Defesa & Geopolítica

TECNOLOGIA: M-60, um ‘velhinho’ popular e ainda muito guerreiro…

Posted by

O M-60 “Sabra”, produto da (indiscutível) genialidade militar israelense

Por Roberto Lopes

 

 

A coluna INSIDER tem o prazer de trazer para os seus leitores um texto curto mas elucidativo do potencial que resta ao carro de combate pesado M-60, de fabricação americana, que o Exército brasileiro mantém em atividade em uma unidade do Comando Militar do Oeste, no estado do Mato Grosso do Sul.

Carro M-60 A3 TTS do Exército brasileiro

O artigo, de autoria do St José Lino, do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires de Albuquerque, sediado no Rio Grande do Sul, foi publicado na Revista Eletrônica A Forja nº 72, e desmistifica o “ocaso” deste famoso tanque.

Lino aborda, rapidamente, os diversos projetos que existem, ao redor do globo, no sentido de manter o M-60 como uma arma eficiente e de grande poder de choque.

Nossos parabéns ao autor e à publicação.

Eis o texto:

“NOVAS ATUALIZAÇÕES DA VBCCC M 60


St José Lino – CI Bld

A Viatura Blindada de Combate Carro de Combate (VBCCC) M60 entrou em serviço em 1960 e foi o principal carro de combate do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América (EUA). Desde que foi produzido, foram fabricados mais de 15.000 unidades da VBCCC M60. Diversos países ao redor do mundo utilizam esse blindado, tais como: Áustria, Brasil, Egito, Etiópia, Grécia, Israel, Itália, Irã, Jordânia, Líbano, Arábia Saudita, Espanha, Portugal, Tailândia, Taiwan, Turquia entre outros. A VBCCC M60 foi dotada com um canhão 105 mm e duas metralhadoras, sendo uma de calibre 7,62 mm, coaxial ao canhão e outra calibre .50, na torreta do comandante do carro.

Ao longo do tempo a VBCCC M60 foi sendo modernizada e novas versões foram surgindo. O Exército Brasileiro utiliza, desde 1997, a versão M60 A3 TTS, esses blindados hoje mobiliam o 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RBC), na cidade de Campo Grande-MS. A versão M60 A3 TTS, conta com um sistema de controle de tiro computadorizado, telêmetro laser, sistema de Defesa Química, Biológica, e Nuclear (DQBN) e sistema de observação e pontaria que utiliza a visão termal, possibilitando o combate noturno, chamado Tank Thermal Sight (TTS).

Um M-60 brasileiro disparando

Os israelenses utilizam uma versão chamada de M60-T Sabra que também é utilizada pelo Exército da Turquia. Essa versão utiliza um canhão 120 mm, seu sistema de controle de tiro foi atualizado e também foi dotado de um novo motor, mais potente. Essa é uma das versões que obteve maior sucesso.

Detalhe da torre do “Sabra”, redesenhada em Israel

 

Em razão do grande número de países que utilizam o M60 e das muitas versões existentes, esse blindado participou de alguns conflitos importantes tais como: Guerra de Yom Kippur em 1973, Guerra do Líbano em 1982, Guerra Irã-Iraque 1982-1989 e a 1ª Guerra do Golfo em 1991 (Operação Tempestade no Deserto). Recentemente, em agosto de 2016, o Exército turco utilizou os seus 60 T na Operação Euphrates Shield, contra o Estado Islâmico (EI) no norte da Síria.

Em serviço há mais de 4 décadas, o blindado possui um amplo espaço interno possibilitando atualizações e melhorias, permitindo assim estender o seu tempo de serviço. Atualmente se procurarmos informações sobre situação das VBCCC M60 no mundo, iremos verificar que alguns países estão desenvolvendo programas de modernização e de atualização.
A Turquia, pretende realizar a atualização da sua VBCCC M60T, possibilitando uma maior capacidade de proteção do blindado, com a instalação de uma estação de armas remotamente controlada, câmeras para a consciência situacional e sistema de alerta laser, que previnem a guarnição contra ameaças de designadores e mísseis guiados por laser. Estas atualizações são em função da Operação Eufrates Shield na Síria.

Taiwan também anunciou um programa para atualização das suas VBCCC M60 A3, entre as melhorias estão a substituição do Can 105 mm por um 120 mm, do seu computador balístico, do sistema hidráulico da torre, entre outros.

