Defesa & Geopolítica

Rússia necessita de aviões de aterrissagem e decolagem vertical? (VTOL)

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Ultimamente, a Rússia tem demonstrado interesse em recomeçar a fabricação de aviões de aterrissagem e decolagem vertical (VTOL – Vertical Take-Off and Landing). Em particular, recentemente o vice-ministro da Defesa, Yuri Borisov, revelou os planos para produzir este tipo de aviões.

Yak-38 – (esquerda) e Yak-141 (direita)

“Um aparelho destes seria importante não apenas para a Marinha, mas também para a Força Aeroespacial”, explicou à Sputnik o especialista militar, capitão de mar e guerra Konstantin Sivkov.

“O maior problema da aviação moderna é que os caças a jato precisam de uma boa pista de decolagem e pouso, mas a quantidade destes aeródromos é muito pequena e eles são fáceis de destruir com um primeiro ataque. Quanto aos aviões VTOL, em condições de ameaça eles podem ser instalados até mesmo em clareiras florestais”, assinalou ele.

Entretanto, tal utilização “terrestre” de aviões VTOL não parece muito racional. Um dos principais problemas é que, com a decolagem vertical, o avião consome bastante combustível, o que por sua vez reduz seu raio de ação.

A Rússia é um país enorme, por isso, para obter supremacia aérea sua aviação de caça precisa ter “braços compridos”.

“Em condições de infraestruturas parcialmente destruídas, os aviões podem cumprir missões de combate por conta de decolagem curta de aparelhos convencionais a partir de uma seção de pista menor que 500 metros”, acredita o diretor executivo da agência Aviaport, Oleg Panteleev.

“Outra questão, é que a Rússia tem planos de construir uma frota de porta-aviões, onde a utilização de aviões VTOL seria mais racional. Não têm de ser necessariamente porta-aviões, podem ser cruzadores porta-aeronaves.”

 

Contudo, para iniciar a construção deste tipo de aviões a Rússia não deve esperar até aparecerem novos navios portadores de aeronaves.

“Os aviões VTOL podem ser baseados não apenas em porta-aviões”, explicou Panteleev, adicionando que as aeronaves podem utilizar plataformas instaladas em navios-tanque ou até fragatas.

 

Custos justificáveis

Ao mesmo tempo, é evidente que o desenvolvimento de um avião VTOL russo aparentemente vai requerer recursos enormes. Referindo-se ao exemplo norte-americano com o mesmo tipo de aviões F-35B e outros modelos com decolagem e aterrissagem vertical, vale destacar que, segundo estimativas, seu custo atingiu US$ 1,3 trilhões e de seu desenvolvimento participaram vários países.

De acordo com especialistas, para o desenvolvimento bem-sucedido de um avião VTOL russo será necessário resolver várias questões, entre elas estão: a miniaturização da aviônica, a criação de uma nova geração de sistemas aéreos e a projeção de uma célula com características especiais. A indústria aeronáutica russa tem capacidade para as resolver.

A Rússia poderá iniciar a construção de porta-aviões no futuro próximo. De acordo com o Ministério da Defesa, para os anos 2025-2030 está agendado o assentamento da quilha do porta-aviões pesado do projeto 23000 Shtorm. Até lá, a Marinha russa planeja receber dois novos navios de desembarque universais Priboi capazes de portar aviões com VTOL.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

O Yak-141 é mesmo o “pai” do F-35B?

 

 

12 Comments

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  2. claudio quadros says:

    excelente avião embrae poderia desenvolve um

    • jose luiz esposito says:

      Realmente a EMBRAER poderia e pode Desenvolver , mas as Castas Corporativistas abririam mão de seus Privilégios e Benesses em favor da Nação , para que tenhamos Dinheiro, e que temos , mas elas tomam tudo para si próprias . Se o Judiciário tiver Padrão Orçamentário Mundial deveria perder 2/3 de seu Orçamento e nos sobrariam mais ou menos 50 Bilhões de reais , já pensaram investir este montante em Tecnologias e Projetos ?

