Defesa & Geopolítica

SEGURANÇA PÚBLICA: Corregedoria da PMERJ investiga comandante de batalhão por incentivar autos de resistência

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O tenente-coronel assumiu o cargo em novembro de 2016 Foto: Cléber Junior

Por Carolina Heringer

O comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), tenente-coronel Sérgio Porto, está sendo investigado pela corregedoria da PM por suspeita de ser o autor de mensagens, em um grupo no WhatsApp, incentivando as mortes decorrentes de confrontos com a polícia. As imagens da conversa foram divulgadas nesse domingo pelo site da rádio Band News FM.

No diálogo, o oficial compartilha uma matéria do EXTRA sobre os números dos autos de resistência em 2017. Na reportagem, um levantamento mostrou que a unidade comandada por Porto ficou em segundo lugar no ranking das áreas que registraram o maior número de casos durante o ano. “Orgulho da Baixada”, comentou ele, com emoticons de bombas e caixões ao lado da mensagem. “Temos que atualizar. Oitenta e nove (casos) com o de ontem”, complementa.

Em outro trecho da conversa, é enviada de uma xícara de café para fazer referência a um PM do Batalhão que não matou ninguém durante uma ação.

Oficial está sendo investigado pela corregedoria Foto: Reprodução Band News FM

Porto assumiu o comando do Batalhão de Duque de Caxias em novembro de 2016. De janeiro a outubro de 2016, o número de autos de resistência na área da unidade chegou a 47 casos. No mesmo período deste ano, foram 94. Os números no estado, no entanto, também cresceram, mas numa proporção menor: nos dez primeiros meses de do ano passado foram 723 mortes decorrentes de confronto com a polícia contra 910 casos no mesmo período de 2017.

Em nota, a assessoria de imprensa da PM afirmou que o diálogo que aparece no grupo de WhatsApp “não traduz a linha de ação e orientações transmitidas pelo Comando da Corporação a todos os seus subordinados”. A nota diz ainda que as ações da PM “são pautadas na prevenção e no cumprimento de leis”.

Fonte: Jornal Extra

 

 

3 Comments

  1. Pingback: SEGURANÇA PÚBLICA: Corregedoria da PMERJ investiga comandante de batalhão por incentivar autos de resistência | DFNS.net em Português

  2. Se forem 89 BANDIDOS não tem problema, eu apoio, acho até pouco. Só não pode esculachar com as pessoas de bem, que não tem nada a ver com tudo isso o que acontece no Brasil.

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