M-60 do Exército de Taiwan

A empresa italiana Leonardo, anunciou que está desenvolvendo um programa de atualização de um blindado M60 A3 para oferecer aos usuários opções de modernização da sua frota. Entre as atualizações estão a incorporação de um canhão 120 mm, o mesmo usado no Centauro II, melhorias no sistema de controle de tiro e dos seus optrônicos, entre outras.

 

Nota do Editor: Os grifos em negrito no texto são de responsabilidade da coluna, e visam chamar a atenção do leitor para informações especialmente importantes.

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

53 Comments

  1. Pingback: TECNOLOGIA: M-60, um ‘velhinho’ popular e ainda muito guerreiro… | DFNS.net em Português

  2. Os maiores defeitos do M-60 são a sua altura e o seu peso. Fora isso trata-se de um veículo robusto, seguro e eficiente. Foi utilizado com excelentes resultados nas guerras árabes israelenses (especialmente durante a Guerra do Yom Kippur e na invasão do Líbano) e também pelo USMC na primeira guerra do Golfo. E tanto na invasão do Líbano como na primeira guerra do Golfo o M-60 mostrou-se capaz de enfrentar o T-72 russo.

  3. Qual seria o valor dessa modernização de Israel, acho que deve fica mais caro que compra um Leo 1 A5 usado..

    • Luís Henrique says:

      Com certeza a modernização seria mais cara.
      Mas um M-60 modernizado é bem mais capaz que um Leo 1A5.

      Por mim o EB deveria comprar cerca de 400 Leo 2A4 disponíveis nos estoques da Finlândia, Suíça e Espanha.

      Realizar uma revitalização para colocar todos em operação.

      Assim que conseguir mais dinheiro, realiza uma modernização para o padrão 2A7 BR.

      Os M60 pode vender para algum país vizinho.
      Os Leo 1A5 pode mobiliar outras regiões do Brasil que não possuem CCs ou pode ter o mesmo destino que os M60.

  4. Jonas Paulino says:

    Com a tecnologia do Sistema Trophy de proteção de tanques instalada em MBTs como M60 Sabra não seria uma oportunidade para traze-los de volta para o cenário atual dos campos de batalha? Particularmente me agrada a aparência do Sabra e se fosse tecnologicamente e economicamente viável, penso que seria uma opção interessante para o EB.

  5. Bom… São somente 91 carros de combate M-60 adquiridos pelo EB nos anos 90, com apenas uma parcela deles que seguramente está em operação… Logo, não vejo muita vantagem moderniza-los a partir de agora…

    Pelo preço de um desses upgrades ( que poderia facilmente ultrapassar US$ 1 milhão por carro ), seria possível comprar talvez três vezes mais carros ‘Leopard 1’! Mais sensato, portanto, seria padronizar a força com o ‘Leopard 1’ até o final dessa década, atualiza-los se se julgar necessário ( visão termal e controle de fogo e, se sobrar algum, alguma proteção NERA ), e iniciar processo de estudo/avaliação para aquisição de um novo carro, a começar a ser incorporado por volta de 2028/2029…

    Seja como for… Não demora e nem M-60 ou ‘Leopard 1’ serão opções para manter, quando a logística cobrará seu preço e qualquer upgrade para deixa-los ainda competitivos poderia ser tão caro quanto um carro usado de geração posterior…

    ‘Leopard 2A4’ é a opção lógica nesse momento, com uma boa quantidade de exemplares ainda a disposição. Ocorre que, com o recrudescimento das tensões na Europa, é provável que essa frota de ‘Leopard 2’ excedentes seja melhor apreciada pelos países europeus, com perspectiva de ser atualizada ( tudo depende de custo/benefício ). Ou seja, o preço pode subir… E aí, a opção viável se torna o tio Sam, com seu M1A2, que, mesmo que possa vir a preço módico, certamente seria mais difícil de manter…

    • Alfredo Araujo says:

      ‘Leopard 2A4’ é a opção lógica nesse momento”
      .
      Eu discordo RR…
      O Leo 2A4 já é um blindado antigo… Os novos de fábrica, sairam a partir de 1985… Isso pq alguns são conversões das séries iniciais… ai podem ter sido fabricados antes de 1980.
      Não que seja ruim, mais uma opção lógica não é… já que o CC já tem um preço proibitivo para o EB, sendo que o mesmo ainda teria que gastar com alguma modernização.

