Defesa & Geopolítica

Resultados financeiros do Rafale em 2016 garantem o lançamento do modelo F3R em 2018

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Por Roberto Lopes

 

 

Tudo na sofisticada e bem sucedida indústria de Material de Defesa da França é exorbitantemente caro.

Assim, quando o empresariado francês consegue fechar um bom ano de vendas às suas Forças Armadas e ao exterior, a festa é grande – e os motivos, difíceis de esconder.

A encomenda de 36 caças feita pela Aviação Militar da Índia, impulsionou a carteira de exportação dos caças franceses Dassault Rafale, em 2016, para 110 aeronaves – número substancialmente maior que os 83 comercializados em 2015.

Egito e Kuwait contrataram, cada um, 24 aeronaves do mesmo modelo. A Força Aérea e a Marinha da França compraram, juntas, 180 aparelhos – dos quais 148 já foram entregues.

Esse crescimento da aceitação dos Rafales garante as entradas de recursos necessários à sustentação do desenvolvimento final da versão F3R do avião, previsto para estar com todos os seus novos sistemas de armas e de navegação prontos e integrados em algum momento de 2018.

As informações são da equipe Aviation Analysis Wing, um dos braços operativos da Research & Analysis Wing, a agência de Inteligência indiana para o exterior.

Versões – Desde a primeira entrega do Rafale à Força Aérea Francesa, em 2004, as capacidades do Rafale vem sendo constantemente aumentadas.

O primeiro lote do caça saiu da fábrica no padrão F1, apto a ser empregado, tão somente, nas missões clássicas de interceptação (ar-ar).

O modelo F2 (visto abaixo), introduzido dois anos mais tarde, acrescentava à aeronave a vocação para ataques a objetivos no solo.

Então, em 2016, a Dassault forneceu à Marinha de seu país dois caças navais Rafale M adaptados ao novo (e caríssimo) padrão F3, que, além das aptidões para a guerra ar-ar e ar-terra, consistia em capacidades anti-navio, de reconhecimento e de bombardeio nuclear.

Cada upgrade ficou em nada menos que 30 milhões de Euros (o equivalente, hoje, a cerca de 102 milhões de Reais).

O modelo que deve ser apresentado dentro de, aproximadamente, um ano e meio, vai operar com o míssil ar-ar de longo alcance MBDA Meteor, um pod Thales TALIOS de designação laser de nova geração, e a bomba orientada por laser Hammer, de alta precisão.

 

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