      • jose luiz esposito says:

        Mais uma vez chamo a atenção , a Rússia tem um PIB um pouco maior que a METADE do NOSSO , expliquem como eles podem e nós não podemos , porque eles têm Dinheiro e nós não temos Dinheiro para nada ? Com a palavra aqueles que sempre enfatizam aqui que não temos dinheiro ,acima é fácil entender porque não !!!!
        CASTAS CORPORATIVISTAS VAMPIRAS DA NAÇÃO : Judiciário liderando , seguidos pelo MPs , Políticos , Altos Funcionários Públicos , Militares ,1/3 de Municípios criados sem condições apenas pela vontade de Políticos , Estados com os mesmos problemas da União, Castas Corporativistas etc !

  3. Profeta_Lunatico says:

    Se um caça “jato” normal não faz ia fazer um VTOL ? E para qué ?

  4. “F-35, vale destacar que, segundo estimativas, seu custo atingiu US$ 1,3 trilhões”. Talvez uma plataforma que não tenha 3 variantes e prometa fazer tudo, fique mais barata. Ainda assim, não sairá barato.

  5. ………..a Embraer jamais iria entrar num projeto VTOL a não ser que desse o triplo de dinheiro, (quem sabe?), do que ela fatura atualmente …outrossim, a mentalidade dos militares brasileiros da FAB é limitada, jamais teriam uma visão francesa, russa britânica ou estadunidense de um caça VTOL …..quem pensar num vaso brasileiro(mesmo comprado) cheio de VTOLs será motivo de chacota…….nosso país é um país verdadeiramente atrasado……………deplorável…..

  6. yak-141 , o pai do f-35

    • Na verdade, o conceito por detrás do F-35B encontra raízes no Convair Model 200. Mas isso não muda o fato dos americanos terem realizado uma parceria com a Yakovlev, o que foi certamente proveitoso…

  7. Olha ai uma excelente opção para a MB dotar seus Porta Helicópteros.
    Essa versão Russa do Harrier, é mais barata que seu exemplar americano ou inglês e super sônico.
    Lógico que precisaria de uma modernização em seus computadores de missão, software, optrônicos etc.
    Nada que seja proibitivo para nossas indústrias (esqueçam Embraer e AEL etc).
    Tais como, Avibras, SIATT (ex Mectron), AEROMOT, NOVAECRAFT, FLIGHT TECNOLOGIAS, XMOBT,S etc.
    Mas o preconceito com o produto oriental é descomunal, na mesma proporção de nossa submissão aos interesses ocidentais.
    Em uma aquisição dessa, a MB poderia criar a Ala aérea do CFN ou mesmo manter seus pilotos treinados e operacionais, até termos as solução definitiva para o binômio NAe & Aviação embarcada.

    • Foxtrot,

      Não há como efetivamente prever quanto custaria um YAK-141 pelos dias de hoje, e menos ainda no futuro próximo… E é um troço incrivelmente complexo… Mesmo o Yak-38 já era complexo pra caramba, se comparado ao Harrier britânico.

      A solução definitiva e mais abrangente a uma aviação embarcada, é invarivelmente um NAe CATOBAR. Um vaso para operar aeronaves V/STOL pode ser uma solução mais barata, mas muito limitada em seu próprio conceito.

      Ademais, a MB tem outras prioridades, tais como concluir um programa de submarinos que já está atrasado em três anos e a aquisição de novos vasos ( coisa que não pode mais ser adiada ).

  8. Se tivesse dinheiro sobrando seria uma opção a se considerar, porém este não é o caso…

    Falando em F-35B, os ingleses continuam tendo dores de cabeça com seus porta-aviões e o imprevisível custo final dos seus F-35B :

    https://www.rt.com/uk/413599-hms-queen-elizabeth-leaks/

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