Defesa & Geopolítica

O Plano Estratégico de Defesa Militar do Brasil, SEMPRE !!

Por: Luíz Pinelli

O Velho Patriota

Li o comentário, num Blog, de um conhecido jornalista chamando o dia de 7 de setembro, como o dia da PALHAÇADA !!Palhaçada como disse, deve ser de homens como ele próprio, afogados na imbecilidade atual e sem discernimento lógico para compreender que pátria e bandeira não são sinônimos, apenas de desfile militar de 7 de setembro, mas significam, costumes, ideais, segurança, bem-estar, subsistência, proteção e abrigo para ele e sua família.

Mas, em linhas gerais, estes sintomas sociais assustam o suficiente, a sociedade que pensa, analisa, e sabe fazer projeções para o futuro. Não vemos hoje nas escolas de ensino básico, ninguém cantar o hino nacional com o hasteamento da bandeira brasileira. A ditadura brasileira acabou há alguns anos, mas, a sociedade brasileira perdeu a noção de liberdade, o conceito de soberania, o sentimento pela terra em que vive, a identidade enraizada nos valores morais cultivados nas famílias, o exercício da autodeterminação,e o amor pela bandeira nacional.Na verdade, parece, que o povo brasileiro perdeu a noção de território onde vive, apesar de não ter visto sua Nação invadida e nunca ter vivenciado a violência desencadeada pelas armas inimigas.

E por incompetência pessoal, alguns, ainda, se escondem atrás do período da ditadura, acusando-a pelo estado de displicência em que vivem. Infelizmente, os conceitos, hoje, de Pátria e Família mudaram ao nível de destorcer o significado de soberania. Não é justificável, pela ocorrência da ditadura no Brasil, o presenciarmos, um sentimento brasileiro de abandono das coisas nacionais.

Um comportamento “ largado” da sociedade pelos rumos militares da Nação. Tenho verificado, críticas, através da mídia, sobre a intenção de compras dos caças franceses Rafale da Dassault, sobre a segurança do Pré-Sal, além do questionamento impróprio quanto a melhor oportunidade de compra militar face, agora, em função das novas ofertas do governo americano sobre os caças norte americanos F/A-18 Super Hornet da Boeing, que envolveriam outras parcerias de projetos com a EMBRAER além da sueca Saab que oferecerá o caça Gripen em outras condições mais atraentes.

Para o Brasil. Paralelo a estes acontecimentos, tomamos conhecimento, através de comentários num jornal de grande circulação do RJ, que melhor, seria, transferir para o RJ, o dinheiro da compra dos caças, para operacionalização do “trem bala”.


Um deputado federal, ex- governador do Estado do Paraná, durante uma entrevista, fez o seguinte comentário, questionando a intenção do governo brasileiro de comprar caças para a FAB na França, dizendo o seguinte: “ o governo vem de assinar acordo bilionário para a compra de armamentos, enquanto, quer criar um imposto(novo CPMF) para financiar a saúde”.

É a hora da sociedade perguntar ao ilustre deputado, o seguinte: “ se a saúde é tão importante como todos supõem, por que da última vez que existiu a CPMF, o governo aplicou menos que 4% de sua arrecadação total na saúde???


É oportuno citarmos que,não vimos na parada militar oficial de 7 de setembro, em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo ou em Minas Gerais, apesar de prometido pelo governo, o desfile, como apresentação pública do modelo de Carro Blindado, sob oito (8) rodas, chamado de do URUTU III, desenvolvido pela IVECO/FIAT. Isto, infelizmente, está sinalizando para atraso do cronograma do projeto ou cancelamento, pela inexistência de recursos a ele destinado.Lamentavelmente, isto pode confirmar todos os nossos temores em relação à aplicação do Plano Estratégico de Defesa Militar do Brasil.

Não é um prognóstico pessimista , mas a manifestação de falta total de confiança em um governo que não apresenta uma planejamento estratégico traduzido, publicamente, em medidas práticas evidentes, sobre as quais já comentamos. Infelizmente, todo mundo tem uma opinião pronta para ser dada ou uma posição política sobre o assunto, menos a FAB, que não tem pressa, ou, porque possui outro ponto de vista técnico especializado, inteiramente diferente, e, que o governo não quer considerar, embora, seja a instituição que usará os aviões e em caso de necessidade irá combater com eles.

O nível de compreensão da sociedade brasileira, para assuntos de soberania nacional, está perigosamente tão baixo, que é nosso desejo, publicamente, perguntar para que o Brasil tem necessidade de um Plano Estratégico de Defesa Militar que nos garanta como Nação Soberana diante do mundo ?? Um povo fraco, sem opinião, sem determinação e sem coragem para lutar, certamente, não precisará de nenhum Plano Estratégico de Defesa Militar, para defender sua Pátria.