      • É bem por ai…
        .
        Leopard 2A4 acrescenta pouco ao Leopard 1A5.
        O grande benefício seria contar com um melhor sistema de aquisição de alvos.
        .
        Passar um 2A4 para 2A5 custa uma nota preta…

        • Bardini,

          Discordo que o ‘Leopard 2A4’ acrescente pouco… Entrega muito mais proteção e poder de fogo. É outro nível… Não que essas características sejam tão relevantes por agora ( o ‘Leopard 1A5’ ainda é suficiente ), mas evidentemente terão mais peso no futuro previsível.

          Em relação a América Latina, e na quantidade certa, o ‘2A4’ seria carro pra garantir supremacia por pelo menos mais três décadas, sem esquentar a cabeça ( apenas com upgrades em controle de fogo e visão termal ), fosse adquirido hoje.

          Mesmo que passar do ‘2A4’ para algo equivalente ao ‘2A5’ seja uma fábula, modernizar um carro de geração anterior para deixa-lo mais próximo de um carro de nova geração também é…! Pode por aí até US$ 2 milhões por um upgrade que envolva troca de canhão ( com todas as modificações físicas que isso implica ), novo controle de fogo, novo motor e transmissão, kit de blindagem ERA ou NERA, além de novos sistemas eletrônicos. Só isso, pelo que já li, já é o preço de um ‘2A4’ revisado ao menos com o controle de fogo atualizado…!

          E o fato é que o ‘2A4’ tem potencial de crescimento maior que qualquer carro de geração anterior, sendo essa a característica mais relevante, que acredito que vale o investimento… Me arrisco a dizer que dá pra ir até além de 2045 com um carro usado desses, já que certamente haverão carros ‘Leopard 2’, em versões posteriores, circulando por aí pra além de 2050…

          • O canhão 120mm tem mais poder de fogo e alcance, mas é menos preciso que o 105mm raiado e não temos munição.
            O sistema de controle de tiro é semelhante entre 2A4 e 1A5. O que pega é o sistema de aquisição de alvos.
            .
            Blindagem, no padrão 2A4 não é lá grandes coisa se comparado ao 1A5.
            .
            O diferencial é que o 2A4 ainda tem logística aberta e espaço temporal para evoluir, só que aí custa “vários dinheiros”.
            Comprar 2A4 e manter nesse padrão? Não vejo vantagem.
            .
            Só o tanque em sí vai sair caro.
            .
            A modernização mais barata do 2A4 que eu conheço é o que os canadenses fizeram, passando para padrão 2A4M. E foi coisa de $ 1,5 milhão.
            .
            Se for pra pagar mais de 3 milhões por um MBT de segunda mão, mais fácil desenvolver um, que mesmo custando o dobro, seria feito sobre medida para o EB e duraria muito, muito mais.

          • Bardini,

            Até onde sei, a blindagem padrão do ‘2A4’ chega a 860mm ( LOS ) na torre e 640mm ( LOS ) a frente. Juntando chapas adicionais em partes vitais e compartimento dos tripulantes, chega-se ao equivalente a mais 1300mm ( LOS ) de RHA em alguns pontos… Dá pra segurar bastante pancada…

            Armas portateis, como lança rojões e canhões sem recuo, encontrarão considerável dificuldade em penetrar. Um AT-4, um Carl Gustav, ou as primeiras séries do RPG, provavelmente não penetrariam, se mirasse a frente ou a torre.

            Um CC pode ser bem longevo… Chuto que um ‘2A4’, revisado, pode rodar aí uns 30 anos sem muita dor de cabeça…

            Os chilenos pagaram, num pacote que incluiu os carros e uma modernização ( que incluiu novo canhão, nova suspensão, e upgrades do sistema de controle de fogo para o padrão do ‘Leo 2A6’ ), US$ 2,4 milhões por carro. E não creio que hoje ficasse muito mais caro… Será que não valeria o esforço…? Duvido que um MBT “made in Brazil”, se for para ser o ‘estado da arte’, saisse menos de US$ 7 milhões por veículo…

          • Não acho que um MBT nacional ultrapasse em muito os U$ 6 mi.
            .
            Não vai ser pesado.
            Não vai ser extremamente inovador. Não vai fazer amplo uso de componentes que não existem.
            .
            É basicamente desenvolver ou adaptar uma “casca nova” para o recheio que colocariam em um Blindado de segunda mão.

