Defesa & Geopolítica

Modernização de submarinos: empresa turca de tecnologia relaciona equipamentos selecionados para a revitalização dos navios paquistaneses classe Agosta 90B

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Dois flagrantes de um Agosta 90B paquistanês sendo submetido a reparos

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Por Roberto Lopes

A empresa de tecnologia da Turquia Savunma Teknolojileri Mühendislik ve Ticaret A.Ş. (STM), main contractor do serviço de revitalização dos três submarinos classe Khalid – Tipo Agosta 90B – da Marinha do Paquistão anunciou que, nesta terça-feira (27.12), firmou contrato com mais uma companhia selecionada para participar do programa de modernização: a Havelsan, fornecedora turca de produtos eletrônicos de Defesa, que ficou incumbida de entregar um Sistema Integrado de Comando e Controle Naval para os navios.

Esta é a primeira vez que Havelsan é convocada a suprir um usuário estrangeiro com soluções tecnológicas subaquáticas.

A STM ganhou o contrato para atuar como principal contratante da reforma dos submersíveis em junho de 2016. O valor do serviço foi fixado em 350 milhões de dólares. Nessa posição, cabe à empresa escolher os fornecedores de subsistemas que possam representar um ganho tecnológico real para os submersíveis paquistaneses.

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Dois classe Khalid atracados

Eis alguns outros componentes já indicados para o programa de modernização:

– Em outubro passado a STM selecionou a Airbus Defence & Space para fornecer o periscópio SERO 250 e o mastro óptico OMS 200;

– Em novembro a main contractor divulgou que caberá à companhia turca Aselsan fornecer o sistema de medidas de apoio eletrônico ARES-2SC/NS.

A Havelsan possui vários subsistemas de nova geração em desenvolvimento, incluindo um equipamento de gerenciamento de combate e um sistema de comando e controle desenvolvidos, especificamente, para irem a bordo dos submarinos Tipo 214 comprados pela Marinha turca à indústria naval alemã.

Um comunicado de imprensa da STM já informou que a empresa levará 45 meses – quase 4 anos! – para entregar o primeiro Agosta 90B atualizado, e que o serviço será realizado em território paquistanês.

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Há especulações de que (supondo que não haja erro de digitação na informação) esse prazo longuíssimo corresponda ao ciclo de desenvolvimento dos equipamentos encomendados à Havelsan.

Por outro lado, a STM trabalha para vender quatro navios (que poderiam ser corvetas ou fragatas) Tipo MILGEM para a Força de Superfície da Esquadra paquistanesa – um contrato que os turcos esperam que possa ser assinado já no ano que vem; e também o seu projeto FAC-55, de embarcações rápidas de ataque, a fim de suprir a necessidade dos chefes navais paquistaneses, que estão dispostos a comprar de quatro a seis barcos desse tipo para equipar a sua recém-criada Força-Tarefa 88.

Segundo a coluna INSIDER pôde apurar, o prazo de 45 meses também coincide com o período de desenvolvimento de algumas das novas armas navais turcas, como o míssil anti-navio ATMACA (inspirado no Harpoon americano), e o míssil de cruzeiro lançável de submarino Gezgin (“Viajante”), cujo projeto prevê que possa alcançar alvos a mais de 1.000 km de distância.

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A sequência mostra a concepção artística do lançador de mísseis ATMACA, um recorte que mostra o radar buscador de alvos do vetor, e, por último, a ogiva do míssil

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Estaria o Paquistão interessado em substituir o seu vetor Exocet SM39?

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