Defesa & Geopolítica

O Su-57 deve ser considerado como uma aeronave com potencial de exportação, e os esforços devem se concentrar na criação de um caça da 6ª geração!!!!!!

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Tradução e adaptação- E.M.Pinto – Imagem meramente ilustrativa.

Moscou 4 de julho. Interfax-AVN – O caça Su-57 deve ser considerado como uma grande aeronave com potencial de exportação, mas o principal esforço deve ser concentrado na criação de uma máquina de transição, disse na passada quarta-feira à Interfax-o chefe da comissão da Duma sobre apoio jurídico do desenvolvimento das organizações da indústria de defesa, Primeiro Vice presidente da União dos Construtores de Máquinas da Federação Russa Vladimir Gutenev.

       “Eu acho que o caça de sexta geração fará a transição da máquina entre a aeronave, ainda tripuladas e sistemas de ataque inteligentes não tripulados- neste caso, estamos a falar de drones aéreos que podem devido à sua inteligência, executar tarefas,  suficientemente variadas “, disse Gutenev, comentando a declaração de Yury Borisov, vice-primeiro-ministro da Federação Russa, de que não haverá entregas em massa da aeronave de quinta geração para a Rússia, no caso, os caças Su-57 .

      Gutenev completou,

“Eu  afirmo que dificilmente podemos esperar uma compra maciça do Su-57  e me solidarizo com Yuri Ivanovich …
… Apesar dos méritos indubitáveis ​​desta máquina, cujo projeto teve início em 2001, mas cuja implementação por uma série de razões teve seu cronograma atrasado (previsto para 2006  a realização de testes de voo em 2007 e fornecimento em 2014),Será difícil vermos vultozas compras, apesar disso o programa está em conexão com o desenvolvimento muito dinâmico das tecnologias – isso se aplica aos sistemas de guerra eletrônica, e novos materiais compósitos e novas oportunidades que as tecnologias aditivas proporcionam em termos de máquinas construtivas mais baratas
 … Bem, é claro, isso se deve ao fato de termos máquinas bem sofisticadas como os Su-34 e o Su-35, que se mostraram bem nos cenários de combate…  Até 2023-2024, o Su-57  ainda não terá o seu motor definitivo, os testes estão apenas começando e além disso, apesar da nossa aeronave ser mais barata (um factor de 2,5 inferior aos estrangeiros análogos da 5 ª geração), esta ainda é  muito mais cara e requer mais serviços em comparação com os Su-34 e Su-35 …
 … Portanto, eu concordo com a opinião de Yuri Ivanovich, segundo a qual já temos experiência, quando, graças à política técnica razoável realmente saltou uma geração, em grande parte, salvando o orçamento…
       …. Nós conseguimos informações valiosas com os nossos Su-57 dentro de uma curta estadia em Fevereiro na Síria onde pudemos esclarecer uma série de dados possíveis e relacionadas à capacidade das aeronaves F-22 e F-35, especificamente na capacidade para detectar a nossa telemetria, a qual apresentou considerável melhoria. Portanto, a concentração de esforços na transição, a 6ª geração, parece-me ser muito mais adequado, e a 5ª geração deve servir como opção para pequenos lotes, o que permitiria por um lado, capitalizar em mercados custos externos, e por outro lado, para melhorar o sistema (de aeronaves em desenvolvimento…
       … Essa é uma abordagem extremamente racional e correta, garantindo um equilíbrio entre os interesses do complexo da indústria de defesa e o cliente uma solução absolutamente correta e pragmática” disse Vladimir Gutenev.
O deputado acredita que, no interesse da indústria de defesa, seria simplesmente suficiente formar a imagem de exportação do Su-57 com o motor do segundo estágio.

 

Fonte: Military News.Ru

24 Comments

  1. César Pereira says:

    Pelo jeito o Su-57,vai entrar para estória como aquele que foi sem nunca ter sido !

  2. Pelo que entendi nas entrelinhas: os Russos fizeram um ‘bolo’ não muito adequado e, para não jogar a massa fora, vão aproveitá-lo comercialmente como um produto superior ao Su-35 mas não genuinamente de 5ª geração. E enquanto isso, debruçam nos estudos da 6ª geração.

  3. Ferreira Junior says:

    O SU-57 será em 2024 um genuíno caça de quinta geração. Ficando a sua motorização para o SU-34 e SU-35.

  4. No meu ponto de vista os Russos estão corretos.

    É inegável que saíram muito atrás dos americanos no desenvolvimento dos caças de 5ª geração, porém este atraso não é tão grande em se tratando da 6ª geração.

    O Su-57 vai cumprir seu papel e vai ser requerido por “muitas” nações uma vez que seus caças vão se tornando obsoletos, assim, minimiza-se o custo do desenvolvimento e passa a focar num novo projeto que certamente vai trazer maior paridade de forças com seu principal rival (EU).