      • Alfredo Araújo,

        Não creio que um preço entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões por cada carro ‘2A4’ ( revisado ) seja algo tão drástico. Como disse ao Bardini, já é praticamente o custo de um grande upgrade para carros menores. E não creio que o custo operacional de um ‘2A4’ distaria muito em relação a um carro de geração anterior modernizado.

        Desenvolver por conta própria ou comprar novo de fábrica também não se constitui em opção. Sairia ainda mais caro que um Leopard 2 modernizado…

        Para deixar mais claro o que penso: os carros mais leves, como ‘Leo 1’ e ‘M-60’, ainda são opções por agora para atualização, se for o intuito mante-los pela próxima década e meia ( até 2035, mais ou menos ). Mas não creio que atualiza-los depois de 2020 seja uma opção de custo-beneficio interessante. Seria, se considerássemos uma ponta de lança de carros de geração posterior ( como tem os turcos, por exemplo ).

        Resumindo: penso que um CC novo de fábrica não é praticável por agora e dificilmente será na próxima década… E atualizar ‘Leopard 1A5’ também não considero que será a melhor das opções. Sobra, portanto, comprar mais ‘Leo 1A5’ agora, mante-los “no estado” ( ou com atualizações mínimas ) e se preparar para algo que fique disponível mais a frente a preço módico; ou comprar ‘Leo 2A4’ ou equivalente agora e segurar as três décadas seguintes, atualizando-os quando der…

        Enfim, tenho firme convicção de que ‘Leopard 2’ é o que vai sobrar no Ocidente pra nós, no que diz respeito a carros usados, posto o fato de que os carros mais leves estão em franco desuso e suas células logo alcançam o limite de seu potencial evolutivo, não sendo mais possível mate-los no longo prazo com custo-benefício aceitável, se considerarmos um carro principal pra além de 2035/2040…

        E há, nesse momento, de se levar em consideração o potencial de crescimento no ‘Leopard 2A4’, que é maior que em qualquer carro de geração anterior, quer seja pelo fato de haver mais espaço interno ou pelo fato de que esse carro, em versões posteriores, ainda será o padrão de mais de dez exércitos para além de 2050 ( o que representa a possibilidade de mante-lo sem grandes perturbações logísticas por considerável tempo )…

        • Luís Henrique says:

          Se não estou enganado os chilenos pagaram U$ 880 mil em cada Leo 2A4.

        • Alfredo Araujo says:

          “Não creio que um preço entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões por cada carro ‘2A4’ ( revisado ) seja algo tão drástico.”
          .
          É sim, se vc considerar o custo de 300 mil USD por Leo 1A5…
          .
          “no que diz respeito a carros usados, posto o fato de que os carros mais leves estão em franco desuso”
          .
          Isso é um fato… Mas tmb é fato, que as cabeças pensantes do US army, lamentam hj o fato de não existir uma opção mais barata ao caríssimo M1. O T90 russo é um misto de MBT com tanque médio… A Polônia, China, entre outros, desenvolvem tanques médios para seus exércitos…
          O fato é… tanques mais leves, feito o Leo 1A5, deverão ser mais comuns que à a algumas décadas atrás…

    • A principal razão para a escolha dos Leopard 1 foi o seu peso “cerca de 20Tn a menos que o Leopard 2” pois este teria custo e dificuldade de deslocamento maior, o critério foi este; e para a escolha de um MBT na faixa das 60 tn eu particularmente acho difícil por parte do EB, pois eles tem toda uma logística para MBTs na faixa das 40 tn.

      Não existe uma ameaça eminente que justifique um MBT na faixa das 60 tn e num futuro próximo os MBT na faixa das 40 tn irão equivaler aos de 60 tn.

      • Luís Henrique says:

        Isso eh desculpa para boi dormir.

        O M-60 A3 TTS em uso no nosso exército pesa 52.617 kg.
        O Leopard 2A4 pesa 55.000 kg.

        2.383 kg de diferença.

        Essa questão do peso eh uma péssima desculpa.

