-lo em todas as fragatas Niterois e Greenhalg remanescentes; assim como as corvetas Inhauma.
    Até evoluir esse protótipo ao ponto de inclui-lo nas futuras Tamandarés e quem sabe uma variante nacional das Niterois com 4000t de deslocamento e destroyers de 6000t nacional.
    O assassinato prematuro da Mectron foi tão danoso a soberania nacional que deveria ser tomado como exemplo para que nunca mais aconteça.
    Dentre os produtos em produção e ou desenvolvimento da Mectron estavam (Misseis ar-ar; ar-terra, mar-mar; kit de guiarem de bombas; míssil solo-ar semelhante ao Igla-s ;data link nacional; torpedo nacional; avionicos nacional etc..).

  11. Vejam como as ações das multi estraguei rãs são danos as a nossa indústria e pesquisa e desenvolvimento.
    Agora que o Ipqm está dominando tecnologias de sonar, a empresa Thales Francesa resolve criar seu centro de desenvolvimento ( para não dizer espionagem ) de sonares no Brasil.
    Imaginem o local selecionado, sim Rio de Janeiro; mosto local do IPQM.
    O mesmo aconteceu com a FAB,que após dominar as tecnologias para fabricar motores aeronáuticos; recebeu um centro de desenvolvimento da Safran em São José dos campos.
    Só nossos militares e políticos não perceberam isso.
    Quanto aos políticos não é de se estranhar,graças ao rei pirata da República de bananas;a ufrj está falida e nossa ciência e tecnologia nunca obteve índices tão baixos de investimento.
    Diga-Se de passagem que a ufrj é a principal parceira da MB em pesquisas como UAS; Torpedos; tecnologias submarinas etc..
    Além de parceria com a Petrobras, ainda tem idiotas culpando certo político e partido de esquerda por toda essa b#@÷×tá que assola esse bananal há anos.

  12. Prezado Roberto Lopes a fragatas classe Niteroi que não forem modernizadas serão aproveitadas ate 2025?

    • Roberto Lopes says:

      Não sei dizer o ano, Fabio.
      Atente para o fato de que a decisão do atual CM Leal Ferreira de não desprogramar mais nenhuma só é válida, claro, até o fim da gestão dele (dezembro de 2018).
      Depois disso é esperar o que virá da cabeça do sucessor…
      Pelo andar da carruagem eu diria que 2018 é o ano de definição da empresa que irá se associar à MB para a construção das CCT; sendo assim, a cabeça-de-série Tamandaré só deve ficar pronta ali por 2024.
      Mas eu não acredito que a MB consiga manter todas as Niteroi operacionais até lá.
      A “Constituição”, por exemplo, já foi retirada do rodízio do Líbano, por conta de problemas na propulsão.
      E assim elas vão se acabando, a despeito dos esforços da MB…
      Um abraço.

  13. A Máquina Troll says:

    “Foxtrot
    7 de agosto de 2017 at 16:08

    Torço e muito que mais esse projeto super estratégico não termine como os outros projetos nacionais TPNE (Torpedo nacional em escala reduzida ); SIA (Sistema de navegação inercial); TPE (Torpedo pesado nacional); MARIMBA (Material resistente a impacto balísticos ); UAS (Drone submarino nacional ); metralhadora rápida ant míssil nacional (Semelhante ao sistema Gatling ) etc..
    Que ou foram abandonados e não saíram de protótipos ou viraram produtos e a empresa que industrializou os mesmo foram doadas a multi nacionais estrangeiras.”

    se desenvolverem a indústria e tecnologia nacional criamos concorrência e não ficamos mais dependentes das sucatas/porcarias estrangeiras superfaturadas que nos empurram goela abaixo…é por isso que tem que sabotar e desmantelar…como estão fazendo com a Mectron e o nosso programa espacial… o mais triste é o conluio escrachado dos que deveriam zelar pela soberania deste pais….com tudo isso….