    Foi o que entendi com “Nós conseguimos informações valiosas com os nossos Su-57 dentro de uma curta estadia em fevereiro na Síria onde pudemos esclarecer uma série de dados possíveis e relacionadas à capacidade das aeronaves F-22 e F-35, especificamente na capacidade para detectar a nossa telemetria, a qual apresentou considerável melhoria. Portanto, a concentração de esforços na transição, a 6ª geração, parece-me ser muito mais adequado…”

    Ou seja

    Se focarem todos os esforços num caça de 5ª geração novamente estarão correndo atrás dos americanos daqui algumas décadas.

    Abraço a todos.

    • Perfeito, o interessante é que eu já sentia isso por parte da liderança russa.
      SU-35 e SU-34 são tão formidáveis que seria “desinteressante” descartá-los em tempos de paz, porque vamos falar a verdade, quem seria louco de atacar a Rússia?

  5. A questão Russa é bem interessante, a falta de dinheiro deve ter entrado nessa equação, mas existem vários poréns ai. Se notarmos os Europeus (em especial os Franceses) tem um certo ceticismo quanto ao desempenho extraordinário de um caça de quinta geração, e isso não é por falta de capacidade para desenvolver uma. O F-117 era a sessação na primeira guerra do golfo e alguns anos depois foi abatido na Servia, e temos o caso do RQ-170 Sentinel no Irã. Duas situações em que aeronaves furtivas foram submetidas a defesas aéreas com densidade baixa se compararmos a uma Suécia, Rússia,… Podemos somar a isso a exposição que o F-22 esta tendo na Síria, é possível que os Russos tenham visto que o bicho não é tão cabeludo quanto diziam e que aeronaves de 4+, 4++ dão conta do recado (se isso é verdadeiro, é uma noticia mais que bem vinda para quem não tem financiamento para rolar dividas etc…)
    Outra pergunta é quantos caças SU-57 vão ser pedidos? O F-22 ficou em 200 unidades(o que convenhamos não é muito se compararmos a projeção inicial) e os F-15 e F-16 parecem que vão ter vida útil por um bom tempo nos EUA.
    * os Chineses tinham(tem) um gap grande nas suas aeronaves em relação as outras potencias. Vão tirar essa diferença com a quinta geração, vão ter que fabricar de qualquer jeito seja de quarta ou quinta geração. E provavelmente já estão pensando na sexta geração, ali pelo contrario dinheiro não é problema.

    Sds

    • A China iniciou o desenvolvimento da sexta geração em janeiro de 2017.

    • HMS TIRELESS says:

      Mais do mesmo Sr. Muttley? Pena que não corresponde a realidade senão vejamos:

      – O abate do F-117 foi muito mais um lance de sorte do que mérito das defesas sérvias. E ao contabilizar todas as missões de combate do F-117 em conflitos distintos você claramente percebe que a furtividade se justifica;

      – O RQ-170 não foi derrubado e tampouco hackeado pelos iranianos mas sim caiu em território persa. A prova mais evidente desse fato é que não apenas os prepostos do regime religioso de lá foram incapazes de fazer o drone caído retornar ao vôo como também não conseguiram fazer engenharia reversa do mesmo tal como bravatearam.

      – Ao contrário das famosas tolices da Sputnik, que apenas servem para enganar incautos, o fato é que na Síria os F-22 não apenas foram capazes de se aproximar dos jatos de ataque russo sem serem detectados como os Su-35 de escolta foram incapazes de coibir tais manobras provocativas dos pilotos norte-americanos. E a redução dos números do F-22 tem mais a ver com o cenário pós-guerra fria do que com eventuais deficiências do aparelho, que em serviço já mostrou ser vastamente superior a tudo o que há no mercado. E a julgar pela estréia dos F-35 em combate pela Heyl Ha’Avir, o novo jato também se enquadra nessa categoria.

      • besourinhando_oLess says:

        Besourinhos, só um aviso: Su-35 não é avião de 5ª geração não ouviu? E o Su-35 não dispõe de radar para detectar caças de 5ª geração tbm. Portanto,se fosse o F-15SE escoltando os A-10, os F-22 fariam a mesma aproximação sem ser detectados. E no mais, a presença do F-22 não é suficiente para afastar os Russos da Síria e (o mais importante) muito menos fator decisivo para DERRUBAR o governo de Assad – este, o principal (ou pelo menos foi o principal hehehe) objetivo dos EUA e coalizão. Sabe como é né.. a pata pesada do urso….rs!

        Mas continue aí com o seus trabalhos. Força!

      • Sr HMS TIRELESS grato pelo comentário.