  6. A questão é econômica. Essa atualização do M60, transformando-o em Sabra, é válida no atual cenário bélico?Parece que sim, visto que utiliza uma torre e sistemas muito semelhantes ao Merkava. Com a adoção do sistema Trophi então, torna-se um oponente letal. Se o custo for convidativo, em comparação com outros vetores, como o próprio Merkava, Leo 2A4, M1A, etc, então vale muito a pena. MUITO mais efetivos que Leo 1A5, diga-se.
    Quanto à quantidade, isso não é problema. Existe uma quantidade infindável de M60 encostados pelo mundo, que poderiam ser adquiridos a preços simbólicos (senão doação). A pouco tempo, a Itália tinha um grande lote desmobilizado, aguardando destinação, por exemplo.

  7. Tem de trocar motorização e transmissão pra empurrar o peso morto da blindagem ultrapassada, isso somando ao que será acrescentado.
    Péssima compartimentação interna e armazenagem de munição.
    Precisa comprar kit de blindagem.
    Custos de troca do canhão principal e munição em estoque.
    Precisa trocar toda a eletrônica e sistemas embarcados.
    Se colocar modernos sistemas de proteção é mais uma bordoada….
    .
    $$$$$…
    .
    Enquanto isso… Cadê o VBR-MR 8×8 ?

    • Roberto Lopes says:

      O Programa 8×8 foi formalmente suspenso até que as circunstâncias financeiras permitam sua retomada, Bardini (bom dia).
      Tão grave quanto isso é a paralisação do processo de aquisição dos utilitários Iveco, que já deveriam estar chegando ao Brasil.
      Prejuízos evidentes, em ambos os casos, ao desenvolvimento da doutrina de emprego das chamadas “tropas médias”.

      • jose luiz esposito says:

        Estão indo a Italia para vistoriarem Leopard 1A5 , vistoriem os carros sobre rodas com canhão 120 mm , estes 8 X8 nacionais que deveriam ser a prioridade ,esqueçam , ainda os armarão com um canhão 105 , para a ** NOSSA REALIDADE **, e a realidade do Inimigo , conhecem ?

      • Pois é.
        Uns 200 8×8 com um canhão de 105mm, com uma blindagem interessante. Seria ótimo.

        Os 1A5, já são bons para doutrina.

        Agora precisa-se de 8×8 nos moldes do centauro.

        Não sabia que os utilitários Iveco, estavam nesse “passo”. Caramba.

  8. Pessoal se o EB tem interesse em leopard 1a5 porque não comprar dos estoques americanos eles tem milhares destes parados e aparentemente são de concepção mais simples e eficiente do que os leo 1a5 tanque de diversos paises mundo a fora mantem modernizações deles na primeira linha e são exercitos envolvidos em guerra. Penso que se for para moderniar tem muito mais a ver o M603tts em versões melhores equipadas do que leo1a5 e tambem tem mais em uso em maior quantidade em estoque e muito mais em conta na questão de preço e em relação a blindagem e armamento o proprio EB tem condições de evoluir o equipamento. O que vcs acham????

  9. Quando digo que o EUA tem milhares em estoque eu me referia aos: M60 a3 Patton e não leopard 1a5 como me referi desculpa o erro de digitação

  10. o t72b3 alias e uma otima atualização e um bom custo beneficio superior ao m60

  11. Melhor opção para o EB, minha modesta sugestão !
    Compra mais Leos 1A5, coloca essas novas unidades em substituição aos M¨60A3TTS.
    Realiza engenharia reversa no sistema de armas e guerra eletrônica de algumas unidades desses veículos em parceria com centros de P&D civis e militares nacional, faculdades etc..
    As outras unidades, desenvolve versões Socorro, Lança Pontes, Desminagem, AAe ( Torc-30mm com Mapad,s ),
    Reconhecimento eletrônico ( Radar Sentir-M20, RDS, Satcom) etc..
    Após dominar a tecnologia do mesmo, soma-se os conhecimentos nacionais já adquiridos e baseado no projeto Osório desenvolva uma versão MK2 do Osório.
    Seria interessante a participação de algum país dos Bric,s ou quem se interessar e quiser cooperar, simples assim.
    Mas irão encomendar da KMW local, uma versão do Leopard-2, tanque que se mostrou ineficiente perante aos seus correlatos Russos.
    Vergonha as atitudes de nossos oficiais e políticos !