    Povo Desprotegido….

    A Destruição da Empresa Gurgel :

    https://www.youtube.com/watch?v=E0gYZsEjf-w

  14. Bacana a reportagem, mostrou um pouco da expertise do nosso IPqM… em particular, esse projeto SONAT, capitaneado por um amigo de turma da EN… é um projeto importante e promissor, estamos acompanhando com atenção…

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, XO.
      O que me preocupa no IPqM é a grande quantidade de projetos de alta relevância concentrados no Instituto.
      Isso deveria requerer uma verba muito significativa para a Instituição, mas sabemos que este não é o caso.
      Só nos resta mesmo torcer por essa área de C&T da MB.
      Boa terça.

  15. Roberto, eu não consigo compreender a insistência da MB na Unifil, pois não há condições de manter a missão sem antes se iniciar um processo de renovação dos escoltas.
    A continuar no atual nível de desgaste dos navios pelo atrito gerado pela missão, em breve vão ter que enviar um “Gururu” para o Líbano. A contra prova do que falo, está aí, mais uma vez vai a Barroso, mesmo sem ter um defesa AA minimamente decente, porque:

    Porque a diagonal de manutenção das FCNs está entrando e delta.
    Outra coisa Roberto que eu não entendi porque a marinha não implemente é uma modernização parcial nos sistemas de armas e sensores das duas Inhauma restantes, pois se os cascos estão em bom estado, valeria fazer investimento pontuais melhorando um pouco a condição de combate, pois estes navios vão ter que durar mais, então algo como:
    A substituição do jurássico 4,5 pol por 76mm, podendo ser até usado, a substituição do radar Plessey por um RAN 20, substituição dos diretores de tiro pelo RTN 30 retirados da primeira Niterói que der baixa, substituição das alças eletro óticas por duas da Ares novas, instalar um dos lançadores Mistral do SP em cada delas, poucos investimento que melhorariam o desempenho de combate do navio.

    G abraço

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Juarez.
      Como você leu na entrevista que fiz com o CM, ele descarta interrompermos nossa participação na FTM-UNIFIL. E dá os motivos dele.
      Outro ponto que talvez eu não tenha deixado claro: o almirante Leal Ferreira me disse, com todas as letras, que a “Inhaúma” também não voltará a operar. Irá de baixa.
      Talvez (ilação minha) para ceder peças e componentes para a “Júlio de Noronha” e a “Jaceguai”.
      Um abraço.

  16. se desenvolverem a indústria e tecnologia nacional criamos concorrência e não ficamos mais dependentes das sucatas/porcarias estrangeiras superfaturadas que nos empurram goela abaixo…é por isso que tem que sabotar e desmantelar…como estão fazendo com a Mectron e o nosso programa espacial… o mais triste é o conluio escrachado dos que deveriam zelar pela soberania deste pais….com tudo isso…

    Concordo em gênero, número e grau caro máquina troll.
    Infelizmente estamos vendo militares passivos ao desmantelamento da capacidade produtiva local, entrega da soberania, escravização do povo e desmatamento da capacidade técnico científica nacional.
    O povo como sempre, passivos a toda situação e ludibriados pela elite dominante; que como sempre lucra com tudo isso.
    E os políticos, esses nem vou comentar para não vomitar de tanto nojo.
    Ou o povo acorda ou seremos sempre a eterna colônia de exploração das nações desenvolvidas mundial.
    Só falta acontecer como a música da banda Legião Urbana (que país é esse); vender todas as almas dos nosso Índios em um leilão! !!

  17. Roberto Lopes em que consiste a revitalização das fragatas Niterói?

  18. Boa noite Roberto lopes.
    Caso seja efetivada a utilização deste sonar nacional nas FCN, qual empresa os construiria?
    Att.

    • Roberto Lopes says:

      Se eles da Marinha já estão lidando com essa preocupação, é um assunto ainda reservado, FRC.
      Será que, por serem poucas unidades, o próprio IPqM forneceria os equipamentos?
      Tentarei averiguar.