        Olha até acredito que o abate do F-117 tenha sido uma mistura de sorte com boa doutrina. Mas quando o Sr diz que o F-117 logrou exito em todas as missões em conflitos distintos falta um pouco de contexto. Salvo a primeira guerra do golfo (em que a diferença das forças era abissal) não me lembro de ter visto o F-117 se defrontando com alguma defesa mais densa.
        O RQ-170.
        É o Sr quem diz que ele “caiu sozinho”, os Iranianos falam outra coisa. Nós podemos acreditar que um drone de ultima geração em missão secreta caiu sozinho lá no Irã, apesar de todos os procedimentos que devem ter sido seguidos como a verificação dos sistemas redundantes etc… . É bem mais fácil acreditar nisso que na competência alheia. E note que o Sr diz que Eles não conseguiram colocar ele novamente em voo ou fazerem uma engenharia reversa, e o que isso tem a ver com detectar e derrubar o drone ?
        Quanto ao que o Sr fala sobre o F-22 até pode ser verdade, mas nada impede de os Russos terem aferido que o desempenho dele não é lá tão bom, podem ter errado feio, mas quem é que pode afirmar isso?
        E ainda existe uma terceira via, a arrogância Francesa, que dizem não ver nada de extraordinário na quinta geração. Podem estar certos? Duvido muito, mas não também não devem estar totalmente errados.

        Sds

      • HMS TIRELESS says:

        Acorda para a vida Sr. Besouro! a “pata pesada do urso” Pausa para gargalhadas) tem um abacaxi muito maior para se preocupar que é a presença iraniana na Síria pois não apenas representam um obstáculo ao projeto de Putin como atraem a atenção (e as bombas) israelenses. E Netanyahu já declarou que vai continuar bombardeando as infraestruturas e elementos do regime de Teerã por lá. Ocorre que cada ataque israelense mina ainda mais a autoridade de Assad e uma vez que os russos não podem interferir nas operações das IDFs, vão ter de enfrentar o abacaxi.

      • besourinhando_oLess says:

        Acordem vcs pra vida escritório de besouros! Titio Putin vai deixar os israelenses se divertirem com os alvos iranianos, portanto, não precisa fazer nada! Pese ainda a acertada decisão de Trump de sair do acordo nuclear e aplicar sanções contra o regime teocrático/golpista que domina o povo persa, a aventura iraniana pelas fronteiras israelenses não vai durar muito.
        No mais, é melhor a primavera globalista procurar desabrochar por outras paragens, porque na Síria a pata do urso PE-SOU, ho-ho-ho….rs!

  6. Não tá fácil pro bolso certificar todos os sistemas de caças de quinta geração. O fator 2,5 pra 1, mais barato, inclui o custo de desenvolvimento? E se sustenta até o fim da certificação? Fora que a fabricação de poucas unidades dilui o custo de desenvolvimento em poucas unidades encarecendo-as. A Marinha americana está certificando uma aeronave de reabastecimento embarcada, remotamente controlada e com algumas capacidades autônomas. Será um laboratório para essa força adotar caças/aviões de ataque majoritariamente autônomos no futuro com a possibilidade de pular a 6ª geração se tudo evoluir bem.

  7. 6° geração… RSRSRSRRSRSSSSS… não conseguem nem produzir um de quinta… qual parte de “Além disso, o lado indiano alega que a Rússia não possui a tecnologia para criar um caça de quinta geração.” o pessoal acima ainda não entendeu? 🙂

    • Hum… Interessante os indianos ter dito isso ….mas será por que eles não se retiram do projeto de vez….?mas ficam soltando boatos que podem reconsiderar a aquisição do FVGA, se a Rússia aceitar dividir os custos…
      Será mesmo que os Russos não possui tecnologia para desenvolver um caça de 5 geração° ,segundo os indianos…
      A outra dos indianos, segundo eles seus Su30 conseguem detectar o J20, e por isso que não se preocupam comum 5°g….
      Seria verdade este outro boato deles também…?

      • Não sei sobre especulações russas, caríssimo… só sei o que as matérias em sites especializados trazem… bom para responder sobre especulações russas é o Ilya, vulgo César… ele que representa as “virtudes” de Moscou por essas bandas… mas onde há fumaça, costuma ter fogo… aliás, os comentaristas vivem de boatos em boatos por aqui quando o assunto é Rússia… pra esses a Rússia ainda é bolchevique… saudações…

      • Bruno W., outra dos indianos: estão dizendo por aí que você não domina a técnica de pontuação. Nem mesmo a de prima geração. Não sei se é verdade…

      • Rodolfo… rapaz perspicaz… 🙂

    • “Alegar” sem apresentar fatos e argumentos, tá mais pra boato do que verdade…

      • Também acho… alegam que a Rússia e China dominam a tecnologia de caças de 5° geração mas seus próprios comparsas os desmentem… a China, então, nem motores bem desenvolvidos possuem… acho mais provável um caça de 5° geração europeu que asiático… pelo menos nos próximos 10 anos… e a Coreia (a do Sul, porque a do Norte, rsrsrsrss…) correndo por fora…

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