  12. Se ainda tivéssemos uma quantidade significativa para o teatro de operações regional e para o tamanho de nosso território Sul, tipo uns 250 ou 350, mas 30 operacionais? gastar dinheiro modernizando 30 M60 que estão operacionais?
    Esta quantidade irrisória não resiste a uma passagem baixa de um conjunto comando de Apaches ou Mi 28.

  13. jose luiz esposito says:

    Bom o EB certamente os deixarão enferrujando , e não desenvolverá nenhum carro brasileiro e quando desenvolvemos o Osório , estava preferindo o Tamoio , ( Síndrome de Vira Lata ) , Leo A 2 não é prioridade nenhuma do EB, perguntando algum Comandante , ele dirá, os Carros deverão ser para **Realidade brasileira** ,mas quem faz a Realidade de Defesa é o ***Inimigo e não a Cabeça de qualquer General que apenas faz das FFAA um Meio de Vida !!
    Acima comentaram a altura do M60 , mas nunca comentaram a altura deste tal Guarani !!
    *** INIMIGO , ainda te dirão que não temos Inimigos , uma PIADA , nós estamos cheios de Inimigos, o Tiozinho e seus Capachos europeus patrocinam e financiam inúmeras ONGs para Sabotarem o BRASIL , mas para as FFAA, isto não é Ataque e Agressão !!

  14. Capa Preta meu bom.

    O EB esta indo atras de leo 1a5 acredito que entre 100 e 130 unidades o que eu quero dizer que os estoques americanos são enormes volumosos e com certeza poderiamos receber de 100 a 300 carros rapidos a preços muito baixos os primeiros M60a3tts ouvi dizer que chegaram a 100 mil dolares cada, eu sei faz tempo mas os estoques continuam la e tem muitas coisas que eles estão doando inclusive esse material tem possibilidades de vir a preços mais atrativos do que Leo 1a5 e temos esse carro na frente de muitas batalhas mundo afora ao contrario do 1a5. As possibilidades de modernização nesse veiculo são enormes.

  15. M-60 modernizado fica equiparável ao Léo 2A4 …. Por isso mesmo entre pegar uns m60 e ainda pagar uma possível modernização … Sou MT mais pegar logo os 2A4.(quem sabe mais a frente uma modernização pro padrão 2A6 ) …. Q hj seria a melhor escolha pro EB e assim ter um mix de de 2A4 com os 1A5 .( Tb seria favorável pro CFN.trocando os SK-105)…
    Novo a um preço camarada pro EB seria os T90MS ..mas é Russo e mudar doutrina e tabu por aki

  16. O EB deve ter uns 60 m-60 em operação no momento .. pro EB pensar numa modernização do tipo .. ctz deve vir algum lote de “novos” M-60 dos estoques US … Uns 120? …. Devem existir uns 1000 em estoque …fosse pegar um MBT dos estoques US iria logo de Abrams

  17. Bruno acredito que esse estoque do USARMY seja bem mais volumoso, quando me referi em uma aquisição desse equipamento seria frente ao Leo 1a5 que ja esta bem mau e passando do ponto e ao meu ver dependendo da modernização tem versões do M60 bem mais avançadas do que Leo2a4 verssões isrrailenses e turcas e mais algumas. Porém eu tbm gostaria que viesse algo mais atual Leo2a4 seria muito bom ja que temos militares avaliando blindados na Italia e fazendo contatos atraves de certa empresa na suiça quem sabe poderiam avaliar os Leo2a4 que estão estocados na Suiça ouvi dizer que eles tem 180 2a4 estocados seria uma baita aquisição em termos de potencia e qualidade.

  18. Já li em outro fórum a mais de ano sobre interesse do EB em modernizar o M-60. Creio que poderia ser adquirida uma boa e satisfatória quantidade de veículos via titio Sam e poderiam ser modernizados ao padrao Sabra Israelense o que os deixaria bem mais efetivos que os Leo 1A5.
    Mas todavia como não custa sonhar…..também pego carona na idéia do colega logo acima sobre o fato de que o Leo 2A4 pode segurar a onda por mais umas três décadas ,se bem manutenidos e modernizados, mas seria belíssimo ver um desfile de 7 de Setembro com uma fileira de T-90 MS BR(pra mim o MBT mais fodão e bonito,rs).
    O S88 colocou o link da reportagem sobre o M-60 que mencionei lá no alto.