      • Obrigado pela resposta. Também acho que pela pequena escala deve ser complicado alguma empresa privada assumir o trabalho.
        A menos que ele também venha a ser usado nas Tamandarés.

        • Roberto Lopes says:

          Você levanta uma outra questão muito interessante, FRC, sobre o aproveitamento do SONAT nas Tamandaré.
          Acho TUDO sobre as Tamandarés muito embrionário.
          Será que a empresa que vai se associar à MB
          aceitaria um sonar ativo brasileiro, em vez de um equipamento espanhol, ou da Thales?
          Nesse cenário, até a previsão da primeira Tamandaré pronta em 2024 me parece arriscada. 2025 ?…

          • Boa noite Roberto
            A MB poderia exigir a instalação do SONAT nas Tamandarés, mas é como você já noticiou, o edital relativo à construção dos navios permite aos estaleiros apresentar projetos já prontos como alternativa.
            Aí fica difícil esse tipo de equipamento nacional.
            Na verdade, a MB deixou passar muito tempo com o sonho do PROSUPER e a frota envelhecendo.
            Agora estamos com poucas embarcações em condições de uso, sem verba e principalmente interesse por parte do governo. E um navio demora para ser construído….

  19. Ops, Roberto Lopes.

  20. A Máquina Troll says:

    “Foxtrot

    7 de agosto de 2017 at 21:47

    Só falta acontecer como a música da banda Legião Urbana (que país é esse); vender todas as almas dos nosso Índios em um leilão! !!”

    Caro Foxtrot…eu diria que a musica que melhor ilustra isto de que eu falo aqui é essa :

    Brasil

    Gal Costa

    Compositor: Cazuza/george Israel/nilo Roméro

    Não me convidaram
    Pra essa festa pobre
    Que os homens armaram pra me convencer
    A pagar sem ver
    Toda essa droga
    Que já vem malhada antes de eu nascer

    Não me ofereceram
    Nem um cigarro
    Fiquei na porta estacionando os carros
    Não me elegeram
    Chefe de nada
    O meu cartão de crédito é uma navalha

    Brasil
    Mostra tua cara

    “QUERO VER QUEM PAGA
    PRA GENTE FICAR ASSIM”

    Brasil
    Qual é o teu negócio?
    O nome do teu sócio?
    Confia em mim

    Não me convidaram
    Pra essa festa pobre
    Que os homens armaram pra me convencer
    A pagar sem ver
    Toda essa droga
    Que já vem malhada antes de eu nascer

    Não me sortearam
    A garota do Fantástico
    Não me subornaram
    Será que é o meu fim?
    Ver TV a cores
    Na taba de um índio
    Programada pra só dizer “sim.

    Brasil
    Mostra a tua cara

    “QUERO VER QUEM PAGA
    PRA GENTE FICAR ASSIM”

    Brasil
    Qual é o teu negócio?
    O nome do teu sócio?
    Confia em mim

    Grande pátria desimportante
    Em nenhum instante
    Eu vou te trair
    (Não vou te trair)

  21. Roberto, quando me referi a “Inhauma”, me referia a classe, obviamente as duas que sobraram , Julio de Noronha e Jaceguai.
    Acredito que dada as atuais “CNTPs” ambas vão ter que durar mais que o previsto, por isto indaguei sobre um possível aproveitamento de armas e sistemas de combate retiradas das prováveis FCNs que vão virar Napaocs, segundo o Charlie Mike.

  22. Prezado amigo Roberto Lopes o almirantado já decidiu que 3 fragatas
    classe niteroi vão servir para patrulha?

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Fábio,
      Me parece que esta é uma das tais questões que serão submetidas à próxima reunião do Almirantado, juntamente com o assunto dos sensores e outros itens das FCN que devem ser modernizados.
      Assim que eu puder apurar, vou escrever.
      Boa quarta.

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