O governo perde muito tempo com conversas sindicalistas, que irrita quem já viveu uma Gerência Pública de Tomada de Decisões à tempo real, ou melhor, significava fazer economia de custos orçamentários. Mas, em termos de assuntos militares do Plano Estratégico de Defesa, a defesa de nosso território, sem o imediato fortalecimento das FAs, poderão gerar prejuízos muito mais sérios e irreversíveis.Não me sentirei constrangido, em repetir o que falei em outros comentários anteriores.Apesar da mídia ter divulgado que o governo brasileiro vai realizar gastos militares bilionários, temos de ter garantias que isto vai, de fato, acontecer. E enquanto o governo brasileiro não estabelecer as Reservas Orçamentárias/Financeiras e fixar, concomitantemente, as Fontes de Recursos das quais, indicarão como as 1ª se formarão, para que as nossas FAs se habilitem ao gerenciamento prolongado do plano militar de rearmamento bélico, não é possível a sociedade patriótica ter a tranqüila certeza da obediência governamental do seu próprio planejamento.

É será sempre necessário que esta aquisição contínua de equipamentos bélicos, se faça, consoante estudos dos especialistas do Departamento de Material Bélico de cada força, do entendimento obrigatório entre civis e militares, e, da existência de recursos financeiros permanentes, nas denominadas Despesas Orçamentárias de Caráter Continuado, para permitir que as intenções do Plano Estratégico se estendam por vários exercícios de governo.

A urgência na agilização da solução final desejada, deverá exigir respaldo nas garantias constitucionais, e nas próprias Lei do Orçamento Anual, que obriguem os futuros governantes a prosseguirem nesta política. È oportuno, que uma EMENDA CONSTITUCIONAL, seja editada para este propósito. Na elaboração da Lei Orçamentária, na etapa do trâmite no Poder Executivo, para estabelecer normas especiais que assegurem figurar no Texto Orçamentário, as ações governamentais para a contínua modernização bélica, teríamos a necessidade da inclusão destas medidas de reserva, nos instrumentos de planejamento estratégico e operacional, responsáveis pela formação inicial e ajustamento posterior, nos valores do Orçamento, e, sua destinação programática , ou sejam, o PPA e a LDO.

Estas atitudes blindam a opção do fortalecimento bélico, com a fixação da meta, da função e dos objetivos específicos, diante de futuros governos que alegando outros motivos políticos, interrompam as funções de modernização das nossas instituições militares. Portanto, se o governo brasileiro, realmente tiver decisão e coragem, para impor o Plano Estratégico de Defesa Militar, deve propor um remanejamento de dotações orçamentárias, através de um planejamento estratégico, liberando, em regime de máxima urgência, a aquisição ou produção de materiais bélicos, até porque, o governo cogita do emprego tático do contingente do “ EXÉRCITO MÓVEL”, cujo o aparelhamento exige equipamento modernos de última geração, face seu emprego tático operacional.

Quando a ENGESAER for criada(quando for) não só garantirá o permanente suprimento bélico do “exército móvel”, mas, como permitirá o abastecimento dos demais contingentes das FAs, com produtos bélicos brasileiros, que no caso, funcionarão como uma reserva técnica.Desconhecemos a linha de produção dos equipamentos que a ENGESAER adotará, mas, se seguir a mesma da extinta ENGESA, provavelmente, teremos o renascimento de projetos da sua época de ouro industrial, bem melhores, para os quais, temos a nosso favor a competência técnica indiscutível de nossos engenheiros e especialistas militares, que saberão escolher o que será melhor para as nossas FAs.

Outra oportunidade valiosa com a criação da ENGESAER, será, a modernização de todos os modelos bélicos já em uso pelas nossas FAs, e, se todos àqueles que tem o dever da tomada de decisão, respeitarem, de forma inteligente, as experiências técnicas, obtidas com a produção num passado recente, como os modelos do Osório, Tamoio, Cascavel, Urutu, Sucuri, Jararaca, Ogum, Charrua, além de rapidamente, termos em mãos grandes projetos, atualizados no tempo, acreditamos, resolveremos, rapidamente, nossa carência bélica.

Em tempos recentes aproveitamos, tecnicamente, alguns blindados desativados e os transformamos em lançadores de mísseis antiaéreos e anti-carros, mas o governo não se interessou, por motivos variados, apesar das nossas necessidades, e optou, para comprar na Alemanha, seis (06) lançadores Marder Roland , que por falta de assistência técnica ( e dinheiro) foram totalmente perdidos.

O verdadeiro patriotismo faz muita falta em quaisquer nações, principalmente naquelas abençoadas naturalmente.
O Plano Estratégico de Defesa Militar em favor do Brasil, SEMPRE, SEMPRE, apesar de tudo !!!!
Saudações- Luiz O Velho Patriota.


NOTA DO BLOG: Os artigos publicados na seção O velho Patriota não necessariamente reflentem a opinão do Blog PLANO BRASIL, simplesmente por se tratarem de textos de autoria e responsabildades do autor.

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