  19. Plinio Junior says:

    Ainda acho o M-60 válido para o EB, caso tenham dificuldades de encontrar um bom lote de Leo1A5 , poderiam comprar baratinho de estoques da US Army, mas não modernizaria, os manteria na atual configuração, que na atual conjuntura do cenário da AL estaria de bom tamanho…em parceria com os Leo1A5, o EB ganharia folêgo para no futuro (com grana) ter um MBT que possa substituir ambos.

  20. Ai ai, vejam a mentalidade submissa e consumista do Brasileiro; Leo-2A4, ABRANS, T-90S etc.
    Como disse, vamos adquirir mais Leo-1A5 (pois não estamos em guerra, e se depender da diplomacia covarde nacional, não entraremos em guerra nuca).
    Substituímos os M60A3TTs, pelos Leo1-A5, fazemos engenharia reversa nos M60 ( Canhão, Sensores Térmicos e de designação de alvos) em parceria com Faculdades, centros de P&D civis e militares.
    Desenvolvemos sobre o chassis dos M60 restantes, versões especiais ( desminagem, lança pontes, socorro, AAe etc).
    Após dominado as tecnologias, somamos as que já dominamos ( Giroscópios a laser e fibra óptica, RDS, Satcon, Torres para blindados, Blindagem composta, MARE, IR etc.), e baseado no chassis do Osório; desenvolvemos uma versão MK2 do mesmo.
    Essa versão seria dotada de canhão 120mm nacional ( desenvolvido a partir da engenharia reversa no canhão do M-60 e morteiro nacional de 120mm), optrônicos nacional, designador de alvos, comunicações seguras com RDS/ satcon via Link BR2, Blindagem composta, tintura especial e furtiva MARE etc..
    Mas esqueci, estamos falando do bananal, eterna submissão e dependência.
    Morre de medo de cooperar com as faculdades nacionais, pois na mentalidade atrasada de nossos oficiais as mesmas continuam sendo o antro do ” comunismo” nacional.
    Não conhece a metodologia da HÉLICE TRIPLA ( FACULDADES, GOVERNO, CENTROS DE PESQUISA), e não tem interesse em se desenvolver nada localmente, pois não somos um país tecnocrata e sim um país laico .
    As vezes cansa essa eterna submissão nacional, mas a esperança que um dia surja alguém com sangue nas veias e resolva mudar essa realidade é que me faz insistir .

    • Cooperar todos querem… Todo mundo quer ver a coisa feita em casa… O difícil é fazer sair do papel pelos nossos dias e pelos próximos, amargos, que certamente virão…

      Teoricamente, o CTEx já tem o que se precisa para começar um novo CC. O problema não é quem desenvolva ou coordenar uma cooperação com a industria local… Os atuais projetos em desenvolvimento provam isso… Tem sim gente disposta nas três seguimentos que citou.

      A questão é dinheiro. Um MBT novo feito em casa não vai sair barato; ainda mais com os requisitos que propõe… Pode por aí uns R$ 20 milhões por carro ( chutando por baixo ), fora custos de desenvolvimento.

      Logo, visto que a necessidade urge e se é pra ter mesmo participação de industria nacional, porque não começar com a participação desta na modernização de um carro já existente no mercado…?

      Já tem CC de 3ª geração dando sopa a bom preço. É só saber negociar…

      Um ‘Leo 2A4’ “no estado” deve sair aí por uns R$ 2 milhões em média. M1A1 poderia vir até por menos…

      Enfim, poder-se-ia ter um carro com algum recheio brasileiro, que contemplasse pelo menos visão termal/optrônicos, sistema de controle de fogo, e sistema de comunicações seguras. E pronto. Um MBT “novo”, coisa pra trinta anos ou mais, com baixa dependência externa ( motores, transmissão, suspensão… ), por uns 4 milhões de Reais de investimento por carcaça.

      O mais, é produzir a munição aqui; petardos APFSDS de tungstênio.

  21. Concordo com o senhor caro RR.
    Mas vamos lá, seria interessante então a aquisição de mais Leo-1A5, moderniza-lós com participação da industria nacional, pois a compra de Abrans será um tiro no pé para o EB.
    O Abrans utiliza uma turbina para gerar potência, a mesma se mostrou ineficiente em ambientes áridos, vindo a mesma sugar a areia do deserto e danificar a turbina.
    Imagina um sistema desse no semi árido nacional !
    Quanto ao desenvolvimento de um MBT nacional custar 20 milhões por baixo, não é problema, pois a MB investiu para mais de 8 bilhões no prosub, a FAB mais de 5 bilhões no FX.
    Os ganhos oriundos de um projeto nacional de MBT seria descomunais, ganhões em áreas como ( Blindagem composta, Navegação, Sistema de Armas, Optrônicos etc), diga-se de passagem que já possuímos bons conhecimentos nessas áreas, mas somados aos conhecimentos oriundos da engenharia reversa nos sistemas do M-60ATTS teríamos um tremendo salto.
    Sem falar na independência tecnológica e de uso/ exportação de nosso blindado Vide exemplo do caso AMX/ Venezuela, onde a exportação do mesmo foi negada pelo departamento de estado americano para aquele país, pois nosso avião possui itens tecnológicos americanos.
    Outro ponto importante, é que o desenvolvimento de um MBT nacional baseado no “Chassis”/ estrutura do Osório, diminuiria em muito o tempo de desenvolvimento do mesmo, pois possuímos 2 exemplares do Osório-MK1, bastaria desmontar um dos protótipos, instalar nova motorização e desenvolver nova torre ( que com a participação das faculdades nacionais e empresas como Equitron, Ares engenharia, levaria menos tempo).
    Por ultimo, cooperação com países sul americanos e ou dos Bric,s, levaria a encomenda inicial de grandes unidades do veículo, o que reduziria em muito o preço final das unidades de serie, tornado assim o projeto mais “atraente” para exportação e ou fabricação.
    Nos daria conhecimento em uma área ainda não dominada, ou seja, canhões.
    Nesse caso, caso haja a participação da Argentina, podemos desenvolver uma versão embarcada do canhão deles ( Calive).
    Ou uma variante do Calive/ engenharia reversa do canhão do M-60, somado aos conhecimentos adquiridos com o projeto Morteiro pesado 120mm ( ou seja um canhão nacional).
    Como viu, sempre o desenvolvimento autóctone é a melhor opção, mas infelizmente não é muito bem vindo pelas bandas de cá, devido a alta dependência nacional e ao baixo interesse em nos tornarmos uma nação tecnocrata.
    Em minha faculdade por exemplo, arrumo no mínimo mais de 100 alunos que adorariam participar de um projeto desse, e trabalhando de graça.
    Ou seja, nem com mão de obra especializada o governo/ MD teria que pagar.
    Mas se formos levar esse projeto só com empresas e centros de P&D militares, ai sim levará milênios e custará um fortuna para sair do papel, mas tem que se justificar a máquina deficitária e super faturada do estado né ?
    Passar bem !

  22. Desculpe caro RR, o depoimento acima é meu !

  23. Boa tarde, Foxtrot.

    O potencial de crescimento do ‘Leo 1A5’ é o que me perturba… Uma modernização de monta deveria incluir, como já discutido, novos sistemas embarcados e um novo canhão, que exigiriam uma nova torre, mais proteção, novo motor, nova transmissão, sistema de geração de energia, nova suspensão… E após, c’est la fin…! Não seria mais possível fazer nada de monta com ele…

    Há também o custo/benefício… Modernizar esse carro, a depender do que se quer fazer, poderia sair até mais caro que um ‘Leopard 2A4’ revisado.

    Enfim, seria dificil justificar o investimento em um carro que já está no limite de seu potencial evolutivo e com logística condenada quando existem opções que, no meu entender, trariam melhor retorno no longo prazo.

    Um carro de terceira geração permite a possibilidade de ugrades muito mais abrangentes pelos próximos trinta anos, pelo menos. E isso é uma verdade se considerarmos que os principais exércitos do mundo terão por base os carros de terceira geração ( ou carros desenvolvidos sobre chassis de terceira geração ) ainda por todo esse tempo.

    A menos, claro, que se queira considerar alternativas, como veículos lança-mísseis, armas anti-aéreas, etc. Aí, as carcaças de ‘Leo 1A5’ e ‘M-60’ seriam muito úteis. Mas isso não é prioridade maior diante de um CC e não anula a necessidade de um carro com maior potencial de crescimento, o que, penso eu, ainda aponta para a modernização de um carro de terceira geração como melhor custo/benefício frente ao desenvolvimento de um novo carro ( com ampla participação da industria nacional, claro ).

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

shared on wplocker.com